terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O difícil aprendizado do silêncio

Uma das lições de vida mais difíceis é o aprendizado do silêncio. Principalmente quando você tem uma natureza ativa que parece estar pronto para responder a qualquer pergunta.

Ficar em silêncio para muitas situações pode significar uma mudança completa de estratégia, uma arma perfeita contra a maledicência, um presente de grego com o mais belo embrulho. No entanto, existe um limite e uma linha muito tênue entre ficar em silêncio (O Silêncio que por si denuncia) e Calar-se (O Silêncio da culpa ou da inação).

Perceber esse time, saber se “segurar na cadeira”, segurar a mão para não ir a teclado e fazer de um e-mail ou mensagem uma cascata de palavras ofensivas e vazias, é esse o segredo do aprendizado do silencio.

Quantas vezes, você diz algo que não deveria e não tem mais como voltar atrás?!

Há um ditado que diz: “Há três coisas que não voltam atrás: A palavra lançada, A pedra atirada e o tempo perdido”.

E quando falo de palavra lançada, não estou me referendo apenas a ela falada, mas escritas. Aquele e-mail, aquela mensagem mal enviada que foi escrita em um momento de raiva, ou que foi escrita sem se perder o menor tempo em raciocinar a respeito do assunto. Tomando um tempo para pensar e formular melhor as palavras para dizer o que deve ser dito, de maneira clara e sem ofender.

Existem algumas palavras que são elementos chave no acionamento da verborragia em pessoas que estão armadas para responder, se você é uma dessas pessoas, saiba que quando mais cedo aprender quais palavras te ofende, mas fácil será lidar com essa situação e aprender a usar o silêncio a seu favor.

O perdão existe. E é o lembrar sem ressentimento. Mas a lembrança é algo que vai permanecer até porque se esquecer chega mais a ser um problema de memória do que de fato um perdão. Algo como: Te perdoo, mas vou manter você bem perto para eu nunca me esquecer do quanto andei perto de errar.

Esse é um dos aprendizados dentre muitos outros que não dominei, mas que admiro muito os que o possuem. Esse é um dos mais fantásticos. É saber a hora certa de falar sem se aparecer. É saber a hora certa de ficar em silêncio sem se calar.
Vou ficando por aqui, fique à vontade para deixar seus comentários.
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terça-feira, 22 de julho de 2014

Palavras jogadas ao vento

Às vezes você fala as coisas e não tem ideia de onde vai chegar ou se o interlocutor captou a mensagem ou não.
E muitas vezes você esta conversando de maneira descompromissada ou mesmo endereçada, conversando diretamente com a pessoa e não sabe se a fala ou aquela conversar vai dar em alguma coisa.
Às vezes falamos por falar. Eu mesmo quando vejo a oportunidade falar algo para um jovem e percebo que ele tem interesse na conversa procuro aconselhar nos pontos em que considero que se tivesse uma orientação quando na idade dele, talvez as coisas fossem melhores. É claro que não posso ser afirmativo nesse tipo de sentimento, afinal ninguém sabe se determinado acontecimento em determinado momento da vida faria ou não grandes diferenças. São inferências.
E foi em uma dessas conversas que falei para um menino, que na época devia ter por volta de 13 anos de idade, sobre como fazer para cuidar do pouco que viria a ganhar. Em uma época que li os livros de Gustavo Cerbasi.
Passados alguns anos, recebi a visita da mãe dele em minha casa e em meio a tantas conversas ela virou pra mim e disse: Lembra de uma vez que você esta dando uns conselhos pro meu filho? Lembro-me como hoje você conversando com ele. Pois então! Ele esta seguindo a risco o que você falou. Já comprou uma moto. Tá tirando carta de motorista para dirigir caminhão.
Ouvindo a mãe dele falar, percebi que ele tinha planos para o futuro. Gostei de saber, principalmente porque ele vive em uma região no interior do Ceará onde trabalho e condições de desenvolvimento profissional são itens em que há muito para desenvolver.
Pode ser que o que tenha falado não tenha influenciado em nada na vida dele, que ele seguiria por esse caminho, independente do que eu tenha aconselhado. Mas prefiro acredito que tenha feito alguma diferença na vida dele.
Vou ficar por aqui...
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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Coisas da Copa

