Pular para o conteúdo principal

Leia novamente

Quando um autor escreve um livro, quer passar muito mais do que se pode obter em uma primeira leitura. E muitas vezes ele mesmo relendo ou ouvindo outras pessoas fazerem comentários, acaba inferindo que “aquele” conhecimento nem o próprio sabia que havia passado no livro.

O tempo, as experiências de vida, fazem com que você faça uma nova leitura de muitas coisas a respeito de sua vida e a respeito de si mesmo. Ao longo de sua vida, novas fontes de conhecimento são agregadas, ou pela leitura de novos livros, pelos amores vividos, pelos filhos... enfim por tudo que está a sua volta. O dia-a-dia agrega novos conhecimentos mesmo que você não se dê conta disso. E tudo isso altera sua forma de ver e ler as coisas que já leu ou tenha visto antes. Isso também se aplica aos filmes que você assistiu.

Observando as coisas que acontecem ao meu redor, tive uma experiência interessante sobre esse tipo de coisa. Ao rever o filme The Matrix. Um filme que acho fantástico e já vi várias vezes. No segundo filme, o discurso do Arquiteto com Neo não me pareceu tão interessante quanto havia parecido a dois anos antes, nem mesmo o momento em que Neo conversar com um dos conselheiros sobre o comportamento de “quem está no controle”. Talvez você não esteja entendendo nada do que estou falando, porque não viu os filmes, ou mesmo nem goste desse filme. Bom... esse não é o ponto.

Pegue um livro que tenha gostado muito no passado, um daqueles que realmente mexeu com você e leia novamente. Mas dessa vez leia com muito cuidado, o que cada personagem ou parágrafo tem o interesse de passar. Você vai entender claramente sobre o que estou escrevendo.

Ao terminar vai perceber que tudo que aconteceu ao seu redor te deu uma nova percepção do livro. Já deve ter percebido que as pessoas que leem a bíblia o fazem sempre (o que recomendo, afinal também leio a bíblia).  E sempre que a leem tem a sensação de que não havia lido daquela forma. O fato é que a base, a bíblia, continua a mesma, mas a pessoa vai se transformando ao longo dos anos. Uma pessoa religiosa cresce em espirito, ou seja, faz a leitura com base nos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos.

Quando se é jovem, essa “base de conhecimento” está em formação, o que muitas vezes leva a tomada decisões precipitadas. Muito embora, vamos encontrar adultos que parecem nunca ter formado essa tal “base de conhecimento” tamanha infantilidade.

A conclusão a que chego é: Se você gostou de um livro ou filme, ou algo que te fez mudar de ideia ou acrescentou algum tipo de conhecimento importante. Guarde e leia novamente daqui um ou dois anos. A percepção de novos conhecimentos na leitura é diretamente proporcional ao volume de conhecimentos que você agregou a sua “base de conhecimento”. Recomendo que leia bastante e estude até que faça novamente a leitura. Vai perceber que interessante!

Fique à vontade para deixar seus comentários e muito obrigado por ler Meu Blog.

Até me próximo texto!

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você não gosta de ser fotografado.

Não poderia deixar de escrever esse texto... É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas. Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem: “... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”. Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam. Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tira…

DesCorretor Ortográfico

Essa coisa de usar corretor ortográfico no celular ainda vai causar confusões e confusões das graves. Se é que já não andou causando por ai. É muito útil, mas uma pequena falta de atenção ou pressa... E tudo pode sai errado. Lembro-me que fui comprar uma capinha de celular com minha filha e como ela gostou muito do que comprou, acho que deveria enviar uma mensagem para a amiga. Antes de enviar a foto da capinha mandou a mensagem: “Menina! Comprei uma calcinha que você precisa ver que linda!” A amiga respondeu na hora “Nossa me conta?! Tenho muitas ousadas.” Quando ela leu a resposta percebeu que havia algo errado com a mensagem que havia passado. Voltou na mensagem e percebeu que o Corretor Ortográfico havia “caído na água”... Tipo um Gremlins... Virou do mal! Escreveu tudo errado. Trocou a palavra “capinha” por “calcinha”. E não foram um, nem duas, mas diversas vezes que tive que voltar no meu twitter e apagar o que twittei por conta de erros grosseiros provocados pelo “Descorretor” Ortográf…

Ficha de consumação psicografada

Não tenha dúvida que algumas coisas só acontecerão na sua vida por que você tem amigos. Ainda mais amigos que cresceram juntos a você e não perderam a “criança interior” e sabem brincar como se o tempo não tivesse passado. Conheço pessoas que são assim. Tem amigos antigos, amigos que permitem memoráveis “sacanagens”, sem duplo sentido. Contou um deles assim... Tenho um amigo que é muito sacana. Todas as vezes que saímos pra balada, ele fica pedindo que você compre as coisas pra ele. Sempre foi assim. Somos uma turma de amigos que cresceu juntos e não tem jeito. Sempre... Sempre... Sempre... O cara vem com algo do tipo: Esqueci meu cartão, meu cartão foi bloqueado, paga ai que depois eu faço a sua. Não faz muito tempo, todo mundo foi na balada e dele deixou a comanda saindo da calça. Um dos meus amigos foi lá e pegou a comanda sem ele ver. Sentamos todos na mesa e mal deu tempo de esquentar a cadeira, já saiu pedindo: - Paga uma bebida ai pra mim?! O camarada que estava com a comando, falou: - …

As tartarugas

Estava conversando com os colaboradores da empresa e explicando da necessidade que existe na empresa de sermos “multi-tarefas”. Embora esse conceito seja discutível, a ideia foi falar a respeito da necessidade de dar continuidade a uma outra tarefa quando por algum motivo a tarefa em execução é interrompida por n motivos (dependência de atuação de outra área, compra ou entrega de um novo componente entre outros). Trabalhamos em duas frentes: On-going (atendimento de tickets) e Delivery (atendimento a atividades de projetos).
Em meio a explicação, um dos colaboradores experiente em Delivery, fez uma metáfora referente as atividades de um modo geral que achei fantástica. Achei interessante e achei por bem escrever.
Nas palavras dele foi assim descrito: A situação é a seguinte: Você tem que tomar conta de cinco tartarugas. Uma tartaruga sai andando. Você pega a tartaruga e coloca de volta no lugar. E fica de olho nas outras. Assim vai...
A tartaruga dois sai. A três sai. A quatro e a cinco sa…

O difícil aprendizado do silêncio

Uma das lições de vida mais difíceis é o aprendizado do silêncio. Principalmente quando você tem uma natureza ativa que parece estar pronto para responder a qualquer pergunta.
Ficar em silêncio para muitas situações pode significar uma mudança completa de estratégia, uma arma perfeita contra a maledicência, um presente de grego com o mais belo embrulho. No entanto, existe um limite e uma linha muito tênue entre ficar em silêncio (O Silêncio que por si denuncia) e Calar-se (O Silêncio da culpa ou da inação).
Perceber esse time, saber se “segurar na cadeira”, segurar a mão para não ir a teclado e fazer de um e-mail ou mensagem uma cascata de palavras ofensivas e vazias, é esse o segredo do aprendizado do silencio.
Quantas vezes, você diz algo que não deveria e não tem mais como voltar atrás?!
Há um ditado que diz: “Há três coisas que não voltam atrás: A palavra lançada, A pedra atirada e o tempo perdido”.
E quando falo de palavra lançada, não estou me referendo apenas a ela falada, mas escr…