sábado, 28 de fevereiro de 2015

Aprendendo pela simplicidade


Me peguei pensando em uma das muitas conversas que tenho com as pessoas com quem trabalho. Percebi que em um dado momento da conversa a pessoa com quem falava ficou muito triste. E aquilo me incomodou, pois achei que deveria fazer algo para reverter aquele sentimento, visto que no ar vinha um sopro de inconformidade do qual acreditei que seria duro reverter, mas que não poderia desistir. Afinal é meu papel motivar as pessoas. Sempre acreditei nisso. Independente da minha função, do meu trabalho. Como um ser humano que se incomoda com o próximo, é função, é papel dele fazer algo.
Entre outras conversas falei: “Você precisa entender que não são os tombos que você tomou que irão determinar sua vitória ou derrota. Mas sim, sua capacidade de se manter em pé, de se levantar a cada tombo”. É mais uma daquelas frases motivacionais do personagem Rocky Balboa em seus “Rocky Balboa inspirational speech”.
Ao ouvir essa frase a pessoa parou, me olhou fixo e disse: Esta não é a primeira vez que caio, já cai outras vezes e estou percebendo que tem algo de errado na minha estratégia. É como se eu estivesse em uma frente de batalha e enviasse dez soldados para o combate e voltasse sozinho. E depois foram comigo mais vinte e novamente voltei sozinho. Não consegui salvar nenhum e voltei porque era preciso voltar. Ou seja, tem algo de muito errado na minha estratégia. Estou vendo que da maneira que está indo, posso mandar cem, duzentos soldados e todos irão morrer e quem sabe nem eu volte! Estou passando por um momento em que preciso replanejar. Está tudo errado. Vou rever e fazer uma nova estratégia e se der errado, tenho que aceitar que essa batalha está perdida. E partir para outras batalhas porque a guerra não está perdida.
Depois de ouvir isso, percebi que não se tratava de baixa ou alta estima, mas uma tristeza consciente de quem fez tudo para dar certo e percebeu que uma manobra errada pós tudo a perder. Foi nessa hora que o entrevistador virou entrevistado. E um pequeno intervalo de silencio tomou conta, antes das coisas voltarem ao normal e cada um voltar ao seu papel. Percebi que na situação cabia uma mão amiga e uma promessa de trabalho em conjunto. E foi feito.
Em situações como essa é que se aprende muito pela simplicidade da conversa e pela paciência em ouvir.
Nem todas as histórias são felizes, mas trabalhando é possível reverter o momento e fazer com que seja apenas um trecho de uma longa história com final feliz.
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