sábado, 15 de junho de 2013

Convicto

Convicto é um adjetivo que significa: Que tem convicção de alguma coisa; convencido; certo.
Uma pessoa convicta é uma pessoa que está certa e convencida de que seu ponto de vista a respeito de suas posições estão corretos. Uma pessoa com esta característica pode ser definida com uma pessoa que fez uma escolha é se convenceu dela, sente em si que suas posições a respeito de si mesma estão corretas.
Fazer escolhas com convicção ou se sentir convicto de suas escolhas faz de você uma pessoa melhor, ao menos é isso que penso.
Há pessoas que creem em Deus de maneira convicta, de maneira que não se desconstrói a crença dela com qualquer fato ou com qualquer nova descoberta ou seja lá o que for.
Conta que dois amigos interioranos começaram a discutir sobre acreditar ou não em Deus e a forma do agir de Deus, milagres e tudo o que envolve milagres.
O homem temente a Deus era mais agredido que tentava agredir, pois o homem que não cria em Deus contava várias histórias e falava de ciência e tecnologia e tudo mais com um único intuito: desconstruir a crença do homem temente a Deus.
Num rompante de ignorância e desafio, o homem que não cria em Deus estava com uma viola na mão e lançou um desafio.
- Você acredita mesmo que seu Deus pode arrumar tudo?!! Então tá!
Quebrou as cordas das viola, colocou ao lado do banco onde eles conversavam. Banco este que ficava no pequeno jardim em frente à casa que dava vista para rua. Não tinha muros, nem portões. Um cantinho gostoso para conversar. Mas que o homem agora já irritado que disse num tom de gozação:
- Você acredita mesmo que Deus pode consertar tudo... Vou deixar essa viola aqui quero ver se ele vai arrumar mesmo. E para te dar uma chance... Não quero que arrume da maneira que acredito deveria arrumar. Algo como restaurar as cordas de maneira que eu possa ver como num cinema, as cordas sendo refeitas aos meus olhos... Algo como você vive falando “sobrenatural”!
O homem temente a Deus não falou nada ante tanta ignorância, pois classificou assim a atitude do amigo, que sempre o embatia com esse assunto, por que sabia ser uma assunto muito polêmico para ambos.
No dia seguinte, no horário em que eles se encontravam para prosear a tarde, lá estava a viola. Começavam a conversar e a viola se transformavam em objeto de provocação.
- Veja a viola. Está ficando pior, tomou sereno na madrugada, sol durante o dia...
Passados alguns dias e a viola piorando a conversa ficando sem graça. O homem temente a Deus disse:
- Bom... Você quer mesmo que Deus restaure esse caco de viola?! Então vamos fazer o seguinte: Me dê a viola.
Você não crê em Deus e Eu creio. Se você me der autoridade sobre o sua viola, tenho fé que Deus irá restituí-la no tempo dele.
- Então tá!
E num tom de zombaria gritou:
- Mundo!!! Deus!!! A viola é dele! Ok!!! Pronto a viola é sua.
- Muito Obrigado.
Pegou a viola e falou:
- Vou colocá-la no mesmo lugar e quando Deus restituir a viola te dou de presente novamente. Agora vem aqui mais perto. Vou te contar o segredo dos milagres e como você faz para recebê-los de presente de Deus. Fique aqui e ouça e só concorde de maneira consciente, como se você realmente desejasse que acontecesse. Ok? Ouça... Isso que nós chamamos de... Oração.
E o homem temente a Deus com a caco de viola na mão e o amigo ao lado começou a orar:
Senhor Deus e Meu Deus!
Deus de Abraão!
Deus de Moisés!
Deus de Isaque e Jacó!
Senhor, não preciso que apareças a minha frente.
Não é necessário a mim, Senhor, que se materialize na minha frente para que eu possa tocá-lo, nem mesmo que faças os milagres e as maravilhas que estão em suas palavras como os fizestes naquele tempo.
Não preciso que abras o mar, nem que pares o Jordão, nem que faça-me andar sobre às águas.
Eu creio em Ti, na sua onipresença, sua onisciência.
Creio em Ti, Meu Senhor e Meu Deus, como creio na vida e nos milagres que tens feito todos os dias na vida de várias pessoas que assim como eu creem em Ti.
A mim, Pai Amado! Me basta sentir a sua presença. Simples assim.
Neste momento em que sinto sua presente peço...
Atenda meu pedido, não a mim, mas para que esse meu irmão que está ao meu lado possa entender como são suas formas de agir: Nos devolva, nos restitua a viola.
Num pausa, o homem temente a Deus, disse ao amigo... Agora vem o segredo...
Senhor, peço no nome do Seu Filho Amado, Nosso Único e Suficiente Salvador, no cumprimento do que está em suas palavras: Jesus Cristo. Amém, amém e amém.
Só concorde comigo. Amém?!
Então o homem já num tom de zombaria disse:
- Amém.
E riu.
- Você acredita mesmo que isso é o suficiente para restaurar a viola? E agora o que você vai fazer? Erguer ela ao céu e ver as cordas serem restauradas?! E agora vai ter que restaurar a madeira também, né?! Está toda escangalhada. Já fazem duas semanas que está aguardando o seu “milagre” (fazendo os gestos para aspas com os dedos das mãos...).
- Bom... Vamos aguardar? Vou colocar a viola no mesmo lugar.
Terminaram a conversa e se foram. E lá ficou a viola. Passaram os dias e a viola foi se degradando.
As conversas a tarde continuaram e a viola ficou lá ao lado. Sempre ao final da prosa o homem que não temia a Deus apontava para o resto da viola. E o homem temente a Deus sorria e dizia: Calma... É no tempo Dele!
Vindo um homem passando em frente ao jardim, vi a viola no canto, uma viola que aos olhos dele era rara. E pensou: Quem deixaria uma viola dessas aqui?! Tomando sol e sereno! Pegou, empunhou... Se agradou do caco de viola. Pensou: Vou deixar a minha viola de presente e levo esse caco pra eu restaurar pra mim. Acho que o dono vai ficar contente e é uma troca justa: Uma viola novinha no mesmo modelo e cor por esse caco! É justo. E assim fez. Trocou e foi embora. A casa fechada, não encontrou ninguém pra conversar. Foi embora.
Quando o homem que não temia a Deus chegou. Viu a viola e pensou: Aquele infeliz comprou uma nova e colocou no lugar. Aguardou o amigo chegar para a tradicional prosa.
Chegando o homem temente a Deus e vendo a viola disse:
- Pelo que vejo Deus restituiu minha viola! Que bom!
- Restituiu. Restitui. Você comprou outra e colocou no lugar. Foi isso que você fez! E agora vem com essa conversa besta de que Deus restituiu!
- Bom... Eu tenho convicção de minha fé e meu temor a Deus. Não poderia fazer isso. Se assim fosse eu estaria enganando você para que você acredite em Deus. Como se Deus precisasse do meu favor para ser Deus. Deus não precisa de mim, nem de você, nem de ninguém para ser o que Ele É. Vamos fazer assim: Não fiz o que você falou, ou o que você acredita que tenha feito. Não restaurei e nem comprei outra. Só gostaria que em nome de nossa tão antiga amizade aceite a viola de presente. Vou ficar feliz se você aceitar. Aceita?
E sorrindo o homem que não temia a Deus, em nome da amizade, sorrindo aceitou e comentou:
- Senão foi você... Foi alguém. Tenho certeza que não foi Deus!
O homem temente a Deus rindo disse:
- Para mim foi Deus. Para você foi alguém. Que tenha sido alguém... Porquê que esse alguém viria trocar exatamente essa viola!?! Não teria sido pela vontade de Deus?!
Deus age assim e da forma que Ele achar melhor, mas sempre vai atender ao pedido cuja fé agradar a ele. E nesse caso... Ele viu fé em você!

