sábado, 29 de agosto de 2015

O Verdadeiro Amor

Observei que a Disney em duas obras: o filme Málevola com Angelina Jolie e o desenho animado Frozen – Uma aventura congelante, mostra o amor verdadeiro por outra perspectiva.

No filme Malévola, o amor verdadeiro é demostrando por um beijo dado pela “Mãe adotiva”, no caso a própria. Que vendo a incompetência das fadas encarregadas pelo rei de criar a menina, praticamente assume o papel de mãe e tutora da menina, a fada madrinha.

Em outro longa animado Frozen – Uma aventura congelante. O ato de amor verdadeiro é demonstrado pela irmã Ana ao entrar em frente a espada para proteger a irmã Elsa.

O que antigamente era um príncipe sobre um cavalo branco rampante galopando em disparada para dar um beijo de amor verdadeiro, está sendo desconstruído pelas realidades vividas no dia-a-dia de uma sociedade mais realista. Inclusive em Frozen, o personagem Olaf faz ironia a essa ideia ao conversar com a Ana no momento em que seu coração está congelando, mais pelo egoísmo do Hans que assume sua ambição e interesse pelo trono, do que de fato pela esperança que Kristoff, seja de fato seu salvador no “ato de amor verdadeiro”.

Em Malévola, o mesmo acontece quando ela percebe que a menina foge para o Castelo e que a maldição se consolidará e em um ato de desespero ordena que busquem o príncipe Phillip. Para que pudesse levá-lo a salvar a princesa com um beijo de amor verdadeiro. O príncipe é impulsionado a beijar a princesa por ordem das fadas. Mas ao beijá-la nada acontece. Quando entra em cena Malévola. Essa cena para mim é o ápice do filme, em uma declaração de amor, carregada de um forte arrependimento à maldição dada a menina, que do meu ponto de vista só ali já se estabelece a redenção que só o amor é capaz de restitui, feita por Malévola antes de beijá-la. Uma versão completamente diferente do desenho animado original.

Existe uma observação feita em Frozen que é um alerta, quase que um apelo a geração vindoura “Como você vai se casar com quem você nem conhece! ”.

Da mesma forma posso citar outros desenhos que demonstram que a amizade é o ponto principal de salvação dos relacionamentos, como no desenho animado Toy Story 3 quando todos os personagens se dão as mãos diante de um final trágico e supostamente inevitável.

Penso que, essas novas obras vêm com objetivo claro de passar uma mensagem ou uma mensagem melhor, algo como: Que família é quem você escolhe para viver e que esses são seus amores verdadeiros. Seus pais (adotivos ou não), seus irmãos, aqueles que são felizes com o simples fato de ver você feliz. Esses são seus amores verdadeiros.


Fique à vontade para deixar seus comentários e obrigado por ler meu blog.

Até me próximo texto!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Leia novamente

Quando um autor escreve um livro, quer passar muito mais do que se pode obter em uma primeira leitura. E muitas vezes ele mesmo relendo ou ouvindo outras pessoas fazerem comentários, acaba inferindo que “aquele” conhecimento nem o próprio sabia que havia passado no livro.

O tempo, as experiências de vida, fazem com que você faça uma nova leitura de muitas coisas a respeito de sua vida e a respeito de si mesmo. Ao longo de sua vida, novas fontes de conhecimento são agregadas, ou pela leitura de novos livros, pelos amores vividos, pelos filhos... enfim por tudo que está a sua volta. O dia-a-dia agrega novos conhecimentos mesmo que você não se dê conta disso. E tudo isso altera sua forma de ver e ler as coisas que já leu ou tenha visto antes. Isso também se aplica aos filmes que você assistiu.

Observando as coisas que acontecem ao meu redor, tive uma experiência interessante sobre esse tipo de coisa. Ao rever o filme The Matrix. Um filme que acho fantástico e já vi várias vezes. No segundo filme, o discurso do Arquiteto com Neo não me pareceu tão interessante quanto havia parecido a dois anos antes, nem mesmo o momento em que Neo conversar com um dos conselheiros sobre o comportamento de “quem está no controle”. Talvez você não esteja entendendo nada do que estou falando, porque não viu os filmes, ou mesmo nem goste desse filme. Bom... esse não é o ponto.

Pegue um livro que tenha gostado muito no passado, um daqueles que realmente mexeu com você e leia novamente. Mas dessa vez leia com muito cuidado, o que cada personagem ou parágrafo tem o interesse de passar. Você vai entender claramente sobre o que estou escrevendo.

Ao terminar vai perceber que tudo que aconteceu ao seu redor te deu uma nova percepção do livro. Já deve ter percebido que as pessoas que leem a bíblia o fazem sempre (o que recomendo, afinal também leio a bíblia).  E sempre que a leem tem a sensação de que não havia lido daquela forma. O fato é que a base, a bíblia, continua a mesma, mas a pessoa vai se transformando ao longo dos anos. Uma pessoa religiosa cresce em espirito, ou seja, faz a leitura com base nos conhecimentos adquiridos ao longo dos anos.

Quando se é jovem, essa “base de conhecimento” está em formação, o que muitas vezes leva a tomada decisões precipitadas. Muito embora, vamos encontrar adultos que parecem nunca ter formado essa tal “base de conhecimento” tamanha infantilidade.