Há coisa que só vemos na TV e até que aconteçam ao nosso lado não passam de coisas “que se vê na televisão”.
Há besteiras que ouvimos que não acreditamos até que ganhem proporções que saem do controle de quem falou a besteira.
Ano 2014. Ano de Copa no Brasil. Você ouve coisas que ficam difíceis de acredita.
Luciano Hulk, o benfeitor. Com seu programa “Caldeirão do Hulk” que poderia se chamar “Abre as portas da esperança” em muitos de seus quadros. O “bom moço” ou “bom senhor” já que ele não é tão jovem assim. Casado, pai de três filhos. É casado com a “Vou de Taxi” Angélica. Postou uma dessas joias que ficarão para a posteridade.
Diferentes de algumas joias que nossos políticos falam ao longo dos anos. Algo como:
“Relaxa e goza” da na época Ministra do Turismo Marta Suplicy referente à Crise aérea de 2007.
“Estrupa, mas não mata” do então Prefeito Paulo Maluf... Se continuarmos listando não vamos parar de escrever.
O “bom moço” fez melhor que qualquer um de nossos políticos que a final falam, nem sempre postam. Ele escreveu na sua página do facebook para não temos dúvidas. O que foi removido, diante do barulho provocado E tirar as conclusões que quisermos:
Carioca? Solteira? Louca para encontrar um príncipe encantado entre os “gringos” que estão invadindo o Rio de Janeiro durante a Copa?
Chegou a sua hora... manda fotos e pq vc quer um gringo “sob medida” este email:

namoradaparagringo@globalmail.com” ~ Texto postado em 25/06/2014 e deletado em seguida.


Seria uma incitação a exploração sexual? Usando a maquiagem de namoro?
Do meu ponto de vista, sim. É uma apologia a exploração sexual. Sinceramente, eu fiquei decepcionado com essa atitude do “bom moço” que cheguei a admirar. Não sei qual foi sua ideia no momento, mas sinceramente... Péssimo!
E para corroborar com isso, estou eu no Shopping Paulista, na fila do All Parmegiana, fazendo o pedido de uma refeição para mim e minha esposa. Quando vejo um mexicano, tenho certeza disso, pelo espanhol que falava; “chavecando” de maneira tão escrota a moça que estava pegando os pedidos dos clientes que beirava a baixaria com seus gestos nada singelos... E ouvindo a moça falar “Não moço, não fala isso!”.
Um portunhol nojento e entendível. Minha esposa foi procurar um lugar para sentar. Pensei: O que fazer agora se a moça que deveria dar um basta! Não o faz!
Eu fiquei olhando para ela para ver se pedia ajudar ou coisa assim... Quando o amigo dele chegou e com um gesto mostrou para ele que as pessoas não estavam gostando. E o infeliz parou. Finalizando uma vergonha alheia da mais incomodas de se sentir. Não vou escrever o que pensei na hora.
Isso aconteceu em São Paulo e o “bom moço” falou para as cariocas, mas chegando ao Brasil, você acha que isso vai fazer diferença para quem vem de fora para ver a copa?!
Eu acho que a mulher brasileira tem que se valorizar acima de tudo e tirar essa figura ridícula que muitos idiotas insistentemente impingem a elas. Não estamos em um país que as mulheres são tratadas como um “nada” e não tem voz. Aqui temos mulheres em várias posições de destaque e importância. E os homens descentes desse país tem que protegê-las, pelo simples posicionamento ético. Imagine a cena bestial acontecendo sem o consentimento de sua filha?!
Não sou contra os “chavecos”, a cantada. Havendo consentimento e respeito. Não vejo problema nisso. Mas da maneira que foi feita foi ridícula.
Resultado da apologia a exploração sexual do “bom moço”? Não tenho como confirmar, mas que as duas partes da história são ridículas não tenho dúvida disso.
Não gosto de escrever sobre esse tipo de tema, mas me incomodou muito isso.
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quinta-feira, 19 de junho de 2014

