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Meu Avô Materno Manoel Messias de Araújo

Manoel Messias de Araújo nasceu em 28 de junho de 1.899 e faleceu com 84 anos de idade em 04 de junho de 1.984 às 5h30min na Santa Casa de Misericórdia de São Simão. Vitimado por um “A.V.C – Tromboembolismo”.
Interessante perceber que por ideologias as pessoas acreditam que a história da família pode ser enterrada por esse tipo de comportamento.
Os restos mortais de uma ser humano não é ele. É parte da história dele.
O túmulo do meu avô Manoel Messias de Araújo nunca foi visitado pela filha, minha mãe Dona Rafaela. Perguntei a minha mãe qual o motivo e a resposta foi: Não tínhamos costume de visitar ou de ver o enterro nem de pai e mãe naquela época.
Devido a esse tipo de pensamento, minha mãe ficou 29 anos sem nunca ter pisado se quer no cemitério onde seu pai foi enterrado.
Minha esposa Elaine, fez a pesquisa na prefeitura de São Simão e encontrou as informações sobre o número do jazigo onde os restos mortais de meu avô se encontram depositados. E na documentação apontou como jazigo perpétuo.
Perguntado a minha mãe, ele me contou que a última esposa do meu avô, que foi casado por três vezes, comprou com ele o jazigo, porque dizia ela querer ser enterrada ao lado dele. E no jazigo está lá os restos mortais dela também.
No atestado de óbito do velho Manoel Messias está escrito: “O falecido foi casado com Maria Antônia da Conceição, em Cajuru-SP, aos 28/07/1928 - em 1ªs núpcias, existindo os filhos: Luzia, Manoel, Gabriel, João, Rafaela, Antônia, Orlando, Guilhermina, Amélia, Adolfo, José e Jeremias; e netos. Casado em 2ªs núpcias nesse cartório com Aparecida Divina de Araújo em 31/12/1971, não existindo filhos. Casado em 3ªs núpcias neste cartório com Benedicta Luiz de Araujo em 31/06/1982”. Pelo visto Sr. Manoel só não enterrou a última.
Minha esposa me contou que Mamãe se emocionou ao sair do cemitério e saber que os restos mortais do pai dela se encontravam ali. Ela falou: “Você sabe que eu me emocione! Por saber que os ossinhos do meu pai estavam ali”.
Do meu ponto de vista, não se trata de religião, mas sim de preservar a história da família. Mas acredito que isso seja um pensamento meu, coisa que não encontro entre a maioria dos meus amigos e principalmente na minha família. Esse é um tipo de comportamento que precisa ser ensinado para as gerações seguintes.
Vou continuar pesquisando. E o que posso dizer é que a minha bisavó se chamava Guilhermina Maria Pinto, natural de Cajuru-SP.

Vou ficando por aqui.


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