sexta-feira, 6 de maio de 2016

O erro e punição

Estava tomando um café no shopping. Aquele que tomamos para estender uma conversar após o almoço. E me vi em meio ao tema: o erro e punição. E falai para meu interlocutor que escreveria sobre o assunto... e aqui estou!
As vezes encontramos pessoas com tanto medo de errar que perguntamos: Por quê?
Muitas vezes nem entendemos porque tanto medo de errar.
Eu penso que vai muito do perfil da liderança a qual essa pessoa pertence. Muita vez tem conhecimento de como fazer e o mais importante: experiência para fazer determina atividade. E não faz por puro medo. A pessoa prefere ficar “na dela” do que se expor e acontecer algo durante a atividade e ser punido.
Quando se é jovem nessa posição, não faz ideia do erro que está cometendo, afinal: Não correr riscos, não se apresentar a fazer algo que conhece é dizer “não” as possibilidades de se desenvolver uma carreira. É ver os anos passando ao lado, seus amigos, parentes, parceiros, todos evoluindo. E o jovem por fim, vai ficando velho e se passando um, dois, três... quatro... vários anos. Na mesma posição. E quando acorda para fazer algo, descobre que o tempo passou e terá que se esforçar, obviamente se der tempo, para correr atrás do prejuízo.
O meu ponto de vista, o erro não deve ser punido, mas sim corrigido. Não se pune porque errou. Se algo der errado, após você executar uma ação com cuidado, com conhecimento, ou está sendo assistido na ação. Isso não pode ser chamado de erro. É um incidente. É algo que pode acontecer. Afinal, como diz meu filho “Só pisa no pé da dama quem dança”. E preciso aprender a dançar para não continuar pisando. Ou seja, errando. É preciso corrigir.
O que deve ser punido é a negligência, a falta de cuidado, a displicência, falta de atenção. Isso sim. Deve ser punido. Principalmente o erro consciente. Saber que vai dar errado e porque foi submetido a um desafeto, faz por pirraça, sabendo que vai dar errado só para afirmar “Não falei”. Pura infantilidade. Nesses casos, do meu ponto de vista, cabe a punição e não há o que corrigir. Foi erro mesmo.
Como afirma, o filosofo Mario Sergio Cortella: “Não havia inovação na vida se o erro não tivesse o seu lugar”. E por ele mesmo, “Nós aprendemos com a correção dos erros”.
Se você punir todas as vezes que “erram”, está desenvolvendo uma linha de autômatos que executam as atividades, mas não emitem opinião alguma a respeito delas, por medo de errar. Ou seria por medo serem punidos?

#Pense

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