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Tem coisas que só acontece uma única vez...


Há situações que acontecem na vida das pessoas que dariam um bom filme.
Os filmes são feitos a partir de algo que o autor: Viveu, ouviu, leu ou imaginou. Não há outra forma de isso acontecer. Me lembro do nosso grande escritor baiano Jorge Amado que disse certa vez em uma entrevista:
Não sei contar uma história. Minha mulher senta com os netos e conta uma história que eu mesmo ouço com imenso prazer. Zélia inventa. Já eu sou incapaz. O enredo – ou a história dos meus livros – decorre dos personagens. Porque os personagens é que os fazem. Nunca sei, hoje, o que vai acontecer no dia de amanhã com a história. Os personagens é que vão construindo a história aos poucos. Um personagem que coloco ali, por uma necessidade técnica, por um detalhe, de repente vive e cresce. A história decorre dos personagens. É uma coisa vivida, em vez de ser inventada. Nunca penso em termos de história. Penso, sim, em figuras, em ambientes e em como será a arquitetura da narrativa. Busco encontrar o começo. Porque o começo do livro é que é difícil – exatamente porque não sei contar uma história. Não tenho a invenção da história. É difícil. Preciso que os personagens comecem a ficar de pé – e a andar com seus pés, para que a história também ande.”
A parte mais interessante desse trecho da entrevista para mim é: “É uma coisa vivida, em vez de ser inventada”. Fazer paralelos com as histórias que vivemos e escrevê-las de maneira que deixa um registro de nossas vidas é muito gostoso. Ainda que isso aconteça sobre a figura de uma personagem. Ou de uma narrativa em modelo educativo é algo que gosto de fazer. É assim que vida ganha sentido... E ganha um desenho gostoso.
Histórias engraçadas como essa que aconteceu com uma amiga de um primo de um amigo de um amigo meu...
“Imagina que você esta fazendo um trabalho da faculdade, um TCC. Isso um Trabalho de conclusão de Curso. Já a algum tempo sem dormir, correndo com vários detalhes que passam desapercebido. E de repente já tarde da noite... Toca o celular!
Tocar o celular sem problemas, isso pode acontecer. O pior é você atender!
E quando ouve a voz do outro lado da linha: Sua mãe na madrugada!
Ouve e ela diz:
- Preciso da sua ajuda, atropelei uma pessoa!!!
- Como assim atropelou uma pessoa ?!
- Vem pra cá que eu te explico! Tô sem carta e sem o documento do carro.
E lá vai você socorrer sua mãe! (Só uma pergunta: Não deveria ser ao contrário? Bom... Deixa isso pra lá! Vamos ao problema.)
Chegando lá, ela diz:
- Pode ir embora, vai demorar.
- Demorar por quê, mãe?
- Porque a viatura que veio me socorrer acabou de ser atropelada por um motoqueiro!
- Como assim ?!
E para ajudar... Não acabou por ai...
Olhei para cima, pro alto da cabeça dela e pensei: Afinal de contas a nuvem negra dos Adams deve estar em cima dela.
- Mãe!!! Cadê o cara? Ele tá bem? Como você atropelou o cara? O que aconteceu?
- Eu não tive culpa! Ele estava agachado no meio da curva e ai eu não vi! Ele nem se machucou, eu não estava correndo!
Então usando de minha imaginação...  Mudei a expressão facial e perguntei:
- Agachado? No meio da curva?
- É ele estava bêbado. Vomitou da janela do carro e ai a ponte dele caiu!!!
Arghhhhhh! Que nojo! Como assim?!!
- É e ele voltou para ver se achava a ponte, porque era nova, tinha pego fazia pouco tempo!
A pra confirma o veredito, minha mãe finalizou:
- O infeliz achou a ponte e quando foi pegar e eu atropela ele!
Fala sério? É o fim do mundo! Tem coisas que só acontece uma única vez, nesse caso com a minha mãe!”
Essa é uma história fictícia com base em uma situação talvez real, por um dos personagens dessa nossa vida. Os nomes foram omitidos para preservar as pessoas envolvidas. Qualquer coincidência é mero acaso. Todos os direitos dos narradores (se é que pode ser escrito dessa forma...Rsss) estão preservados.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
Fique a vontade para deixar seu comentário.

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