A história de Bill e Ball

Estava passando pela Praça dos Expedicionários próxima a Avenida Brás Leme em Santana em São Paulo.  Vi dois cães brincando de morder um ao outro. Percebi que os cães estavam felizes. Cães que não pareciam de raças conhecidas, mais pra vira-latas que parecidos com alguma raça. Não sou especialista em saber de qual raça um cão pertence. Aqui me lembrou a historia de Bill e Ball. Essa história é tão antiga que não me lembro com perfeição os detalhes dela. Mas me lembro do veio e final dela.
Ao lado da casa de Sr.Norival, avô de meus filhos, na Rua Biri em Itaquera, havia um vizinha que a chamavam de “Linda”. Ela tinha dois cães, um vira-lata chamado Bill e um pequenino que não me lembro do nome que deram a ele. Lembro-me mesmo é dos maus tratos que o Bill impunha ao pequeno cachorrinho.
Sempre se ouvia os gritos da vizinha com o Bill para soltar o pequeno. E assim era. Quando colocavam comida para o Bill e o cãozinho vinha para comer junto; Bill rosnava e o pequenino se encolhia e fica aguardando a vez dele comer.
Quando o pequenino insistia em investir na vasilha, Bill partia pra cima dele e começa a gritaria da vizinha. Sempre que saiam e deixavam os cães em casa, os vizinhos tinham que ficar vigiando os maus tratos. E assim foi por um longo tempo...
Até que um dia a vizinha ganhou um cãozinho gordinho, uma fofura de cãozinho. E os filhos dela ficaram tão empolgados com o bichinho que colocaram o nome dele de pronto: “Ball”. Lembro-me que todos gostaram da combinação: Bill, Ball e o... Não me lembro do nome.
Enquanto o cãozinho era pequenino todos cuidavam dele.
Quando ganhou um tamanho razoável, e não demorou muito pra isso acontecer, o colocaram junto com os outros. E para variar o mesmo tratamento que Bill dava ao outro passou a dar ao Ball. Rosnar a cada vez que comiam juntos. E dar mordidas profundas que machucavam o cãozinho.
Não eram poucas as vezes que o Ball tinha que passar por alguns curativos e tratamentos, por conta das brigas, ou melhor, dos maus tratos sofridos pelo Bill que inclusive ganhava algumas vezes o apoio do pequenino (o outro).
Só que não demorou muito, Ball, começou a crescer e percebi que se trava de um cachorro incomum, não era um vira-lata. Começou a crescer e logo já estava quase do tamanho do Bill. Mas mesmo assim, Bill não se reduziu ao fato do Ball estar no mesmo tamanho dele. E o outro passou a ficar mais próximo e a brincar com o Ball, afinal o Ball não maltratava ele.
As brigas começaram a ficar feias.  A vizinha começou a ter trabalho para separar o Bill e o Ball.
Certa vez o Bill rosnou para o Ball. Não deu outra, o Ball partiu pra cima do Bill e foi um quiproquó para separá-los. E desta vez quem ficou mancando foi o Bill.
Aquela situação ficou insustentável para os cães e como em casa de vizinho não se mete o bedelho, todos os vizinhos já haviam percebido que a solução seria dar um dos cães. Mas a vizinha gostava muito os cães e... Ninguém falava nada.
Fiquei curioso para saber a raça a qual o Ball pertencia. E perguntei a uma vizinha que me disse ser um pastor alemão capa preta. Ficou claro pra mim, porque ele era tão grande e tão bonito.
O tempo passou e o Ball ficou muito maior e mais forte que o Bill.
Uma noite ao colocar a comida para os cães, o Bill achou que poderia rosnar para o Ball. Desta vez, Ball, muito maior e mais forte... Tragédia anunciada.
Escuro, nem deu tempo da vizinha pegar qualquer coisa para evitar a tragédia. Ball deu uma única e forte mordida no pescoço de Bill e o arremessou contra a parede, mais ou menos uns dois metros de onde eles estavam...
Bill caiu e não levantou mais!
No dia seguinte, como se estivéssemos lendo o Jornal Sangrento chamado “Notícias Populares”, a vizinhança anunciava: “O Ball matou o Bill”.
A tragédia poderia ser evitada, mas foi se levando acreditando que nada aconteceria... E aconteceu.
Vou ficar por aqui...
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domingo, 25 de maio de 2014

O tempo e a convivência

Fui à casa de uma senhora. Quando cheguei, vi um senhor debilitado em um sofá conforto, um daqueles tipos sofá poltrona que você faz ajustes para ficar confortável.
Perguntei o que havia acontecido com ele.  Procurei fazer a pergunta de maneira a não perturbar. Ela falou que os problemas foram resultados dos vários AVC (Acidente Vascular Cerebral). Que culminaram por deixar sequelas. Deixando o com apenas um olho enxergando, complicações nas vias respiratórias, dificuldades para andar.
Fomos bem tratados como sempre.  Mas fiquei intrigado.  Saindo de lá Minha Mamãe me falou da luta dela com a situação do marido.
Naquele momento me lembrei de um dos posts onde mostravam as imagens do filme UP, na verdade se trata de um desenho onde o nosso já falecido Chico Anísio fazia a dublagem para o filme em português.  Onde o personagem conheceu sua esposa ainda criança e foram companheiros até o último dia de vida dela.
Perguntei pra minha mãe se ela já o conhecia na mocidade e a reposta foi afirmativa.
Falei pra minha mãe: Nesse caso mamãe, ela sabe quem é ele.  E sabe como ele foi. E sabe que a idade chegou para ambos. Sabe que dos ciclos da vida para ambos estão teoricamente no último e mais longo ciclo de suas vidas.
Isso simplifica tudo. Pois mesmo naquela situação que aos olhos de quem vê acredita ser difícil, eles encontram motivo para sorrir e rir da situação olhando no passado.
Durante o tempo que ficamos por ali, Minha Mãe e ela conversaram sobre o tempo passado e os amigos antigos rindo da idade de cada um e inclusive das delas.
São em situações como essas que minha mãe, na sua simplicidade me fala algumas coisas que marcam o pouco tempo que passo com ela.
Obviamente que não concordo com tudo. Mas ainda assim essa forma dela olhar a vida me ensina algo.
Vou ficar por aqui...
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terça-feira, 29 de abril de 2014