A conclusão a que chego é: Se você gostou de um livro ou filme, ou algo que te fez mudar de ideia ou acrescentou algum tipo de conhecimento importante. Guarde e leia novamente daqui um ou dois anos. A percepção de novos conhecimentos na leitura é diretamente proporcional ao volume de conhecimentos que você agregou a sua “base de conhecimento”. Recomendo que leia bastante e estude até que faça novamente a leitura. Vai perceber que interessante!

Fique à vontade para deixar seus comentários e muito obrigado por ler Meu Blog.

Até me próximo texto!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Madeira



Me faz de berço
Me faz de cadeira
Me faz de mesa
Até de porta e portão
Mas não tem nada não
Não levo magoa
Te faço feliz
E realizo parte de seus sonhos infantis
Te acompanho no café
Na janta e na hora de dormir
Te apoio na hora santa suportando seus joelhos
E na hora profana
Sou resistente!
Não te levo conte
Porque tem muita gente chora aqui
Mas te nessa hora
Te acompanho até o seu fim

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Alguém colocou a tartaruga lá

Vinha eu fazendo meu treino para corrida de rua, tenho isso como hobby. E olhe para o alto de um poste e lembrei de uma daquelas frases conhecidas: “Olha a tartaruga em cima do poste. O que que ela está fazendo lá?! ”.

Isso é mais comum do que se imagina. E uma das coisas que mais se aplica a “uma tartaruga em cima do poste” é quando uma pessoa é convidada para um desafio e não tem conhecimento da área ou foi promovido a uma nova função e ainda nem teve tempo de demonstrar a que veio e as críticas ressentidas recaem sobre ela.

De fato, a quem vê apenas a superfície, a conclusão que se pode tirar é somente uma: Tartaruga não voa. Tartaruga não escala poste. Se esta em cima do poste! Alguém colocou a tartaruga lá!

O que tenho a dizer isso é simples: Se você é a tartaruga que está no topo do poste... aprenda a voar, a usar rapel ou saltar de paraquedas.

Leia os melhores livros ou todos os livros sobre voo, procure um instrutor de voo e invista seu tempo em treinar como voar. E conte sobre sua dificuldade a uma pessoa próxima, preferencialmente alguém que está a alguns postes mais altos que o seu.

Se ele está no poste e não é uma tartaruga de alguma forma pode te ajudar a ganhar um par de asas ou em último caso, uma asa delta.

Se você está no alto, saber usar rapel ou usar paraquedas vai te ajudar muito. Afinal de uma hora para outra, você pode ser convidado a trocar de poste e se não souber: voar, saltar ou descer de rapel. Acho que a coisa vai ficar complicada.

Conclusão: Se não é se faça!

Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Urrrr Urrrrrrr

Conhecemos algumas pessoas que tem o dom de contar histórias que ao ouvi-las parecem estarmos vendo um filme, tamanho o conjunto de detalhes que as pessoas colocam no momento em que contam suas histórias.

Dias atrás estávamos voltando do almoço e começamos a lembrar de histórias de nossa infância. Em um dado momento, uma das pessoas que estava conosco falou:
- Já contei pra você a história do “Urrrrr Urrrrrr”. Não. Vou contar então.

E assim começou a contar...

Quando eu era criança estava andando na minha bike de tambor. Aquelas BMX que para frear tem que girar o pedal para trás. Me lembro que vinha pedalando eu e meus amigos. E as meninas ficavam olhando. Dávamos umas pedaladas fortes e travava a roda girando o guidão e a bike saia dando aquelas de rapadas fantásticas! Era muito legal!

Para ficar mais emocionante e impressionar mais as menininhas, colocamos uma rampinha de madeira e vínhamos na pedalada em direção a rampa. E zummm! Pulávamos!  Era o máximo. E na saída a freada clássica com a girada no guidão. Nós éramos os caras da rua.

Lembro da história, mas fico triste ao mesmo tempo. Parece aquelas histórias de pessoas que nasceram para se ferrar...

Estávamos saltando a rapa e de repente ouvimos um grito forte: Urrrrr Urrrrrrrrrr Urrrrrrrrrr...

Era o mudinho que morava perto da gente. Ele veio descendo a rua na maior velocidade e abanando os braços. Como se gritasse: - Saiam da frente! Saiam da frente!

A bicicleta que ele vinha é muito grande. Era uma barra-forte. Com as fitinhas no guidão. 

Ele vinha pedalando forte. A bicicleta era muito grande e pesada. E pra ajudar ele estava usando uma sandália daquelas havaiana maior que os pés. De maneira que cada pedalada era uma raspada no chão.

Não deu nem tempo de olha só sei que saímos da frente e ficamos olhando ele ir em direção a rampa...

Quando subiu na rampa... a bicicleta pesada, caiu antes de completar o salto. Ele não tinha força, nem velocidade para lançar a bicicleta. De maneira que antes de terminar a rampa a bicicleta caiu com a roda da frente ao término da rampa.

A bicicleta virou...

E virou várias vezes com ele. Saiu tombando. E foi uma gozação só.

Pensei seria o salto da vida dele. Se ele acerta aquele salto... todas as menininhas seriam dele. Mas foi triste a o mesmo tempo engraçado.

O pai dele era um homem bravo. Ele ficou todo ralado e para ajudar o pai dele veio buscar ele. E naquela época era complicado. O pai já saiu batendo nele.

Seria o salto!

Bom... E foi assim que ele contou a história.
Vou ficar por aqui...
Fique à vontade para deixar seus comentários...
Muito obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!