quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vou te levar num lugar bem legal.


Me lembrei dessa história depois de uma conversa que teve um episódio muito parecido. Na época não foi tão engraçado como é a lembrança do episódio. Isso se passou a alguns anos.
Sabe como é essa gente da USP, né?! Gente descolada que adora roupas estilo ripi. As mulheres usam cabelos soltos, saias rodadas e sandálias de couro ou mesmo chinelos de dedos Havaianas. Os homens não saem muito desse estilo “descolado”.
Bom, senão é bem assim, tenho certeza que é bem parecido e você deve conhecer alguém que tem esse estilo. A minha hoje esposa, na época minha namorada, tem uma prima, tipo orgulho da família, que fez artes cénicas na USP. Essa prima muito querida saia com sua turma e frequentava um lugar Avenida Augusta que se chama “Pedaço da Pizza”. O lugar serve a pizza em pedaço, dai o nome. Você escolhe o pedaço da pizza que quer comer e colocam no forno. Realmente muito bom, o Pedaço da Pizza.
Certo dia, estávamos tranquilos e ela falou de me levar a um lugar onde tem um pedaço de pizza que era uma delícia. A prima dela a tinha levado lá. Eu iria adorar.
Quando ela falou o nome do lugar, disse a ela: Olha! Eu acho que conheço esse lugar. Não é um lugar onde a gente escolhe uma pedaço de pizza... E blá blá blá blá... E assim, assim e assim. Ela respondeu: É.
Foi então que me liguei que esse lugar não era exatamente um lugar que ela gostaria de ir comigo. Falei pra ela:
- Olha não é bem um lugar que você gostaria de ir comigo.
- Não. É sim. É bem legal. Já foi com minha prima lá. A Pizza é uma delícia.
- Bom... Acho que não. Mas vamos lá.
Eu sabia que o lugar era um lugar frequentado basicamente por GLSA. Senão é um lugar próprio pra esse grupo, só posso dizer que é bem frequentado por eles. Nada contra e não tenho preconceito quanto a isso. Mas sendo ela é do interior, gente simples e humilde. Educadas dentro de sólidos princípios religiosos, que naquela época com pouco tempo em São Paulo... Não ia entender direito a situação. Até perguntei se ela não tinha visto nada diferente no lugar. Ela me disse que não. Que achou bem legal.
Ao chegar ao lugar, chegou um casal homo feminino e fez o pedido. Logo em seguida nós fizemos nosso pedido. Assim foram chegando os pares homos no ambiente. E como estávamos na entrada. Tudo tranquilo.
Quando nosso pedido saiu, decidimos que deveríamos entrar e sentar a mesa. Feito.
Logo de cara, um casal homo masculino se beijando. Ele me olhou e sacou o que estava acontecendo. Eu olhei pra ela e disse: Bom... Eu achei que você sabia.
E quando ela olhou ao redor entendeu claramente onde estávamos. Senti vontade de dar risadas, mas acho que iriam entender errado, afinal éramos o único casal hétero no local naquele momento. Mas quando saímos do lugar, eu dei muitas risadas. Não pelo lugar, mas pela cara que ela ficou. Imagine se ela resolve levar os pais para um lugar legal e leva os pais para esse lugar?! Acho que talvez eles não entendessem... Rsss.
É bom se informar para evitar situações constrangedoras... Mas a pizza é realmente uma delícia e o lugar já foi premiado por diversas vezes.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Bruno José Patrussi – O Crítico do Blog