Na nossa vida tudo é como um carrossel

O diretor da empresa solicitou uma reunião com os lideres e especialistas da empresa para uma conversar. Algo que ele definiu como “um bate-bapo”.
Quanto fiquei sabendo disso pensei: Agora vai rolar uma CRG (Comida de Rabo Geral). Estávamos trabalhando em um projeto de visibilidade e trabalhando muito para as coisas saírem dentro das expectativas tanto nossa e principalmente como as do cliente. Como todo projeto grande, um item ou outro pode sair errado e ter que usar o plano de contorno, nesse projeto foi o que aconteceu. Bom... O que é aceitável para mim, pode e com certeza é inaceitável para outra pessoa, principalmente quando essa outra pessoa esta em uma posição de maior visibilidade. Dai a minha ideia de “CRG”.
E fomos lá para a reunião.
Não deu outra! O diretor foi falando sobre o que havia acontecido na reunião com o cliente. Depois foi apontando um a um onde cada um falhou ou poderia ter feito melhor. E como deveríamos trabalhar com o sentimento de donos não só da atividade mais do todo, trabalhar em conjunto e pensar no projeto como se fossemos donos do projeto, donos da empresa. Fazer o que deve ser feito para que tenha qualidade.
Saiu de um tom repreensivo e entrou em um tom conciliador e passou a fazer, segundo meu ponto de vista, coaching com todos na reunião. E uma das falas que me chamou atenção, pois o nosso mentor de liderança já havia usado um paralelo com “O ticket e O trem”. Ele falou entre outras coisas de grande importância à nós, algo que vou tentar reproduzir que considerei de grande sabedoria. Foi algo com o seguinte conteúdo:
“Na nossa vida tudo é como um carrossel. Os cavalinhos vão girando e passando na nossa frente. Mas para subirmos no cavalinho, nós precisamos estar preparados.
Se você trabalha a cinco, seis, ou mais anos em uma mesma posição. Deve pensar a respeito disso.  Afinal o carrossel continua girando e quando um cavalinho passar a sua frente, você não terá condições de subir nele.
Muitos profissionais tem o raciocínio que por esta a anos na mesma empresa, acreditam que devem ser promovidos na próxima oportunidade, vindo a assumir o  papel de liderança na área. Mas nunca se preocuparam em se questionar se tem ou não capacidade de “subir no cavalinho”. Quando chega um novo funcionário e simplesmente aproveita que há um “cavalinho vago” no carrossel e sobe. Ficam praguejando o fato de não terem sido promovidos.
Vocês precisam se preparar para quando isso acontecer terem condições de subir assumir novas posições. Por tanto, se preparem para quando esse momento chegar.
Se você trabalha em uma empresa americana a anos e ainda não fala inglês, não vai poder reclamar quando a oportunidade chegar e você não pode alcança-la.”
Ele falou mais coisas que causou um silêncio sepulcral na sala. Eu olhando para as pessoas percebia que a mensagem foi entregue e que causou, do meu ponto de vista, o feito esperado. É certo que sempre encontramos alguns que consideram tudo isso uma tremenda babaquice... Pois bem: São esses que ficam olhando o cavalinho passar e ainda que o cavalinho parar, que o carrossel parar para ele subir, não terá condições de subir.
Eu gostei muito da conversa que considerei trazer aqui para você deixar seu comentário.
Bem, fico por aqui...
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domingo, 27 de abril de 2014

O que foi que deu errado?!