Vou ficar por aqui... Fique a vontade para deixar seus comentários...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!



terça-feira, 4 de junho de 2013

Eira, beira e estribeira...

Sempre que você viaja e faz um passeio para conhecer a história do local, aprende alguma coisa. Sempre aprende alguma coisa...
Fui recentemente para João Pessoa-PB e fazendo o City tour, minha esposa tirou uma foto. E quando estava vendo as fotos perguntei: - Que foto é essa?
Foi quando ela me falou: - É uma foto da “eira, beira e estribeira”! Escreve sobre isso?!
Gostei da ideia e aqui estou eu escrevendo sobre isso....
O que me fez escrever estes texto foi o fato de “eira, beira e estribeira” me chamar a atenção para o famoso dizer antigo que mencionava algo assim: “Fulano não tem eira, nem beira” fazendo menção a uma pessoa com pouco recursos, uma pessoa pobre.
Antigamente as casas eram construídas com telhados que possuíam eira e beira. Um detalhe que representava ou dava ao dono do imóvel status. Uma casa que possuía eira e beira fazia menção a riqueza e a cultura do proprietário.
Outro dizer que está ligado a “eira, beira e estribeira” é o que diz o seguinte: “Fulano de tal perdeu as estribeiras e desceu a mão no ciclano”.
Bom... O dizer falar por si. É quando alguém literalmente sai de si, perde o controle.
No entanto, estribeira não tem nada a ver com “eira e beira”. “Estribeiras” tem origem em estribos. Que são aros que ficam de cada lado da sela do cavalo. São utilizados como apoio para o cavaleiro colocar os pés e subir ao cavalo.
Ou seja, quando a pessoa perde o controle... “perde as estribeiras”.
A guia informou e desinformou. Bom... Espero que os outros tenham interesse em pesquisar, porque nem sempre os guias nos passam as informações com precisão, mas nos dão uma excelente ideia para escrever uma história...
Vou ficar por aqui... Fique a vontade para deixar seus comentários...
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