segunda-feira, 30 de junho de 2014

Coisas da Copa

Há coisa que só vemos na TV e até que aconteçam ao nosso lado não passam de coisas “que se vê na televisão”.
Há besteiras que ouvimos que não acreditamos até que ganhem proporções que saem do controle de quem falou a besteira.
Ano 2014. Ano de Copa no Brasil. Você ouve coisas que ficam difíceis de acredita.
Luciano Hulk, o benfeitor. Com seu programa “Caldeirão do Hulk” que poderia se chamar “Abre as portas da esperança” em muitos de seus quadros. O “bom moço” ou “bom senhor” já que ele não é tão jovem assim. Casado, pai de três filhos. É casado com a “Vou de Taxi” Angélica. Postou uma dessas joias que ficarão para a posteridade.
Diferentes de algumas joias que nossos políticos falam ao longo dos anos. Algo como:
“Relaxa e goza” da na época Ministra do Turismo Marta Suplicy referente à Crise aérea de 2007.
“Estrupa, mas não mata” do então Prefeito Paulo Maluf... Se continuarmos listando não vamos parar de escrever.
O “bom moço” fez melhor que qualquer um de nossos políticos que a final falam, nem sempre postam. Ele escreveu na sua página do facebook para não temos dúvidas. O que foi removido, diante do barulho provocado E tirar as conclusões que quisermos:
Carioca? Solteira? Louca para encontrar um príncipe encantado entre os “gringos” que estão invadindo o Rio de Janeiro durante a Copa?
Chegou a sua hora... manda fotos e pq vc quer um gringo “sob medida” este email:

namoradaparagringo@globalmail.com” ~ Texto postado em 25/06/2014 e deletado em seguida.


Seria uma incitação a exploração sexual? Usando a maquiagem de namoro?
Do meu ponto de vista, sim. É uma apologia a exploração sexual. Sinceramente, eu fiquei decepcionado com essa atitude do “bom moço” que cheguei a admirar. Não sei qual foi sua ideia no momento, mas sinceramente... Péssimo!
E para corroborar com isso, estou eu no Shopping Paulista, na fila do All Parmegiana, fazendo o pedido de uma refeição para mim e minha esposa. Quando vejo um mexicano, tenho certeza disso, pelo espanhol que falava; “chavecando” de maneira tão escrota a moça que estava pegando os pedidos dos clientes que beirava a baixaria com seus gestos nada singelos... E ouvindo a moça falar “Não moço, não fala isso!”.
Um portunhol nojento e entendível. Minha esposa foi procurar um lugar para sentar. Pensei: O que fazer agora se a moça que deveria dar um basta! Não o faz!
Eu fiquei olhando para ela para ver se pedia ajudar ou coisa assim... Quando o amigo dele chegou e com um gesto mostrou para ele que as pessoas não estavam gostando. E o infeliz parou. Finalizando uma vergonha alheia da mais incomodas de se sentir. Não vou escrever o que pensei na hora.
Isso aconteceu em São Paulo e o “bom moço” falou para as cariocas, mas chegando ao Brasil, você acha que isso vai fazer diferença para quem vem de fora para ver a copa?!
Eu acho que a mulher brasileira tem que se valorizar acima de tudo e tirar essa figura ridícula que muitos idiotas insistentemente impingem a elas. Não estamos em um país que as mulheres são tratadas como um “nada” e não tem voz. Aqui temos mulheres em várias posições de destaque e importância. E os homens descentes desse país tem que protegê-las, pelo simples posicionamento ético. Imagine a cena bestial acontecendo sem o consentimento de sua filha?!
Não sou contra os “chavecos”, a cantada. Havendo consentimento e respeito. Não vejo problema nisso. Mas da maneira que foi feita foi ridícula.
Resultado da apologia a exploração sexual do “bom moço”? Não tenho como confirmar, mas que as duas partes da história são ridículas não tenho dúvida disso.
Não gosto de escrever sobre esse tipo de tema, mas me incomodou muito isso.
Fique à vontade para deixar seus comentários...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A história de Bill e Ball

