terça-feira, 2 de abril de 2013

Deixar


A vida é um espaço estreito entre o nascimento e a morte onde você decidi como será sua velhice ou como passará por esse trecho.
Conversando com uma pessoa, gostaria de escrever o nome da pessoa aqui, mas tenho por certo que não gostara de vê-lo aqui. Então... Vamos em frente. Falávamos sobre a vida e foi em um desses momento que a pessoa falou com um tom de amargura sobre suas mágoas. Um desentendimento ocorrido no passado que fez com que ela perdesse contato com algumas pessoas das quais ele não gostaria. Considerou um preço muito alto o valor pago pelo acontecimento.
Isso me motivou a escrever este texto, neste blog já publiquei um texto chamado Destralhar-se onde o texto fala sobre jogar coisas e sentimentos foras.
Por mais que tenha tentado dissuadir a pessoa de tal sentimento, não consegui porque percebi que não se tratava de um simples destralhar-se... O caso, do meu ponto de vista, um assunto que pode ser resolvido em um divã com um bom psicanalista do lado.
Não acho que a vida da muito tempo pra você ficar carregando sentimentos amargos e ressentimentos sem futuro. Quanto mais rápido você aprende a descartar aquilo que não serve, mas rápido libera o caminho para coisas novas. Imagine você terminar um relacionamento e ficar mastigando aquilo, ruminando e remastigando... Para! Cospe isso! Já era!
Enquanto você tem força física, tem beleza e outros dons que a juventude e a vida madura lhe oferece, não pode ficar perdendo tempo colocando carga sobre a vida e tornando ela mais difícil de seguir em frente. Quando mais rápido, drop off! Melhor para você seguir em frente. Ficar ressentindo a vida não vai tornar nenhum ser humano melhor, nem fazer o tempo voltar atrás.
É melhor ressentir um passeio gosto que você fez, um momento maravilhoso que você passou ou pode passar para lhe impulsionar pra frente que ficar preso como prego a parede.
Quando as forças acabarem e você perceber que tudo passou, vai sim ressentir de não ter deixar as besteiras para trás. Vai ter que fazer uma reengenharia de vida para se adequar com as forças que tem... E isso! Se souber fazer essa reengenharia. Por que senão desenvolver o habito de Drop off (deixar... simples assim). Nunca saberá fazer isso quando as forças forem reduzidas ou quando envelhecer.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
Fique a vontade para deixar seu comentário.


5 comentários:

  1. Adalba, sensacional seu texto!

    Eu diria que se o divã não resolver, ai é torcer para que o Alzheimer, transforme os últimos dias em páginas em branco e que assim a felicidade seja encontrada novamente no esquecimento.

    Abs.

    Bruno José Patrussi

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    1. Bruno, Sinceramente, achei sua "torcida" uma tremenda maldade. Se você conhecer alguém que tem alzheimer ou tiver algum parente assim, tenho certeza que vai desejar encontrar a cura. É uma doença que vai roubando a dignidade das pessoas. Eu prefiro que a pessoa procure um psicologo mesmo.

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    2. Adalba,
      Meu Tio tem Alzheimer, e também espero que encontrem uma cura, mas como eu disse, se o divã não resolver!
      Você conhece algum velho que não pensa em mais nada a não ser lamentar-se da infelicidade que ele mesmo criou pelos motivos citados no seu texto? Pois bem conheço muitos e posso te garantir, se o divã não resolver no caso deles o Alzheimer aliviaria e muito os últimos dias, pois é de dar dó esse tipo de situação infelizmente.

      Abs.

      Bruno

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    3. Bruno,
      Do meu ponto de vista, com todo respeito a sua forma de ver a situação, ainda assim acho que Alzheimer é um castigo muito duro para qualquer um. Infelizmente a situação de dó a qual você menciona, do meu ponto de vista, se tornaria penúria tanto para quem tem, quanto para quem esta a volta. É muito doloroso. Consciente, o indivíduo pode sofre mas, sabe o motivo. A doença, olhando para o indivíduo em si, ele por ele é um alívio à ele. Mas para quem esta a volta é penúria.
      Espero que entenda meu ponto de vista.

      Abraços.

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  2. Texto bacana. Parabéns !!!

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