domingo, 28 de outubro de 2012

Eu sou mãe, doutor.


mamãe pinguim imperador
Quando você ouve uma pessoa falar que mãe tem o poder de saber e sentir o que o filho tem ou esta sentindo ao ouvir a voz do filho, você se pergunta como pode ser isso?
Se você nunca se perguntou, posso afirmar a você que já me fiz e ainda me faço essa pergunta por várias vezes. E ainda hoje, quando ligo pra minha mãe percebo que ela esta sondando minha voz para saber se esta tudo bem, mesmo antes de me perguntar.
Quando a mãe recebe o filho pela primeira vez nos braços em estado consciente após o parto, a primeira coisa que ela faz é desembrulhar o pacotinho para ver se esta tudo no lugar... Se o filho esta perfeito.
E depois ao longo da vida vai acompanhando o crescimento e continua observando... É um vergão nas costas do tombo que levou... E ai vai... Até o vermelhão no pescoço da chupada que o namorado ou a namorada deu. E fora outras coisas que ela saber de olhar no filho ou filha... E faz de contada que não percebeu nada e deixa a alma rir...
Fora quando pega o bichinho no pulo... Não mãe! Não fiz nada não!
Se a vida de mãe tem suas alegrias (deixe me fazer jus aos pais: Pai também) as preocupações da mãe muitas vezes nem os pais (os homens) não conseguem traduzir.
Tive a oportunidade ao longo dessa minha vida de ver uma mãe, que olhando para seu filho tomar banho, achou que algo estava errado com ele. Não conseguiu entender em si mesma, o porquê daquele sentimento. Conversou com muito carinho com a criança pra entender se ele estava bem... Ele disse que estava. Então sem ter mais argumento para investigar, decidiu mudar a forma de investigação.
Com muito carinho e brincando... Afinal a criança tinha entre 4 e 5 anos, disse que iria brincar de dar banho nele. E assim investiu na brincadeira: "Nenem vamu toma banhu com a mamãe!".
A criança adorou a brincadeira. E no meio dessa brincadeira... Naquela de passar sabonete no bebê... Começou a apalpar o menino... Até que chegou aos testículos do menino e percebeu que tinha alguma coisa errada. Percebeu que um dos testículos não estava aparecendo. Avaliou bem a situação e concluiu que algo ali estava errado.
Marcou o médico e levou o bebê. Exames pra lá... Exames pra cá e médico pra lá e mais médico pra cá... Conclusão: Um dos testículos do menino estava sendo absorvido pelo organismo e esta em estado cancerígeno. O médico conversou com a mãe e falou que o caminho mais rápido para não prejudicar a saúde do menino e mesmo sua futura fertilidade, seria remover o testículo defeituoso e fase biópsia. A cirurgia seria simples e rápida e a criança não sentiria muitas dores pós-cirúrgica. Cirurgia simples e rápida.
Data marcada, cirurgia feita e na hora em que a mãe foi pedir alta ao médico, ele disse: Mãe, se você não tivesse observado isso, seu filho poderia vir a desenvolver um câncer maligno nos testículos. Teríamos que removê-los e muito provavelmente teria que fazer uma bateria de quimioterapia. Como fui que você descobriu isso?!
Eu não me lembro do que foi respondido, mas acredito que a resposta deve ter saindo mais ou menos assim: Eu sou mãe, doutor.
Tem explicar isso? Fique a vontade para deixar seu comentário.
 Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
Ps: Eu coloque a imagem da mamãe pinguim porque se você já assistiu ao filme "A marcha dos pinguins" vai entender o sacrifício que eles fazem para ter um filhote.
Fique a vontade para deixar seu comentário.

Calça cansada


Calça suja
Quase sempre que viajo ao interior ouço cada história... Umas mais engraçadas que outras...
Mas as histórias mais intrigantes que ouço são aquelas histórias antigas. Aquelas histórias que você não consegue entender por meio de ciência alguma como foi que o ser humano teve tal ideia.
Já contei a história do Frango Vidente que sinceramente está mais pra mandinga que para simpatia...
E uma história sobre Crendices que certa vez ouvi em uma padaria...
Essa história que vou contar é baseada em um fato real (Se é um fato... É real. É um vício de linguagem.).
 Vamos à história...
Estava almoçando quando em meio a conversa ouviu algo assim:
- Ele não sabe nem cuidar dele mesmo... Saiu correndo atrás de mim pedindo a calça para dormir... Pra colocar embaixo da cama para dormir...
Opa! Parei a conversa. Perguntei:
- Como assim?! Que história é essa?
- Você nunca ouviu falar disso não?!  (Bom... observar link assim...)
E ela continuou a explicação: Quando a criança é bebê pequeno (Hummm.. Olha o link de novo! ). Com uns quatro meses mais ou menos e não consegue dormir. Os antigos pegavam a calça que o pai trabalhou o dia inteiro dobrava e colocava debaixo do travesseiro do bebê. Assim o cansaço da calça passa para o bebê... E ele dorme. Já fiz isso e funciona.
Agora vamos usar a imaginação ou o realismo como queira... Imagine se o pai da criança é um lixeiro... Ou açougueiro... Nem vou dar mais ideia!
Bom... Até aqui esta tudo bem. Mas quem pediu a calça para colocar embaixo da cama tem mais de 50 anos de idade. E detalhe: A calça era dele.
Parei e pensei: Talvez seja mais um caso do "Adauto Chupetinha" da Novela Avenida Brasil... Em outra versão é claro!
Vou ficar por aqui (Rindo muito)...
Isso é muito pra cabeça de qualquer um, não acha? Bom... Fique a vontade para deixar seu comentário.

Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Erro de cálculo


Tem coisas que nos fazem lembrar situações que você jamais lembraríamos espontaneamente. Essa história é sobre uma dessas situações.
Estava no banheiro quando olhei para o ralo do chuveiro e me lembrei disso...
Há alguns anos atrás conheci um garoto que tinha, segundo a mãe, um comportamento diferente dos outros. Fato que ele estava sempre às voltas nas seções de terapia por imposição da mãe.
A mãe dele se irritava muito com os comportamentos inesperados que ele apresentava, e por vezes ficava muito perturbada a respeito e meio perdida.
Eu não conseguia ver essas coisas nele. Eu achava que ele pensava diferente dos outros, tinha uma maneira diferente de enxergar as coisas e que precisa ser ensinado usando métodos alternativos. Bom, antes que isso vire outra história, me deixa voltar à história.
Como faz mais muitos anos não me lembro de muitos detalhes. Mas isso foi muito engraçado...  (risos).
A mãe dele gritou com ele para que fosse tomar banho logo, pois esta demorando muito para ir. Ele, depois de alguma resistência, entrou no banheiro. Estava demorando muito e a mãe dele foi verificar se estava tudo bem. Ele prontamente respondeu que estava e ligou o chuveiro. Aqui você pode fazer uma pausa para pensar o que um garoto estaria fazendo em silêncio no banheiro.
Tomou banho e saiu do banheiro. A mãe dele foi verificar se estava tudo em ordem para que o próximo entrasse no banho e percebeu que o boxe estava cheio de água. Como costumamos dizer... "O banheiro estava nadando"... (risos).
Quando a mãe abriu o boxe, sentiu um cheiro muito forte de merda... Isso mesmo de fezes... Olhou no ralo do boxe e percebeu que o garoto havia defecado no ralo do boxe.
Ficou furiosa! Chamou ele e pediu para ele se explicar já sentando a mão nas orelhas do moçolho. Ele ficou como os olhos mareados e ficou estático. Com a insistência veio a resposta:
- Ahhh! Calculei errado só isso! Como sei que quando agente usa o banheiro e dá descarga vai tudo para o esgoto. Eu pensei em usar o ralo do banheiro, já que a água aqui vai pro mesmo lugar. Quando eu entrei no banheiro, no meio do banho me deu vontade de usar o banheiro. Não quis sair do chuveiro. Então tirei a tampa do ralo e fiz lá mesmo. O problema é que eu não sabia que o ralo era estreito e que eu ia cagar tanto... Foi só isso calculei errado! (Saiu do estado de choro e começou a rir...)
Ela ficou sem saber o que fazer: se batia... Se ria... (Já em meio a muitas gargalhadas). Aproveitou e explicou pra ele que não funcionava daquele jeito.
Só sei que por muito tempo sempre que me lembrava disso eu ria muito... (risos).
Vou ficar por aqui.
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
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sábado, 20 de outubro de 2012

Lição de vida


Há muito tempo fui a um culto onde o pastor, pregando sobre relacionamentos, falava para as mulheres usarem os presentes que ganhavam de seus maridos imediatamente, ou o quanto antes. Nada de deixar guardado ou ficar acumulando presentes nas gavetas para usarem algum dia... Em um dia especial ou coisa assim.
A argumentação foi simples e direta: Não seja trouxa Minha Irmã! Use mesmo todos os presentes que você ganhar do seu marido. Você fica guardando e quando morrer, ele vai colocar outra no lugar e ela vai usar tudo no seu lugar. Não pense que será diferente. Não se engane! O dia especial é hoje!
Veja como a vida nos surpreende...
Estava com minha esposa passeando e comprando algumas lembranças em Porto de Galinhas - PE quando, não me lembro por qual motivo, ela fez o seguinte comentário: Eu não guardo presentes que ganho não.
Quis saber o motivo e por incrível que pareça, ela me contou uma história que foi de encontro ao que o pastor pregou alguns anos atrás.
Uma tia dela tinha mania de guardar tudo o que ganhava. Estocava presentes e nunca os usavam. Quando ela veio a falecer. A mãe dela foi visitar o viúvo depois de um tempo. Ele já estava com outra mulher. Ela ficou surpresa ao perceber que tudo o que a outra havia ganhado e guardado estava sendo usado pela nova esposa. Depois desse dia nem ela, nem a mãe dela guarda presente que ganha.
Uma lição de vida que foi passada na prática.
Bom... Fico por aqui. Muito Obrigado por ler Meu Blog e até meu próximo texto!
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Frango Vidente