Estava passando pela Praça dos Expedicionários próxima a Avenida Brás Leme em Santana em São Paulo.  Vi dois cães brincando de morder um ao outro. Percebi que os cães estavam felizes. Cães que não pareciam de raças conhecidas, mais pra vira-latas que parecidos com alguma raça. Não sou especialista em saber de qual raça um cão pertence. Aqui me lembrou a historia de Bill e Ball. Essa história é tão antiga que não me lembro com perfeição os detalhes dela. Mas me lembro do veio e final dela.
Ao lado da casa de Sr.Norival, avô de meus filhos, na Rua Biri em Itaquera, havia um vizinha que a chamavam de “Linda”. Ela tinha dois cães, um vira-lata chamado Bill e um pequenino que não me lembro do nome que deram a ele. Lembro-me mesmo é dos maus tratos que o Bill impunha ao pequeno cachorrinho.
Sempre se ouvia os gritos da vizinha com o Bill para soltar o pequeno. E assim era. Quando colocavam comida para o Bill e o cãozinho vinha para comer junto; Bill rosnava e o pequenino se encolhia e fica aguardando a vez dele comer.
Quando o pequenino insistia em investir na vasilha, Bill partia pra cima dele e começa a gritaria da vizinha. Sempre que saiam e deixavam os cães em casa, os vizinhos tinham que ficar vigiando os maus tratos. E assim foi por um longo tempo...
Até que um dia a vizinha ganhou um cãozinho gordinho, uma fofura de cãozinho. E os filhos dela ficaram tão empolgados com o bichinho que colocaram o nome dele de pronto: “Ball”. Lembro-me que todos gostaram da combinação: Bill, Ball e o... Não me lembro do nome.
Enquanto o cãozinho era pequenino todos cuidavam dele.
Quando ganhou um tamanho razoável, e não demorou muito pra isso acontecer, o colocaram junto com os outros. E para variar o mesmo tratamento que Bill dava ao outro passou a dar ao Ball. Rosnar a cada vez que comiam juntos. E dar mordidas profundas que machucavam o cãozinho.
Não eram poucas as vezes que o Ball tinha que passar por alguns curativos e tratamentos, por conta das brigas, ou melhor, dos maus tratos sofridos pelo Bill que inclusive ganhava algumas vezes o apoio do pequenino (o outro).
Só que não demorou muito, Ball, começou a crescer e percebi que se trava de um cachorro incomum, não era um vira-lata. Começou a crescer e logo já estava quase do tamanho do Bill. Mas mesmo assim, Bill não se reduziu ao fato do Ball estar no mesmo tamanho dele. E o outro passou a ficar mais próximo e a brincar com o Ball, afinal o Ball não maltratava ele.
As brigas começaram a ficar feias.  A vizinha começou a ter trabalho para separar o Bill e o Ball.
Certa vez o Bill rosnou para o Ball. Não deu outra, o Ball partiu pra cima do Bill e foi um quiproquó para separá-los. E desta vez quem ficou mancando foi o Bill.
Aquela situação ficou insustentável para os cães e como em casa de vizinho não se mete o bedelho, todos os vizinhos já haviam percebido que a solução seria dar um dos cães. Mas a vizinha gostava muito os cães e... Ninguém falava nada.
Fiquei curioso para saber a raça a qual o Ball pertencia. E perguntei a uma vizinha que me disse ser um pastor alemão capa preta. Ficou claro pra mim, porque ele era tão grande e tão bonito.
O tempo passou e o Ball ficou muito maior e mais forte que o Bill.
Uma noite ao colocar a comida para os cães, o Bill achou que poderia rosnar para o Ball. Desta vez, Ball, muito maior e mais forte... Tragédia anunciada.
Escuro, nem deu tempo da vizinha pegar qualquer coisa para evitar a tragédia. Ball deu uma única e forte mordida no pescoço de Bill e o arremessou contra a parede, mais ou menos uns dois metros de onde eles estavam...
Bill caiu e não levantou mais!
No dia seguinte, como se estivéssemos lendo o Jornal Sangrento chamado “Notícias Populares”, a vizinhança anunciava: “O Ball matou o Bill”.
A tragédia poderia ser evitada, mas foi se levando acreditando que nada aconteceria... E aconteceu.
Vou ficar por aqui...
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