Durante toda uma vida, você se limitou a fazer coisas que poderia fazer e não fez pelo simples medo do amanhã.
Passou a vida economizando, se privando de algumas diversões que com um simples planejamento acrescentaria mais dias de felicidades a sua vida.
De repente, seu relacionamento termina e por incrível que pareça você arruma condições de: #Viajar, #PartiuBalada, #QueroSerFeliz e põe mais hash tag nisso!
Por que não fez isso antes?
Ficou com medo de um amanhã que não chegou. Fez uma economia que não se justificou. Não que seja errado economizar, mas tem que haver um meio termo entre economizar e se divertir.
De repente acredita que tudo o que vinha fazendo perdeu o sentido, porque seu relacionamento terminou, como se a vida acabasse e por isso tudo não tem mais sentido.
Você já viu essa historia várias vezes ou algumas vezes na sua vida. Se ainda não viu pode ter certeza que vai ver. Se é que isso já não aconteceu com você.
A maioria dos relacionamentos é constituída dessa maneira: Casais em condições de serem felizes ou mais felizes vão levando a vida, literalmente levando a vida, ao invés de vivê-la.
Caem na monotonia patética que poderia ser evitada com uma simples conversa, passam às vezes a vida disputando um com o outro o que não é preciso disputar. Passam a vida brigando ao invés de serem felizes, quando simplesmente poderiam.
Criam um istmo que quase vira um oceano entre um e o outro. E quanto tudo termina se perguntam: - O que foi que deu errado?!
Quando na verdade sabiam, mesmo que inconscientemente que uma hora chegaria ao fim. Afinal as pessoas se casam para serem felizes, mas há algumas que casam para terem companhias e talvez seja esse o problema.
Sinceramente, não posso negar que já cair nessa armadilha da vida. E tento o tempo todo me observar, avaliar e ver se estou sendo realmente autoconsciente em relação a mim mesmo e responder perguntas básicas como: “Quem sou?” , “Onde Estou?” e  “Para onde vou?”. Certamente que nem sempre tenho a resposta de imediato para todas...

Vou ficar por aqui...
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sábado, 15 de março de 2014

Acreditar em pessoas

Há frases que você ouve que demoram para serem digeridas.

Elas fazem você se questionar o tempo todo. E no meu caso, a única maneira de fazer elas se calarem é escrever.

Um frase que ouvi que realmente me incomodou:
“Adalberto você é muito inocente. Acreditar em pessoas?!!”

Se acreditar em pessoas me faz um inocente então sou mesmo inocente. Do meu ponto de vista quem não acredita em pessoas não acredita em si mesmo. Jamais terá coragem de se doar para ensinar o outro a ser melhor ou ser portador de esperanças.

Um professor no Brasil só está em uma sala de aula de uma escola pública de ensino fundamental pelo simples fato de acreditar em pessoas. É porque ele acredita em pessoas, no ser humano, que continua educando e fazendo as acreditarem em um futuro melhor.

Algumas coisas só existem porque pessoas acreditam em pessoas, a pesar de algumas vezes as coisas não saírem como esperado. Se as pessoas não acreditarem nas outras até que se provem serem confiáveis nada vai funcionar. Acreditamos e confiamos um nos outras até que se provem não serem confiáveis.

A sociedade de uma maneira geral funciona porque acreditamos um nos outros e a lei existe para punir aqueles que traem nossa confiança.

Imagine você viajam e não poder parar em um restaurante porque não acredita no dono do restaurante, não confia nele. Nós acreditamos tanto em pessoas que isso está em nós e nem percebemos, nós somos naturalmente confiáveis e damos créditos as pessoas. Quando você para em qualquer ponto na estrada e almoça. Você está simplesmente acreditando que vai fazer uma boa refeição, caso contrário não faria isso.

Quando você implanta um processo na empresa, está acreditando que cada um fará sua parte. E quando uma delas não faz o que esperado você entra no processo de correção.

Pense. Você não subiria em uma avião senão acreditasse no piloto. Não tomaria um ônibus senão acreditasse no motorista. Mesmo quando você está na estrada, acredita nas pessoas que estão a sua volta.

Pode parecer hipocrisia ou que estou fazendo apologia à viver no mundo de Poliana, mas confiar em pessoas é o que fazemos a maior parte do nosso tempo.

Confie. Acredite. Simples assim!
Vou ficar por aqui...
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domingo, 2 de março de 2014

Coisas que não se explica

Vou começar o texto com uma das falas de minha mamãe a respeito de um questionamento que fiz a ela: “Filho, isso vai ser assim mesmo. Mesmo que todos queiram mudar não vai. Já vi muitas vezes isso nessa minha vida. Só por Cristo mesmo que pode mudar”.

Há coisas que não se explica. E se tentar explicar a prática não dá sustentação à teoria.

