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O tempo e a convivência

Fui à casa de uma senhora. Quando cheguei, vi um senhor debilitado em um sofá conforto, um daqueles tipos sofá poltrona que você faz ajustes para ficar confortável.
Perguntei o que havia acontecido com ele.  Procurei fazer a pergunta de maneira a não perturbar. Ela falou que os problemas foram resultados dos vários AVC (Acidente Vascular Cerebral). Que culminaram por deixar sequelas. Deixando o com apenas um olho enxergando, complicações nas vias respiratórias, dificuldades para andar.
Fomos bem tratados como sempre.  Mas fiquei intrigado.  Saindo de lá Minha Mamãe me falou da luta dela com a situação do marido.
Naquele momento me lembrei de um dos posts onde mostravam as imagens do filme UP, na verdade se trata de um desenho onde o nosso já falecido Chico Anísio fazia a dublagem para o filme em português.  Onde o personagem conheceu sua esposa ainda criança e foram companheiros até o último dia de vida dela.
Perguntei pra minha mãe se ela já o conhecia na mocidade e a reposta foi afirmativa.
Falei pra minha mãe: Nesse caso mamãe, ela sabe quem é ele.  E sabe como ele foi. E sabe que a idade chegou para ambos. Sabe que dos ciclos da vida para ambos estão teoricamente no último e mais longo ciclo de suas vidas.
Isso simplifica tudo. Pois mesmo naquela situação que aos olhos de quem vê acredita ser difícil, eles encontram motivo para sorrir e rir da situação olhando no passado.
Durante o tempo que ficamos por ali, Minha Mãe e ela conversaram sobre o tempo passado e os amigos antigos rindo da idade de cada um e inclusive das delas.
São em situações como essas que minha mãe, na sua simplicidade me fala algumas coisas que marcam o pouco tempo que passo com ela.
Obviamente que não concordo com tudo. Mas ainda assim essa forma dela olhar a vida me ensina algo.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

Comentários

  1. São nas coisas mais simples que aprendemos as maiores lições de vida. Um abraço meu amigo Adalberto.

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