Pular para o conteúdo principal

Na nossa vida tudo é como um carrossel

O diretor da empresa solicitou uma reunião com os lideres e especialistas da empresa para uma conversar. Algo que ele definiu como “um bate-bapo”.
Quanto fiquei sabendo disso pensei: Agora vai rolar uma CRG (Comida de Rabo Geral). Estávamos trabalhando em um projeto de visibilidade e trabalhando muito para as coisas saírem dentro das expectativas tanto nossa e principalmente como as do cliente. Como todo projeto grande, um item ou outro pode sair errado e ter que usar o plano de contorno, nesse projeto foi o que aconteceu. Bom... O que é aceitável para mim, pode e com certeza é inaceitável para outra pessoa, principalmente quando essa outra pessoa esta em uma posição de maior visibilidade. Dai a minha ideia de “CRG”.
E fomos lá para a reunião.
Não deu outra! O diretor foi falando sobre o que havia acontecido na reunião com o cliente. Depois foi apontando um a um onde cada um falhou ou poderia ter feito melhor. E como deveríamos trabalhar com o sentimento de donos não só da atividade mais do todo, trabalhar em conjunto e pensar no projeto como se fossemos donos do projeto, donos da empresa. Fazer o que deve ser feito para que tenha qualidade.
Saiu de um tom repreensivo e entrou em um tom conciliador e passou a fazer, segundo meu ponto de vista, coaching com todos na reunião. E uma das falas que me chamou atenção, pois o nosso mentor de liderança já havia usado um paralelo com “O ticket e O trem”. Ele falou entre outras coisas de grande importância à nós, algo que vou tentar reproduzir que considerei de grande sabedoria. Foi algo com o seguinte conteúdo:
“Na nossa vida tudo é como um carrossel. Os cavalinhos vão girando e passando na nossa frente. Mas para subirmos no cavalinho, nós precisamos estar preparados.
Se você trabalha a cinco, seis, ou mais anos em uma mesma posição. Deve pensar a respeito disso.  Afinal o carrossel continua girando e quando um cavalinho passar a sua frente, você não terá condições de subir nele.
Muitos profissionais tem o raciocínio que por esta a anos na mesma empresa, acreditam que devem ser promovidos na próxima oportunidade, vindo a assumir o  papel de liderança na área. Mas nunca se preocuparam em se questionar se tem ou não capacidade de “subir no cavalinho”. Quando chega um novo funcionário e simplesmente aproveita que há um “cavalinho vago” no carrossel e sobe. Ficam praguejando o fato de não terem sido promovidos.
Vocês precisam se preparar para quando isso acontecer terem condições de subir assumir novas posições. Por tanto, se preparem para quando esse momento chegar.
Se você trabalha em uma empresa americana a anos e ainda não fala inglês, não vai poder reclamar quando a oportunidade chegar e você não pode alcança-la.”
Ele falou mais coisas que causou um silêncio sepulcral na sala. Eu olhando para as pessoas percebia que a mensagem foi entregue e que causou, do meu ponto de vista, o feito esperado. É certo que sempre encontramos alguns que consideram tudo isso uma tremenda babaquice... Pois bem: São esses que ficam olhando o cavalinho passar e ainda que o cavalinho parar, que o carrossel parar para ele subir, não terá condições de subir.
Eu gostei muito da conversa que considerei trazer aqui para você deixar seu comentário.
Bem, fico por aqui...
Fique à vontade para deixar seus comentários...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

Comentários

  1. E às vezes os cavalinhos passam na sua frente nas mínimas coisas, quando você recebe uma tarefa e a desempenha da melhor forma possível, aproveitando para criar oportunidades onde parecem não existir. Excelente texto meu amigo Adalberto !!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Um dos papéis mais difíceis de um gestor de pessoas é fazer com que as pessoas gestionadas consigam entender que oportunidades tem duas vertentes: As que eles devem criar (como a que foi comentada...) e as que são apresentadas (as que vem de brinde...). Por comodismo, alegação de cansaço, etc... se deixa perder.

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você não gosta de ser fotografado.

