segunda-feira, 30 de julho de 2012

Você não entende... mas é assim por aqui.


Tem coisas nessa vida que você vai viver anos e nunca vai entender porquê elas são da maneira que são. Uma dessas coisas são os famosos usos e costumes do povo brasileiro.

Veja que interessante o mecanismo de devolução de carrinho de carga que muitos condomínios tem por aqui em São Paulo. E este mecanismo, não depende da região onde a pessoa mora, já o vi na ZL na ZN... É interessante...

A maioria dos condomínios tem os carrinhos para levar as compras para os apartamentos... Carrinhos de compras.

O mecanismo funciona da seguinte maneira: Cada apartamento tem uma chave e na chave tem o número do apartamento. Quando você chega com as compras, vai até o local, onde na maioria das vezes é  próximo aos elevadores. Para você usar o carrinho é necessário destravar e para isso usa a chave que tem o número do seu apartamento. Detalhe... A chave fica presa no local. Só assim o carrinho é liberado. Quando você terminar de usar o carrinho... Devolve no local e retira a chave.

Agora se por acaso... Você se esquecer de devolver o carrinho. O zelador ou um outro condomínio sabe através do número da chave... Quem pegou o carrinho. Então é só ligar para o apartamento e pedir a devolução.

Eu achei isso interessante. Não achou?!!

A questão aqui é a seguinte: Porque precisamos disso?! Chave, corrente, carrinho?!

Simples. Não sei de onde vem essa nossa cultura ridícula de sumir como o objeto alheio. De fazer uso do que não é nosso e não devolver. Se todos são inteligentes e vivem em uma sociedade inteligente... O bom senso deveria imperar. Deveria ser algo em nosso “dna social”. Em sendo assim não precisaríamos desse tipo de mecanísmo ridículo. Que foi desenvolvido para garantir que os carrinhos não sumam e vão parar como objeto de enfeite em algum sítio. Incrível, não?!!

Seguindo esse mesmo padrão ridículo são os cabos de aço para prender os notebooks estando dentro da empresa... Ter que trancar as gavetas quando voltamos para casa... Entrar na academia e ter que trancar as coisas no armário... E por ai vai. Sempre me pergunto: Será que existe algum lugar no mundo, onde o bom senso é a regra e não a excessão? Onde o mal é vigiado por todos e não todos temer o mal?

Acho que deve ter... Será !?

Bom ... Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!


terça-feira, 24 de julho de 2012

Somos a sociedade que condena as coisas a Invisibilidade

Eu gosto de ler e tenho certeza que você que esta lendo este texto também deve gostar. Algumas vezes começamos a ler algumas histórias e durante a leitura vamos criando uma expectativa que nem sempre no final do texto se confirma. E algumas vezes começamos a ler o texto sem muitas pretenções e somos superendidos com uma daquelas histórias que fazem sua alma chorar e te levam a uma profunda reflexão.

Pois bem... Foi isso que aconteceu com a história que vou transcrever abaixo... Uma história tão gostosa que pedi ao autor Daniel Moreto Silvestre (Dan) autorização para publicar aqui no blog. Recebi através do Google Plus por compartilhamento de Rafael XE

Tenho certeza que você vai gostar... Vamos ao texto na integra:

Somos a sociedade que condena as coisas a Invisibilidade
Meio comprido mas acredito que vale a pena ler

Sem mentiras, isso aconteceu comigo. Faz pouco mais de 1 ano, mas resolvi compartilhar com vocês.
Estava no ABC Paulista visitando uns tios e queria ir para o centro de São Paulo. Meio sem grana, não peguei o ônibus até o trem porque estava com o dinheiro contado. Era uma caminhada de de uns 30 minutos.

A certa altura do caminho, um senhor, que visivelmente não tomava banho fazia um tempinho, com a barba grande, roupas um pouco rasgadas, com um saco de estopa nas costas, com um leve cheiro de álcool me parou e pediu dinheiro.
Primeiro, aprendi a nunca dar dinheiro assim, na rua, nem quando batem no portão de casa, meus pais me ensinaram que você só teria certeza da sua boa ação até o momento de deixar o dinheiro na mão de quem está pedindo. Minha mãe sempre me ensinou, ao invés, a nunca negar comida.
Outra coisa que aprendi ao longo da minha curta vida até agora é que nada somos sozinhos e a ajuda já chegou a mim de lugares improváveis, então não custa demostrar gratidão sendo você mesmo um bem feitor.
Aquele senhor tinha um olhar triste e fui atencioso e perguntei se ele estava com fome, que não daria dinheiro mas poderia comprar algo.

