sábado, 12 de novembro de 2016

O Sonho e o sonhador (em cordel)

Pessoas que quiseram tudo
E não quiseram nada
No tudo que faziam, de fato, nada faziam
Descobri que elas sonhavam
Ainda hoje as vejo sonhar
Se esquecendo que o tempo está passando
Hoje são velhos
Velhos que continuam acreditando
Acreditando que são crianças
Vivem cheios de esperança
Uma esperança vazia que só neles cabem
Feliz de vê-los
Deixe-os contentes
Sigo eu consciente vem que eles são dementes
Mas seguem feliz e contente
Vamos então... sem nunca ser sábio
Seguindo esses lacaios
Feliz e contente
No final dessa vida quem sabe
Que quem sonhava era eu
Eles não mais que desejaram
Era simplesmente brincar
Brincadeira de desejar e sonhar
Me fazendo acreditar
Que quem sonhavam eram eles
E que no sonho de fato
Quem sonhava era eu.


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