Frango Adivinho
Estávamos todos conversando na sala descontraidamente quando começamos a falar de gravidez e filhos. Quando o Seu Paulo contou que precisou vender 100 frangos só pra comprar uma bendita de uma boneca chamada “Bate Palminha" pra sua filha Katia quando essa era criança.
Em meio a conversa, ele lembrou que havia comprado um frango na semana pra fazer a tal simpatia do "Frango". Foi então que fiquei curioso e quis saber do que se tratava.
Queria saber o que a era e de onde veio essa simpatia do "Frango"...
Seu Paulo contou que em São Simão-SP havia uma única parteira a qual segurou a ele e a todos os 13 irmãos. Essa senhora se chamava Jeroma. E em homenagem a ela, segundo ele contou, o prefeito da cidade na época de nome Celão, fez um berçário e a homenageou, dando o nome de Berçário Dona Jeroma. Pesquisando na internet, verifiquei que o nome correto é “Jeronyma Ignacia de Jesus Esteca Dona Jeroma Berçário”.
Essa senhora, quando uma mulher grávida entre quatro e seis meses a procurava, ela fazia uma simpatia com um frango para saber o sexo da criança da qual nunca falhou ao longo de sua vida de parteira.
Essa simpatia ela ensinou a mãe de Seu Paulo que por sua vez ensinou a ele. E hoje muitas mulheres grávidas na cidade que o conhecem, o chamam pra fazer a tal simpatia.
Minha mãe conta que essa simpatia é muito antiga e que essas simpatias antigas não falham, mas não se explicou muito. A mãe de Seu Paulo viveu mais de 90 anos então acredito que essa simpatia deve ser centenária.
O povo brasileiro e crédulo em sua constituição: índios, negros e brancos. E seus agregados que viram depois fizeram essa nação que é um misto de crendices, crenças e religiões. Onde cada qual segundo seu entendimento busca sua salvação onde melhor lhe agradar. Assim se firma a nossa democracia e o respeito pela liberdade de religião. Já escrevi sobre Crendices um tempo atrás.
Ele contou que certa vez fez a tal simpatia em secreto, por que a mãe não queria saber o sexo da criança, sendo ele amigo da família, escreveu em um papel e guardou. Quando a criança nasceu antes que o pai falasse alguma coisa ele falou: "Nasceu o Cauê?!". O pai perguntou como sabia, foi então que contou que havia feito a tal simpatia a muito tempo atrás e entregou o papel ao pai.
Um outro feito que ele contou foi que uma senhora lhe pediu a simpatia, ele fez. No entanto, para garantir o resultado, ela pediu para repedir a simpatia. Ele não quis fazer e disse a ela que poderia vir gêmeos. Não repetiu a simpatia.
O confiança na simpatia é tal que quando uma de suas filhas estava grávida ele fez a simpatia e disse a ela: "Pode comprar azul, Filha”. E de fato nasceu um menino.  Sua filha contou que comprou de fato tudo azul, mas fez cinco ultrassons que confirmaram o sexo de menino.
Entre ou casos que contou da tal simpatia, contou que certa vez uma senhora o chamou pra fazer a tal simpatia, mas já lhe havia comentado que gostaria muito que fosse uma menina. Ele fez a tal simpatia e ficou aguardando o resultado, quando foi dar uma olhada no frango estava sinalizando ser um menino. Ele ficou preocupado em falar pra ela o resultado, mas tinha que falar. Então saiu do local onde estava o frango e foi até a cozinha. Quando voltou viu que o frango sinalizava uma menina e de fato nasceu uma menina.
Curioso por saber como era a tal simpatia, perguntei como ele fazia. Veio a explicação:
Você tem que comprar um frango vivo. Não pode ser galinha, nem galo.
Senta em uma banco e segura o frango pelo pescoço.
Fala o nome da mulher grávida e mentaliza a imagem dela em sua mente.
Em seguida pergunta o sexo da criança e destronca o pescoço do frango.
Larga o frango no chão, vira as costa e sai do lugar.
Não pode ver o frango morrendo.
Aguarda o frango morrer.
Quando voltar, se o frango estiver com as costas no chão e os pés pra cima: é menina. Se estiver de lado é menino.
Coisa bem estranha! Não?!
Do meu ponto de vista é mais simples fazer um ultrassom, Não?! Mas naquela época não era tão fácil como hoje e por este motivo as pessoas apelavam para esse tipo de simpatia.
A discussão a partir daqui pode ficar extensa, pois quem usa animal em simpatia, esta fazendo oferenda e no caso só não sabe que esta fazendo isso... Tô certo?! Ou tô errado? Me ajuda ai Ohhh. E faça seu comentário!
Bom... Vou ficar por aqui.
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!