Quando George Bush assumiu o governo americano como o 43º. Presidente dos Estados Unidos. Assumiu seu mandato em 20 de Janeiro de 2001. E os Estados Unidos vinha de vento em polpa com um governo anterior envolvido em escândalos sexuais, mas com uma economia que não havia o que falar, Bill Clinton havia deixado o “barco” na direção certa e carregado de peixes. Ao completar sete meses faltando poucos dias para completar seu oitavo mês de mandato eis que aconteceu a tragédia de 11 de Setembro. A partir daquele ponto já sabíamos que o governo dele jamais seria o mesmo. E que o mundo a partir da li não seria mais o mesmo.

O ser humano não tem o raciocínio coletivo, ou seja, não conseguimos criar uma teia racional de maneira que cada um faz o que tem que fazer e as coisas acontecem, como se tivéssemos naturalmente conectados. O ser humano precisa de um líder. Sem um líder, sem comando as coisas não funcionam. Não há como fazer as coisas funcionarem sistematicamente sem que não tenha pelo menos uma pessoa encabeçando o processo. É assim também para grupos de animais. Tem que haver uma líder. As coisas não funcionam sem essa figura. Essa figura é tão importante que quanto alguns animais perdem seu líder ficam a deriva.

Aqui é que entra o que não se explica. Há situações em que uma pessoa é colocada como líder ou assume a posição de líder e tudo funciona de maneira perfeita. Ela simplesmente assume, não faz muita coisa e tudo funciona quase que como uma máquina que já estava azeitada e só precisava ligar os motores. Do ponto de vista de esforço, a pessoa não faz nenhum esforço. Só o fato de assumir o comando as coisas começaram a funcionar. Isso por quê?!! A pessoa tem o respeito de seus liderados, conta com o apoio dos líderes de outros grupos, em resumo: As coisas se convergiram para ela. E tem o algo que não explica: Ela estando lá tudo funciona perfeitamente.

Em contra partida, há lideranças que tem excelente educação, tem tudo o que é necessário para liderar, tem muitas certificações e lendo o currículo é perfeitamente adequado a função. No entanto, no que tange a “coisa que não se explica” aqui está o problema. Essa liderança ao assumir a posição e tudo... Mas exatamente tudo: Dá errado! E mesmo que você ore por incrível que pareça, você com muita fé diminui o impacto, mas não tem jeito. Só o fato da pessoa estar na posição tudo dá errado. E para que algo de certo, o esforço é imenso.

Em relação a liderança anterior que tudo funciona sem muito esforço, essa liderança tem que fazer um esforço enorme e todos os liderados precisam fazer um esforço maior ainda para que as coisas funcionem. E se tem algo que dependa de sorte para funcionar. Desse lado é melhor contar com a competência e se forçar porque esse item não está na conta dessa liderança. Em quanto a outra liderança contraria até a Lei de Murphy, ou seja, se jogar um pão com manteiga pra cima ele vai cair com a parte que tem a manteiga pra cima! Visto que de acordo com a lei deveria cair com a manteiga para baixo. É a liderança que conta com a soma dos ingredientes Sorte (ou benção) + Competência.

E essa percepção não é só minha. Você que está lendo o texto com certeza já viu isso na sua vida e está com certeza lembrando de alguns... Tente explicar isso?!

Há coisas que não se explica! Não está ao seu alcance explicar. Você usa: É uma liderança abençoado... É sortuda. Não querendo usar coisas do mundo espiritual para explica não se explica!
Vou ficar por aqui...
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O ticket e o trem

Em uma reunião de lideres, o mentor, no alto de sua explanação sobre oportunidades e atitudes falou algo que me fez pensar e repensar. Do meu ponto de vista, algo metafórico, mas com um conhecimento embutido muito valoroso.
Procurando os olhos de quem o ouvia, com a mão esquerda aberto, virada com a palma para cima e os dedos como se estivesse segurando um diamante ou algo muito precioso ele falou:
- Vocês precisam aprender que na vida tudo é questão do ticket e o trem. Você escolhe o trem que quer tomar. Faça o esforço que for necessário para comprar o ticket que você precisa para embarcar no trem que você escolheu. Vá para a estação e fique com aquele ticket na mão. E saibam que: Quando o trem chegar à estação, você precisa esta com o ticket na mão. Se o trem chegar e o trem passar... Você perdeu. Também não adianta esta com o ticket certo e querer tomar o trem errado. Você precisa esta com o ticket certo e esperar na estação pelo trem certo. Tudo na vida de vocês se resume nisso.
Fiquei pensativo sobre o que foi falado e tem um conhecimento metafórico muito profundo nisso.
A escolha do trem seria você escolher sua carreira, o caminho para onde você deseja conduzi-la. A compra do ticket é você se preparar para sua carreira, se capacitar. Fazer os cursos que você considera necessário para alcançar seus objetivos. Faça o esforço que for necessário, mas compre o abençoado do ticket. Faça uma boa faculdade... Compre o ticket.
Vá para a estação e espere o trem. Você já esta com o ticket. Agora é segurar o ticket na mão e aguardar o trem na estação: A oportunidade.
Ficar na estação sem nenhum ticket é ficar assistindo as outras pessoas embarcarem. É ter a certeza que você é um mero espectador. E tudo o que você precisa é um ticket e você não comprou.
Quando o trem chegar à estação embarque! Se você esta com o ticket certo para o trem certo... Não perca tempo e suba no trem.
A mensagem chegou à mim dessa maneira: Se esforce e faça o que tem que ser feito, compre o ticket! Quando a oportunidade aparecer, trabalhar mais ainda e pegue o trem!
A carreira profissional e muitas coisas em sua vida se resumirão em: O ticket e o trem.
Vou ficar por aqui...
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DesCorretor Ortográfico