Para minha surpresa ele falou que não queria comida, queria beber. Perguntei se ele tinha certeza se não queria algo, estávamos próximos a uma padaria, ofereci salgado, café. Mesmo assim aquele senhor recusou. Então falei que não poderia ajudar, desejei boa tarde e comecei a andar.

Poucos passos depois ele fala comigo novamente: "Sabe rapaz, você lembra meu filho".
Nessa eu já estava parado olhando para ele e não sabia o que dizer. Então ele perguntou se ele poderia me acompanhar. Tentando dar uma desculpa disse que estava indo para a estação de trens (sentido contrário ao qual ele estava) e ele disse que não tinha problema. Falei que tudo bem e começamos a andar.

Ele mancava um pouco então reduzi o passo, o que é difícil pra mim, ando super rápido, mais difícil ainda porque queria, confesso, terminar aquilo.
Mas acabei me deixar levar para a conversa. Ele começou a falar da família dele, de como ele parou na rua, de como perdeu um filho num acidente e a esposa pela tristeza, de como começou a beber, de como o outro filho resolveu esquecer que ele existia. De como era difícil se ver sem ninguém,  se tornar aquilo que você tinha asco e chegar ao ponto surpreendente de se conformar em ser invisível.

"Não sou ladrão nem bandido, mas quando as pessoas não passam direto elas fazem questão de passar longe. É estranho isso. Eu fazia isso".
A passos lentos, deu para ouvir as infelicidades que aquele homem teve, e ter noção do quanto mais ele iria passar. Quando chegamos na estação, estava comovido, não sabia o que dizer, nem como confortá-lo (se é que havia como). Ele quebrou o silêncio.

"Obrigado, rapaz,  fazia muito tempo que não conversava com alguém que não fosse bêbado. Você fez lembrar do meu filho que morreu, e já fazia tempo que eu não lembrava mais de como era o rosto dele". Disse que não precisava agradecer. "Precisa sim, é bom ser enxergado".

Sou o maior manteiga derretida da face da Terra, quem me conhece sabe disso, e estava querendo chorar já. Então ele falou mais uma vez. "Posso pedir mais uma coisa, se não quiser, tudo bem". Assenti com a cabeça porque sabia que minha voz não ia sair direito.
"Meu filho partiu sem eu ter dado um abraço nele...sei que você não é ele, mas posso te abraçar?"

Nessa hora esqueci que ele era morador de rua, esqueci o mal cheiro, esqueci a má aparência daquele senhor, esqueci que havia dezenas e dezenas de pessoas na rua que olhariam para onde eu estava. Quando percebi, estava abraçando aquele estranho.

Somos a espécie, dita dominante. A espécie inteligente, como costumamos e gostamos de nos proclamar. Mas também somos a espécie destrutiva. A espécie que esquece o seu lugar e acha que pode tudo. Somos a espécie que é predadora de nós mesmos. Somos a espécie que vive em sociedade e preza por ela, mas só quando nos favorece. Cortamos os galhos que não gostamos. Esquecemos de nós mesmos, esquecemos do nosso vizinho, esquecemos de quem é próximo. Aprendemos a não enxergar os problemas a nossa volta. 

Aprendemos a condenar coisas, situações, problemas e pessoas a invisibilidade. Está certo isso? Não estou dizendo para sair oferecendo abraços a moradores de ruas. Estou dizendo para enxergarmos mais. Sermos, de fato, mais humanos.
No fim das contas o que me deixou ainda mais pensativo naquele dia, não foi tão somente a história daquele homem, nem o pedido, nem o abraço em si. Foi o que ele me disse antes de soltar o abraço e sair andando e me deixar parado de frente para a estação.
"Obrigado meu filho, hoje eu não vou beber"

Gostei muito dessa história... É realmente para refletirmos e muito...


Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Família


Respeitar é o mais importante... Quero ver você convencer aqueles que não acreditam nisso...

