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08 de Abril de 2162. O legado do Pré-Sal.


Os primeiros indícios do pré-sal foram encontrados na Bacia de Santos em 2005. Após analises no segundo poço de Tupi, foi constatada uma capacidade de recuperação entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural.
O navio-plataforma P-50 ao entrar em operação para uso nas novas descobertas, o que ocorreu em águas mais profundas. E com isso o Brasil atingiu a autossuficiência e sustentabilidade na produção de petróleo, alcançando dois milhões de barris por dia.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estipulou em 8 de novembro de 2007 que fossem excluídos da 9ª Rodada de Licitações 41 blocos relacionados às possíveis acumulações em reservatórios do Pré-Sal, com objetivo de preservar o interesse nacional em relação as Bacias do Espírito Santo, de Campos e Santos, na promoção do aproveitamento racional dos recursos energéticos do País.
Em dia 2 de setembro de 2008, o navio-plataforma P-34 extraiu os primeiros litros de óleo da camada Pré-Sal, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos (RJ). Em maio de 2009, deu-se início à produção de petróleo na descoberta de Tupi, por meio do Teste de Longa Duração (TLD).
Conceituamos o pré-sal como uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal encontrada a alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Formada há 150 milhões de anos, a camada possui grandes reservatórios de óleo leve, que possui melhor qualidade e produz petróleo mais fino. As rochas do pré-sal têm extensão de 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e atingem até 200 quilômetros de largura. A partir de 6.000 metros de profundidade fica a camada do pré-sal. A extração do petróleo é feita a partir de 8.000 metros de profundidade.
Com a descoberta do pré-sal o patamar do Brasil em relação aos países produtores de petróleo mudou, colocando o país entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo.
Os políticos passaram a discutir sobre o que fazer com as riquezas do pré-sal e o povo brasileiro passou a sentir um orgulho acentuado em relação as suas novas riquezas. Passamos a ter uma divisão de interesses econômicos entre: O que interessa ao país e o que interessa aos políticos. As questões relacionadas as consequências futuras provocadas pelas extração do petróleo do pré-sal ficaram no âmbito do esquecimento e passaram ao largo. O mais importante seria colocar o país na vanguarda do desenvolvimento que se preocupar com o que aconteceria em 50, 100 ou 150 anos. As consequências do processo de extração do petróleo e o caos que poderia causar a natureza.
Após 50 anos de extração de petróleo da camada pré-sal, ouve uma acomodação nas camadas superiores ao pré-sal, provocada por verdadeiras cavernas deixadas pelo processo de extração do petróleo. As acomodações subterrâneas geram abalos sísmicos na superfície da terra provocando catástrofes em nossas cidades.
Hoje as 03:52h, horário de Brasília, São Paulo a 750m acima do nível do mar, teve um tremor em uma de suas principais avenidas, o maior centro financeiro do país. A Avenida Paulista teve seus prédios destruídos.Não sendo construídos para suportar abalos sísmicos foram completamente destruídos. Causando o desespero e o caos a muitos brasileiros.
A Cidade de Santos que fora sucumbida aos poucos se transformou em ruínas submersas em quase toda sua extensão.  Seguiu afundando lentamente sem que nada pode-se ser feito para alterar seu curso rumo a submersão. Com o avanço do mar sobre a cidade. Sua população voltando para o Planalto Paulista já populoso alterou a convivência social, provocada pela falta de recursos e o sentimento de invasão a capital.
Poucas minutos após o abalo sísmico sofrido por São Paulo... O Rio de Janeiro, com suas 4 usinas nucleares no entorno de Angra dos Reis. Após a recente acomodação das camadas subterrâneas viu uma de suas usinas explodirem causando uma imagem jamais imaginada aos brasileiros. Com o recuo das nuvens vistas ao longe e um formato de cogumelo vista no horizonte, o sinal da explosão nuclear provocada pela tragédia.
O abalo sísmico foi sentido do Rio de Janeiro a Santa Catarina, alterando toda a paisagem, afetando de maneira profunda a vida de muitos brasileiros e o que antes era conhecido como paraíso agora se tornou um local perigoso e contaminado. As autoridades estão trabalhando para fazer o levantamento dos prejuízos financeiros e das vidas perdidas nisso que podemos certamente afirmar como a maior tragédia já registrada na história do nosso país.
Em um processo continuo de adaptação as novas realidades imposta pelos homens a natureza, nos vimos obrigados a aceitar o julgamento feito por ela, as nossas ações em busca daquilo que nominamos progresso e agora não há o que fazer além de buscar uma nova forma de vida aos desafortunados da tragédia: O povo brasileiro.
O grande volume de CO2 dispersados pelo processo de refinamento do petróleo já a alguns anos vinham alterando a paisagem e o clima de muitas regiões do pais... E agora caminhamos no processo continuo de adaptação na qual muitos seres humanos do passado sabiam dos acontecimentos presente em seu tempo, mas preocupados apenas com seus interesse e acreditam não estarem vivos para ver os acontecimentos de suas ações. No seu profundo egoísmo riram a suas gerações.  
Ufa!!! Ainda bem que acordei!  Se você leu... Obrigado por ler meu blog e no próximo texto melhor aliviar... Ufa!!
(c) Obra de ficção todos direitos reservados

Comentários

  1. Adalba, história digna de figurar nas páginas da Superinteressante na categoria "E SE".

    O único detalhe é que teríamos que eliminar o fato de ao retirarem o petróleo eles adicionarem água para evitar essa catástrofe e também para pressurizar o óleo para as tubulações.

    De qualquer forma um dia chegaremos lá e poucos sobreviverão, e já pensando nisso alguns bilionários americanos estão se unindo em um empreendimento de um prédio enorme construído no subterrâneo e com todas as precauções inclusas, desde suporte a bombas atômicas, terremotos, tsunamis, etc. Só não sei se está preparado para ataques alienígenas, mas ai é uma outra história!

    Abraços

    Bruno José Patrussi

    ResponderExcluir
  2. Oi Brunão!

    Meu Filho William fez a mesma observação em relação a substituição do petróleo por água.
    Então procurei pesquisar sobre como funciona e descobri que apenas 5% do petróleo é extraída naturalmente quando o lençol petrolífero é atingido. Depois disso é que eles perfuram outro poço para fazer a injeção de água sobre pressão para extrair o restante do petróleo.
    Além da água ser mais densa que o petróleo,o que provocar uma sustentação melhor, o que é questionável, visto que durante a extração natural... aqueles 5%... prova uma alteração e as cavernas subaquáticas estarão lá e mais ainda de qualquer maneira vai haver uma alteração na natureza e isso de alguma forma altera a estrutura da superfície. Não sei como isso vai se dar... mas que altera... isso altera. Podemos não ter consequências algumas, mas que corremos o risco... Isso eu não tenho dúvidas.

    Um abração!
    Adalberto Nascimento

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