Essa coisa de usar corretor ortográfico no celular ainda vai causar confusões e confusões das graves. Se é que já não andou causando por ai.
É muito útil, mas uma pequena falta de atenção ou pressa... E tudo pode sai errado.
Lembro-me que fui comprar uma capinha de celular com minha filha e como ela gostou muito do que comprou, acho que deveria enviar uma mensagem para a amiga.
Antes de enviar a foto da capinha mandou a mensagem:
“Menina! Comprei uma calcinha que você precisa ver que linda!”
A amiga respondeu na hora
“Nossa me conta?! Tenho muitas ousadas.”
Quando ela leu a resposta percebeu que havia algo errado com a mensagem que havia passado. Voltou na mensagem e percebeu que o Corretor Ortográfico havia “caído na água”... Tipo um Gremlins... Virou do mal! Escreveu tudo errado. Trocou a palavra “capinha” por “calcinha”.
E não foram um, nem duas, mas diversas vezes que tive que voltar no meu twitter e apagar o que twittei por conta de erros grosseiros provocados pelo “Descorretor” Ortográfico.
O Corretor ortográfico faz das duas uma: Ou faz a frase perder completamente o sentido ou dá um novo sentido a uma frase. E normalmente algo que você não queria.
Estava ouvindo a música Rio Araguaia, uma moda de viola e quis twittar um trecho da música:
“Derrubamos um boi n'agua
Enquanto as picanhas comem
Temos que passa ligeiro
Toque logo esse boi velho
Que vale pouco dinheiro
~ Rio Araguaia”
E deixei. Minha esposa pegou a mensagem e começou a rir. Eu fique sem entender. E esperando ela parar de rir pra me falar.
- Você escreveu “picanha” comem! kkkkk
Não tive alternativa... Ri com ela! Desde quando uma “Picanha” come um boi ?!
Que idiota que ficou a frase. Apaguei o que tinha twitado e fiz a correção.
Era para escrever “Piranha”!!!
Bom... Deixe nos comentários o tipo de “Des”Correção que seu Gremlins Ortográfico já fez.
Vou ficar por aqui...
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Ser um animal muito grande

Cada um possui sua crença ou nem possui.
Eu sou Cristão. Cristão Evangélico.
Há pessoas que só de ouvir falar que alguém é evangélico, já coloca a etiqueta de “Ignorante” de olhar na testa da pessoa que falou. Há outros que colocam outras etiquetas como “idiota” naqueles que falam que tem religião.
Na bíblia sagrada está escrito que temos uma única vida terrena. Não é meu objetivo fazer estudos bíblicos, até por que não sou credenciado pra isso. Mas você pode encontrar na Bíblia em Hebreus 9:27 e 28 – “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.
Existem religiões que acreditam em reencarnação. Há religiões que acreditam que os seres humanos se reencarnam apenas em seres humanos e vão e voltam até evoluir e entrar em um nível espiritual mais elevado. E outras acreditam que o homem ao morrer pode reencarnar em qual outro ser.
E foi vendo as pessoas falarem sobre reencarnação e um comentário sobre o que a artista plástica mexicana Frida Kahlo que falava que: Na existência de reencarnação não gostaria de voltar como ser humano. E revolvi entrar nessa discussão, que todos chamamos de “brincadeira”, visto que muitos levam a sério essa teoria e não quero desrespeitar ninguém. E me perguntaram o que eu queria ser se existe a reencarnação. Discursei sobre minha religião, como fiz no início do texto... E entrei na brincadeira.
Seria interessante ser um animal grande, muito grande. Um animal que quando um ser humano visse ficaria assim... “Desacreditado”! Uma animal gigante mesmo... Com 20 metros de tamanho e pesando algo como 12 toneladas, com uma pele de 10 cm mais ou menos de espessura, um tubarão-baleia. Ou uma Orca uma baleia rápida e muito inteligente. Mal acabei de falar... E ouvi:
- Quêeee! Já nascer gorda! Tá loco! Se fosse pra nascer na água, no máximo, no máximo: Uma sardinha. E olha lá se não for um cavalo-marinho!
Aqui acabou a brincadeira... Rsss Foi só risada!
Vou ficar por aqui... Rsss
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Coisas que não entendo