Você pode pensar o que quiser e defender qualquer posição religiosa ou social.
Não importa o seu nível de rebeldia para aceitar ou não fato.
Algumas coisas sempre transcenderam ao seu entendimento por que elas foram feitas não para serem questionadas mas para serem aceitas.
Não importa o mecanismo usado para fazer seu questionamento.
Se social através de pesquisas nas ruas ou grupo sociais... Ou científico nos laboratórios com milhares e milhares de dólares.

São coisas que fazem parte de uma mecanismo que fustiga de maneira contundente a mente daqueles que questionam "Por que é assim?" ou “Como pode ser assim?”.

Tente contrarias o texto usando o contexto que desejar...
"O Ser Humano somente se multiplica dentro de uma relação familiar através de uma relação heterossexual".

Senão gostou do "Relação familiar" dentro do texto?
Lembre-se que o ser humano ao nascer... Não nasce andando e falando e com condição de buscar seu próprio alimento.
Pense... Veja se consegue contraria?!

O texto assim comprova uma coisa que ainda que você queira contrariar...Questiono que consiga: A família é uma instituição sem a qual o ser humano não sobrevive.

Não estou questionando caráter, ou problemas familiares, se a família é ruim ou boa... Apenas a questão do nascimento do ser humano e seu crescimento.

Pode não ser criado pela própria família, mas ainda assim precisará de uma família. Seja uma família adotiva, seja sua família original. Um ser humano, assim que nasce, não sobrevive sem... Família!

Você já deve ter lido em algum lugar: “Família é a instituição mais antiga da sociedade”.
E certamente deve ter ouvido ou lido: “A família é um projeto de Deus“.

Pense... Veja se consegue contrariar o que foi dito?!!

Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!


quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Dono da Bola


Você se lembra do dono da bola?
Bom... Você que jogou bola na vila ou na quadra do bairro quando criança... Lembra?!

Quando eu era criança, era uma época em que nem todos os pais podiam comprar para suas crianças uma bola de futebol. Era muito comum ver uma bola improvisada com meias velhas e a famosa cabeça de boneca.

Eu era criança e não me pergunte porquê? Não dava pra compra uma bola. Eu simplesmente não sei. Mas garanto que devia ser muito caro. Só alguns poucos felizardos tinha uma bola de verdade. E era uma bola de plástico. Uma bola de capotão, de couro... coisa raríssima. Era um conto de fadas para garotos como eu que morava na vila.

O dono da bola era exatamente... O garoto que tinha a bola.
Pra você jogar, ele tinha que jogar. Sem ele jogar... Nada de futebol.
E não sei se por um capricho da situação... O dono da bola era ruim de bola pra caramba!

Ninguém queria ele no time, mas como o cara era “O Dono da Bola” não tinha jeito...
E tinha um detalhe... Se ele fosse escolhido por último ou pra goleiro... Não tinha jogo.
Tinha que jogar na linha e quase sempre ficava na “banheira”... Na frente do gol esperando a bola.

Sempre tinha que escolher ele primeiro. Isso quando ele não chegava com a bola embaixo do braço e falava: - Vamos jogar? Eu escolho.
Resumindo: Ele escolhi os melhores pro time dele.

Situação chata mesmo era quando o time dele estava tomando de goleada... Ele simplesmente falava:  “Minha mãe esta me chamando”...  Enfiava a bola embaixo do braço e pronto!  A partida acaba ali!

Quando não... Tinha sempre na turma um puxa-saco do “Dono da Bola” que sempre ficava com a bola quando ele inventava que a mãe tava chamando... Ai aparecia o vice-“Dono da Bola” e voltamos a mesma ladainha.

Isso tudo faz parte de um “tempo bom que não volta nunca mais”... Mas curti muito.
Vou ficar por aqui... Espero que tenha gostado do texto. ;D

Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!


domingo, 15 de julho de 2012

Ecologicamente corretos a 50 anos atrás


Não faz muito tempo, quando começou a veicular as chamadas da Rio+20, comentei com um amigo sobre como as coisas eram quando nós eramos crianças. Que o leite vinha em uma garrafa de vidro com uma tampinha de alumínio e que tinha que lavar a garrafa pra devolver e pegar outro. Pensei em colocar essa história no Blog.

Não passou muito tempo, meu amigo Bruno Patrussi, me enviou um e-mail falando exatamente sobre uma senhora que vai ao supermercado e é interpelada pelo funcionário do caixa... Veja que interessante...

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois  quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.
Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Interessante não !?!

Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!