Este blog tem um leitor crítico que já foi mencionado no Blog “Memórias de um Sessentão” no texto Carta aberta a Bruno José Patrussi.
Tive o privilégio de conhecer Bruno pessoalmente, trabalhamos juntos. Ele sempre estava pronto e disposto a uma discussão aberta. Não se trata de brigar, não! Discutir mesmo! Gostava de discutir profundamente um assunto e não tinha o menor problema em simplesmente dizer “Você esta certo” ou “Concordo com você” quanto percebia que seu ponto de vista não estava correto.
Hoje graças ao Blog, devido à distância e caminhos diferentes tomados em nossas vidas, ele continua a ler meus textos e algumas vezes sugerir que escreva sobre algum tema, para que possamos discutir.
Veja na integra o texto legal e a sugestão de postagem que ele me mandou...
“O assunto: Vi o texto abaixo e na hora me lembrei de você!
Vi o texto abaixo e na hora me lembrei de você, rss
Como você bem sabe sou um cara muito chato, rss pelo menos é o que os amigos sinceros me dizem, e lendo esse texto, me lembrei de alguns pensamentos que costumo ter ao ler alguns dos seus blog´s, não os relacionados ao conteúdo os quais considero o máximo e dou meus parabéns, mas sim por alguns erros ao usar a norma culta da língua, eu nunca comento nada, por e-mail é claro, pois sei o quanto é corrido o nosso dia, e esses percalços são devido a pressa.
Porem se ao invés de guardar para mim esses meus pensamentos, eu os enviasse por e-mail para você, não ficaria nada surpreso se um dia o retorno fosse um texto como esse que envio abaixo, e para piorar incluindo o último paragrafo. rss  
 “Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre  pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos  vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de Badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, trata-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário, aquela que tem, no topo, a fotografia de uma “varroa”(sic!) ( você não sabe o que é uma “varroa”?) para corrigir-me do meu erro. E confesso: ele está certo. O certo é “varrição” e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim porque nunca os vi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostra-lhes o xerox da página do dicionário com a “varroa” no topo. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção” quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela mas reclama sempre que o prato está rachado.”
Autor: Rubem Alves.
Sou um grande Fã do seu Blog!
Um grande abraço.”

Eu gostei do texto e principalmente da sinceridade perspicaz do meu amigo Bruno.
Obrigado Brunão.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Você não gosta de ser fotografado.


Não poderia deixar de escrever esse texto...
É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas.
Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem:
“... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”.
Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam.
Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tirar fotos com qualidade impressionante e ainda dar um acabamento com edição que deixa a foto mais bonita ainda... Conhece o Instagram?!
Sua vida é registrada nas fotos que são tiradas pelos seus amigos e marcadas no facebook nos álbuns e na linha do tempo de seus amigos. Se não tem facebook ou não participa de alguma rede de “intriga” social, não tem problema. Suas fotos, seus registros estarão nas câmeras e álbuns impressos de seus parentes e amigos.
Se você não se vê nas fotos de seus parentes e amigos ao longo dos anos, do meu ponto de vista tem algo errado com você. Imagine uma criança perguntando: “Ueee não tem foto sua aqui?! Onde tem?!”.
Você pode não concordar comigo, mas saiba que uma criança não vai ter o mesmo senso crítico que você. Não tem a foto, não tem uma imagem é isso. E pronto!
Já sei! Você não gosta de ser fotografado.
Você não é tão feio que não possa ser fotografado! Se valorize e deixe as pessoas que estão a sua volta registrar sua curta passagem pela terra e manter a sua lembrança na memória delas, pelo simples reforço de ver sua foto com o passar dos anos.
Você não gosta de foto e não deixa as pessoas tirem fotos sua em eventos onde estão seus familiares, seus amigos, seus colegas de trabalho e até mesmo aquele vizinho que insiste em tirar uma foto sua... Saiba que no final sua lembrança ficará apenas na memória daqueles que te conhecem e que com o passar dos anos não se lembrarão de você. Só se lembraram de que você corria das fotos como o inimigo corre da cruz e que você não gostava de ser fotografado.
Isso se não ficar marcado pelas confusões que você andou arrumando por não querer que as pessoas te fotografem.
Do meu ponto de vista, com todo respeito as pessoas que não gostam de tirar fotos, eu particularmente acho isso muito chato! Não deixar tirar uma foto!!!
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
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