Há coisas que não entendo e sinceramente por mais esforço que faça não vou conseguir entender.  Ou é maldade demais ou é falta de percepção do sentimento alheio.  O fato é que a convivência trás bem pra perto os verdadeiros sentimentos, mas quando não se sabe o que levou a tal comportamento é melhor contar e você decide o que de fato é.
Viajar e contar histórias são coisas que gosto de fazer. E por vezes viajando ao longo também ouvimos histórias. Logo se ouve um historia e se achar interessante se escreve a historia. É o caso dessa história que vou contar. Peguei em uma viagem que fiz e no caminho foram me contando. A pessoa quem me contou mostrou um sentimento tão doido de coisa que se perdeu e sabe que não se pode voltar, mesmo que existam recompensas, aquele tempo não mais será recuperado.
Engraçado como a vida nos força a olhar pra trás e infelizmente com algum pesar.
Olhando para trás, medindo o tempo que passou se viu olhando para uma menina que agora próximo dos seus 10 anos, se acordou para uma realidade doída. Em um comentário simples: “Não vi nenhuma festa dela quando bebê...”.
Depois do comentário o rosto mudou a forma, deixam a marca da dor na alma. A lágrima não caiu porque como navalha cortou a alma por dentro.
Contou que um de seus irmãos depois de casado passou a morar distante. Casou-se com uma mulher que não é muito chegada a família dele.  Sendo assim, as festas de natal, ano novo eram passadas no isolamento do casal, como se a famílias não existissem para eles. Como eles por si se bastassem.
Passaram se anos, quando o casal resolveu ter um bebê. Todos ficaram felizes e acreditaram que seria diferente dessa vez, que se aproximariam. A matriarca com experiência de vida foi categórica em afirmar que não mudariam não. Conhecia a esposa que o filho havia arrumado e que se fosse pra ele ser feliz que ficasse assim mesmo. Não deu outro: Sua previsão se confirmou.
E assim se foi por anos... Ano novo uma passada para cumprimentar. Natal no dia seguinte e quando não dois dias depois do natal e do ano novo. E tudo se segue como previsto pela matriarca.
Quando a criança entrou na escola e começou a fazer suas apresentações anuais, pensaram que mudaria que seriam chamados para ver o bebê participando das cerimônias, mas a matriarca não havia errado nem nisso. Assim seguindo a rotina da felicidade, na linha de não incomodar ninguém, a vida seguiu em frente.
Nas reuniões familiares sempre que o assunto se declinava para o assunto, a própria matriarca para proteger seu filho do desagravo mudava o assunto. Como se acreditando que poderá fazê-lo para sempre... Ou até quando puder.
Sendo a família composta por mais irmãos, um deles convidou a todos para participar de uma apresentação de uma das filhas. Compraram os convites e foram todos a festa.
Por uma coincidência do destino, que tem essa mania de usar essa palavra, no dia da festa, na mesma hora, estava lá a filha do outro irmão. Ficou surpreso ao ver todos ali, pois não sabia que todos iriam. Ficou um sentimento gostoso, como se tudo fora programado com antecedência, como se todos houvessem comprado os ingressos com a plena certeza que todos confraternizariam aquele momento. E assim o foi.
Não houve um único comentário a respeito do que acontecera. Todos se cumprimentaram como se não de estranho estivera acontecendo e assim curtiram a festa.
Por um momento, a janela do passado foi aberta para aquele momento presente e se sentiram felizes. Se esqueceram de tudo o que havia acontecido até aquele momento. Ficaram felizes como tivera participado de todas as festas ao longo de todos aqueles 10 anos.
Passado o momento da festa e todos voltando pra casa, se pegou a pensar. E fez a si o comentário que deu origem ao texto e ao meu silêncio diante da pessoa.
Em um comentário simples: “Não vi nenhuma festa dela quando bebê...”.
Não sabia o que falar...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!