domingo, 9 de setembro de 2012

O cachorro e a lata

Eu não sei como, nem porque vim parar aqui nesse quadrado. Minha dona chama isso de varanda. E daqui não consigo enxergar nada, a não ser estas paredes ao meu redor e a porta por onde ela entra. E tem uma abertura no alto cheio de telas por onde vejo o sol.
Ela sai pra trabalhar... Sai pra passear... Eu... Bom... Eu fico aqui. Algumas vezes ela me leva pra passear também.
Até que não é triste não! Ela me dá carinho, comida e me leva pra passear algumas vezes.
Eu ouvi ela conversando com o marido dela e eles falaram que eu sou um tipo de estágio para que eles tenham filhos... Isso aqui esta bem legal.
Certa vez eles falaram em fazer um churrasco para os amigos, para comemorar o aniversário de um amigo muito antigo. E todo mundo feliz!
Eu estava tranquilo em meu quadrado, quando ela entrou com alguns pacotes de lata. Como a festa seria no final de semana, colocaram mais algumas coisas lá também.
Meu quadrado que não é grande, ficou menor.
Quando ela saiu de casa. Trancou a porta. Fiquei olhando pro pacote e parece que ele também estava olhando pra mim. Não gostei muito da atitude dele e comecei a latir pra ele. Ele ficou parado. Considerei ele muito petulante e parti pra cima dele. Numa das minhas investidas um dos pacotes caiu no chão.
Fiquei invocado com aquela atitude do pacote em querer me agredir... ahhh ai sim foi que o bicho pegou! Parti pra cima dele. Mordidas e arrastos e uma das latas saiu do pacote... Começou a rolar. Tentei pegar... Ela escapou... Ai não deu! Parti pra cima dela também... Escapou. Sai pra cima dela com vontade desta vez... E ela escapando... Ai não deu! Dei-lhe uma mordida bem dada e la começou a fazer um barulho muito estranho e alto... Parecia minha Dona me pedindo para ficar quieto! Que insulto!  Xiiiiiii Que “Xiiiii” o quê!
Ai que foi uma confusão daquelas e começou a espirrar em mim e eu a latir pra ela... e era líquido para tudo quando é lado... Eu latindo e ela correndo... Até que eu cansei e ela parou com aquele barulho. É coloquei as coisas no lugar. Aqui no meu quadrado quem manda sou eu.
Fiquei tão cansado, já tinha tomado toda a aguá... Olhei pro chão e tinha aquele líquido lá... Ufa! Comecei a tomar ele mesmo para matar minha cede. Hummm... Não sei se foi a briga que me abateu... mas o líquido tinha um sabor diferente... Não era água!
Tomei tudo e fiquei meio devagar entrei na minha casinha!
Quando de repente ouvi Minha Dona me chamar e parecia bem loooonnnge... “Preto! Preto!”. Achei que estava sonhando... quando ouvi mais forte...Opss! Era ela mesmo!
Levantei e percebi que minhas patas não estavam muito boas... não estava nada firme... e parecei que eu estava com um soriso bobo na fuça. Quando ouvir ela gritando:
- Olha o que você fez?!! Esta tudo sujo de cerveja! Olha o teto... Nossa que fedo!!!
Eu só sei que depois disso minha vida mudou. Hoje moro em uma casa grande, tem espaço pra eu correr... Ahhh! Ela chama a minha nova dona de “Mamãe”.

Nota do autor: Eu escrevi na perspectiva do cachorro porque seu donos poderiam omitir os fatos.

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Comportamento infeliz


Se não aconteceu na empresa em que você trabalha, certamente aconteceu com alguém ou tem um amigo que já passou por situação semelhante... É o que eu vou chamar de comportamento infeliz.
Quantas vezes você já não deixou um suco, um iogurte na geladeira do seu trabalho para tomar mais tarde e quando vai até geladeira... Cadê?!! Sumiu.
Isso não é um comportamento infeliz ao que se espera?! Não é um comportamento completamente aveso ao que você considera coerente?!
A certeza de impunidade é algo tão comum à sociedade brasileira que algumas pessoas tem esse tipo comportamento. Elas acreditam que por causa de um biscoito, um copinho de iogurte... A porcaria que for... Não vai acontecer nada. Isso é do meu ponto de vista algo completamente inaceitável. Mas é uma coisa que acontece de maneira comum em muitos escritórios por esse Brasil a fora. Não posso afirmar que isso não aconteça em outros países, mas ainda que, isso não será diferente lá e em nenhum lugar do mundo... Se apropriar do que não é seu é qualquer coisa assim... Completamente fora do padrão... É roubo.
No livro de Ana Beatriz Barbosa Silva, Mentes Perigosas. Você vai encontrar uma página que inicia com o seguinte parágrafo:
“Eles vivem entre nós, parecem fisicamente conosco, mas são desprovidos deste sentido tão especial: a consciência.”
Existem sim. Criaturas que são completamente desprovidas desse item: consciência.
A autora ainda coloca... “Admitir que existem criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o  “mal” habita entre nós, lado a lado, cara a cara”.
Primeiro é preciso entender que nem todo psicopata é exatamente aqueles que vemos nas telas de cinema. Nem todos são assassinos em séries e nem mesmo teria coragem para matar uma pessoa. Existem os psicopatas que vivem de fazer essas intrigas sociais: Roubar biscoitos, fazer fofoca... e se divertir com as intrigas que conseguem. E no Brasil, esse tipo de pessoa tem espaço... Nossas leis e nossas heranças sociais... “Se ele faz também posso fazer”... Dão espaço para esse indivíduos.
Fala Sério !? É complicado não?!  Mas essas figuras estão soltas por ai... Você com certeza conhece alguma. Não?!
Não quero de maneira alguma dizer aqui que todos que agem dessa maneira são psicopatas. Mas se age de maneira consciênte, só por sacanagem... Não é normal. É um psicopata social com baixíssimo grau de agressividade, mas com alto grau de sacanagem... Ahhh fala sério?! Ladrãozinho de galinha!
São pessoas que tem uma doença que não tem cura, mas são inteligentes para saber que se a lei puni... ou se punisse... seriam punidas!
Parei.

