Pular para o conteúdo principal

Budunho


Quando uma palavra brota no meio da conversa como foi o caso de Muca, não chega a ser tão constrangedor como acreditar que tem intimidade com outra palavra, acreditando que tem o conhecimento da mesma e resolve usar, assim como se chama uma pessoa intima.
Conta minha esposa que quando estudava fazendo o colégio técnico na Cidade de Mococa-SP, na famosa e até hoje famosa Eletrô. Ela e uma amiga sempre saíam para comer Pastel. Certo dia levaram uma amiga para comer o tal pastel. Sabiam elas que se tratava de um pastel grande, então fizeram o pedido.
Quando a amiga viu o tamanho do pastel, se surpreendeu e disse:
- Nossa que Budunho de pastel! Vou comer esse Budunho e vou ficar bem.
Passou a ser um hábito entre elas, sempre sair pra comer o pastel. E o tal Budunho ficou. Assim, quando elas queriam sair pra comer o tal pastel, uma virava para a outra convidava: - Vamos comer um Budunho?!
O nome do pastel pegou entre elas e assim ficou.
Certa vez um dos colegas quis saber desse tal de Budunho e decidiu sair com elas para comer.
Quando chegou a barraca de pastel, não titubeou quando perguntado qual pastel queria, respondeu de pronto:
- Eu quero um Budunho!
As meninas caíram na gargalhada, pois Budunho era o nome intimo do pastel para elas e não o nome de um pastel no cardápio. Quem vendia o pastel, não fazia ideia do que se trava. A gargalhada foi sonora. Até explicar o que aconteceu o nome Budunho ficou.
Eu sei que lendo o texto para ela da história conta confirmou que foi mais ou menos assim e não deixou de trazer o olhar da lembrança e rir.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

Fique a vontade para deixar seu comentário.

Comentários

  1. Na próxima vez que ir à feira, pedirei um "budunho". Se depender de mim, #budunho já pegou.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você não gosta de ser fotografado.

Não poderia deixar de escrever esse texto... É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas. Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem: “... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”. Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam. Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tira…

As tartarugas

Estava conversando com os colaboradores da empresa e explicando da necessidade que existe na empresa de sermos “multi-tarefas”. Embora esse conceito seja discutível, a ideia foi falar a respeito da necessidade de dar continuidade a uma outra tarefa quando por algum motivo a tarefa em execução é interrompida por n motivos (dependência de atuação de outra área, compra ou entrega de um novo componente entre outros). Trabalhamos em duas frentes: On-going (atendimento de tickets) e Delivery (atendimento a atividades de projetos).
Em meio a explicação, um dos colaboradores experiente em Delivery, fez uma metáfora referente as atividades de um modo geral que achei fantástica. Achei interessante e achei por bem escrever.
Nas palavras dele foi assim descrito: A situação é a seguinte: Você tem que tomar conta de cinco tartarugas. Uma tartaruga sai andando. Você pega a tartaruga e coloca de volta no lugar. E fica de olho nas outras. Assim vai...
A tartaruga dois sai. A três sai. A quatro e a cinco sa…

DesCorretor Ortográfico

Essa coisa de usar corretor ortográfico no celular ainda vai causar confusões e confusões das graves. Se é que já não andou causando por ai. É muito útil, mas uma pequena falta de atenção ou pressa... E tudo pode sai errado. Lembro-me que fui comprar uma capinha de celular com minha filha e como ela gostou muito do que comprou, acho que deveria enviar uma mensagem para a amiga. Antes de enviar a foto da capinha mandou a mensagem: “Menina! Comprei uma calcinha que você precisa ver que linda!” A amiga respondeu na hora “Nossa me conta?! Tenho muitas ousadas.” Quando ela leu a resposta percebeu que havia algo errado com a mensagem que havia passado. Voltou na mensagem e percebeu que o Corretor Ortográfico havia “caído na água”... Tipo um Gremlins... Virou do mal! Escreveu tudo errado. Trocou a palavra “capinha” por “calcinha”. E não foram um, nem duas, mas diversas vezes que tive que voltar no meu twitter e apagar o que twittei por conta de erros grosseiros provocados pelo “Descorretor” Ortográf…

Ficha de consumação psicografada

Não tenha dúvida que algumas coisas só acontecerão na sua vida por que você tem amigos. Ainda mais amigos que cresceram juntos a você e não perderam a “criança interior” e sabem brincar como se o tempo não tivesse passado. Conheço pessoas que são assim. Tem amigos antigos, amigos que permitem memoráveis “sacanagens”, sem duplo sentido. Contou um deles assim... Tenho um amigo que é muito sacana. Todas as vezes que saímos pra balada, ele fica pedindo que você compre as coisas pra ele. Sempre foi assim. Somos uma turma de amigos que cresceu juntos e não tem jeito. Sempre... Sempre... Sempre... O cara vem com algo do tipo: Esqueci meu cartão, meu cartão foi bloqueado, paga ai que depois eu faço a sua. Não faz muito tempo, todo mundo foi na balada e dele deixou a comanda saindo da calça. Um dos meus amigos foi lá e pegou a comanda sem ele ver. Sentamos todos na mesa e mal deu tempo de esquentar a cadeira, já saiu pedindo: - Paga uma bebida ai pra mim?! O camarada que estava com a comando, falou: - …

Aprendendo pela simplicidade

Me peguei pensando em uma das muitas conversas que tenho com as pessoas com quem trabalho. Percebi que em um dado momento da conversa a pessoa com quem falava ficou muito triste. E aquilo me incomodou, pois achei que deveria fazer algo para reverter aquele sentimento, visto que no ar vinha um sopro de inconformidade do qual acreditei que seria duro reverter, mas que não poderia desistir. Afinal é meu papel motivar as pessoas. Sempre acreditei nisso. Independente da minha função, do meu trabalho. Como um ser humano que se incomoda com o próximo, é função, é papel dele fazer algo. Entre outras conversas falei: “Você precisa entender que não são os tombos que você tomou que irão determinar sua vitória ou derrota. Mas sim, sua capacidade de se manter em pé, de se levantar a cada tombo”. É mais uma daquelas frases motivacionais do personagem Rocky Balboa em seus “Rocky Balboa inspirational speech”. Ao ouvir essa frase a pessoa parou, me olhou fixo e disse: Esta não é a primeira vez que caio,…