Não poderia deixar de escrever esse texto... É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas. Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem: “... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”. Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam. Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tira…

DesCorretor Ortográfico

Essa coisa de usar corretor ortográfico no celular ainda vai causar confusões e confusões das graves. Se é que já não andou causando por ai. É muito útil, mas uma pequena falta de atenção ou pressa... E tudo pode sai errado. Lembro-me que fui comprar uma capinha de celular com minha filha e como ela gostou muito do que comprou, acho que deveria enviar uma mensagem para a amiga. Antes de enviar a foto da capinha mandou a mensagem: “Menina! Comprei uma calcinha que você precisa ver que linda!” A amiga respondeu na hora “Nossa me conta?! Tenho muitas ousadas.” Quando ela leu a resposta percebeu que havia algo errado com a mensagem que havia passado. Voltou na mensagem e percebeu que o Corretor Ortográfico havia “caído na água”... Tipo um Gremlins... Virou do mal! Escreveu tudo errado. Trocou a palavra “capinha” por “calcinha”. E não foram um, nem duas, mas diversas vezes que tive que voltar no meu twitter e apagar o que twittei por conta de erros grosseiros provocados pelo “Descorretor” Ortográf…

Ficha de consumação psicografada

Não tenha dúvida que algumas coisas só acontecerão na sua vida por que você tem amigos. Ainda mais amigos que cresceram juntos a você e não perderam a “criança interior” e sabem brincar como se o tempo não tivesse passado. Conheço pessoas que são assim. Tem amigos antigos, amigos que permitem memoráveis “sacanagens”, sem duplo sentido. Contou um deles assim... Tenho um amigo que é muito sacana. Todas as vezes que saímos pra balada, ele fica pedindo que você compre as coisas pra ele. Sempre foi assim. Somos uma turma de amigos que cresceu juntos e não tem jeito. Sempre... Sempre... Sempre... O cara vem com algo do tipo: Esqueci meu cartão, meu cartão foi bloqueado, paga ai que depois eu faço a sua. Não faz muito tempo, todo mundo foi na balada e dele deixou a comanda saindo da calça. Um dos meus amigos foi lá e pegou a comanda sem ele ver. Sentamos todos na mesa e mal deu tempo de esquentar a cadeira, já saiu pedindo: - Paga uma bebida ai pra mim?! O camarada que estava com a comando, falou: - …

As tartarugas

Estava conversando com os colaboradores da empresa e explicando da necessidade que existe na empresa de sermos “multi-tarefas”. Embora esse conceito seja discutível, a ideia foi falar a respeito da necessidade de dar continuidade a uma outra tarefa quando por algum motivo a tarefa em execução é interrompida por n motivos (dependência de atuação de outra área, compra ou entrega de um novo componente entre outros). Trabalhamos em duas frentes: On-going (atendimento de tickets) e Delivery (atendimento a atividades de projetos).
Em meio a explicação, um dos colaboradores experiente em Delivery, fez uma metáfora referente as atividades de um modo geral que achei fantástica. Achei interessante e achei por bem escrever.
Nas palavras dele foi assim descrito: A situação é a seguinte: Você tem que tomar conta de cinco tartarugas. Uma tartaruga sai andando. Você pega a tartaruga e coloca de volta no lugar. E fica de olho nas outras. Assim vai...
A tartaruga dois sai. A três sai. A quatro e a cinco sa…

O difícil aprendizado do silêncio

Uma das lições de vida mais difíceis é o aprendizado do silêncio. Principalmente quando você tem uma natureza ativa que parece estar pronto para responder a qualquer pergunta.
Ficar em silêncio para muitas situações pode significar uma mudança completa de estratégia, uma arma perfeita contra a maledicência, um presente de grego com o mais belo embrulho. No entanto, existe um limite e uma linha muito tênue entre ficar em silêncio (O Silêncio que por si denuncia) e Calar-se (O Silêncio da culpa ou da inação).
Perceber esse time, saber se “segurar na cadeira”, segurar a mão para não ir a teclado e fazer de um e-mail ou mensagem uma cascata de palavras ofensivas e vazias, é esse o segredo do aprendizado do silencio.
Quantas vezes, você diz algo que não deveria e não tem mais como voltar atrás?!
Há um ditado que diz: “Há três coisas que não voltam atrás: A palavra lançada, A pedra atirada e o tempo perdido”.
E quando falo de palavra lançada, não estou me referendo apenas a ela falada, mas escr…