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sábado, 1 de setembro de 2012

O ladrão de bolachas


Isso com certeza já deve ter acontecido com um amigo de um amigo seu...
Esse jargão é de um desenho animado... Nunca assistiu?! Eu não me lembro o nome do desenho. Bom... Se você se lembra coloque o nome no comentário... Vamos ao texto....
Um amigo tinha por hábito levar um pacote de bolachas para o serviço. Não sei precisar se todos os dias ou dia sim, dia não. O fato é que sobrava sempre um pouco de bolacha, o qual ele deixa na gaveta.
Passado um tempo já com esse hábito de deixar a sobra de bolachas na gaveta, de uma hora para outra as bolachas começaram a sumir... Isso mesmo... O pacote de bolachas, ou as sobras das bolachas, começaram a ser roubadas.
Meu amigo ficava indignado com o roubo do pacote de bolacha. Motivo: A gaveta ficava trancada. O ladrão abria a gaveta. Roubava o pacote de bolacha e fecha a gaveta como senão tivesse acontecido nada! A indignação era total.
Ele chegava já falando: Quero ver se esse ladrãozinho de bolacha me roubou de novo!
Comentava comigo e com os demais, o que estava acontecendo e todos davam uma ideia sobre como resolver o problema. Pede para ver as câmeras... As câmeras não estão funcionando... E por ai vai.
Ele decidiu então deixar um recado: “O que você vai roubar hoje? Eiimm Seu ladrão safado!”
No dia seguinte abriu a gaveta. O papel não estava lá! Resumindo: Roubou o papel.
Ele parou de deixar o pacote de bolacha. 
Resolvido o problema.

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A Bisnaguinha Engraxada


Nunca sabemos como e nem porque esse tipo de coisa acontece... mas elas acontecem... E nos locais onde você não acredita que poderia acontecer.
Fui ao escritório de amigos e enquanto conversávamos passado um tempo começamos a falar entre outros assuntos sobre alguns comportamentos estranhos que acontecem em escritórios que normalmente nos irritam... Quando não nos deixam assim... Sem entender!
Veja que estranho isso que aconteceu em um escritório de um amigo de um amigo meu...
Todos os dias ele deixava na geladeira uma pacote de bisnaguinha para tomar café durante o dia. Por vezes quando chegava pra pegar o pacote, estava aberto e como se não bastasse uma meia-bisnaga mordida no pacote. Algo como que se o meliante quisesse dizer: “Hehehe Comi  sua bisnaguinha mesmo! Comi mesmo!”.
E isso não só acontecia com o pacote de bisnaga que ele deixava. Certa vez uma colega de trabalho deixou um lanche para tomar café no dia seguinte, quando voltasse da academia. Quando foi pegar o lanche... O lanche estava pela metade e com as mordidas deixadas de propósito. E assim o meliante ria da cara de todos.
O mais incrível e óbvio... Não poderia ser outra pessoa que não do escritório. Afinal não entrava nenhum estranho no ambiente. E certamente o gatuno participava das conversar como se fosse uma vítima também daquele indesejado comportamento que deixava suas vítimas indignadas!
Esse amigo de uma amigo meu já estava indignado com a situação e sabia mais ou menos quando o crime acontecia. Resolveu então criar uma estratégia para pegar o meliante.
Comprou um pacote de bisnaguinha e uma bisnaga de graxa. Isso aqueles de injetar em dobradiças que tem uma ponta aguda para alcançar os cantinhos. Limpou adequadamente a ponta do injetor. Pegou uma por uma das bisnaguinhas e injetou graxa nas bisnaguinhas. De maneira que não aparecesse o conteúdo. Teve o trabalho de fechar o pacote adequadamente e colocou na geladeira próximo ao horário em que o meliante agiria. Subiu para o andar do escritório onde trabalhava e lá ficou aguardando... Crueldade!
Não demorou muito, quanto todos começaram a conversar novamente sobre o assunto... Uma das pessoas que estava conversando começou a cuspir e enjoar... Ahhh Rahhh Pegaram o meliante!
Antes de ser mandado embora, o agora desmascarado meliante, ouviu um monte... Poucas e boas.
Esse é uma historia  verídica que foi ficcionada propositalmente para ocultar a identidades dos envolvidos... E aconteceu com um amigo de uma amigo meu!
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!