quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vou te levar num lugar bem legal.


Me lembrei dessa história depois de uma conversa que teve um episódio muito parecido. Na época não foi tão engraçado como é a lembrança do episódio. Isso se passou a alguns anos.
Sabe como é essa gente da USP, né?! Gente descolada que adora roupas estilo ripi. As mulheres usam cabelos soltos, saias rodadas e sandálias de couro ou mesmo chinelos de dedos Havaianas. Os homens não saem muito desse estilo “descolado”.
Bom, senão é bem assim, tenho certeza que é bem parecido e você deve conhecer alguém que tem esse estilo. A minha hoje esposa, na época minha namorada, tem uma prima, tipo orgulho da família, que fez artes cénicas na USP. Essa prima muito querida saia com sua turma e frequentava um lugar Avenida Augusta que se chama “Pedaço da Pizza”. O lugar serve a pizza em pedaço, dai o nome. Você escolhe o pedaço da pizza que quer comer e colocam no forno. Realmente muito bom, o Pedaço da Pizza.
Certo dia, estávamos tranquilos e ela falou de me levar a um lugar onde tem um pedaço de pizza que era uma delícia. A prima dela a tinha levado lá. Eu iria adorar.
Quando ela falou o nome do lugar, disse a ela: Olha! Eu acho que conheço esse lugar. Não é um lugar onde a gente escolhe uma pedaço de pizza... E blá blá blá blá... E assim, assim e assim. Ela respondeu: É.
Foi então que me liguei que esse lugar não era exatamente um lugar que ela gostaria de ir comigo. Falei pra ela:
- Olha não é bem um lugar que você gostaria de ir comigo.
- Não. É sim. É bem legal. Já foi com minha prima lá. A Pizza é uma delícia.
- Bom... Acho que não. Mas vamos lá.
Eu sabia que o lugar era um lugar frequentado basicamente por GLSA. Senão é um lugar próprio pra esse grupo, só posso dizer que é bem frequentado por eles. Nada contra e não tenho preconceito quanto a isso. Mas sendo ela é do interior, gente simples e humilde. Educadas dentro de sólidos princípios religiosos, que naquela época com pouco tempo em São Paulo... Não ia entender direito a situação. Até perguntei se ela não tinha visto nada diferente no lugar. Ela me disse que não. Que achou bem legal.
Ao chegar ao lugar, chegou um casal homo feminino e fez o pedido. Logo em seguida nós fizemos nosso pedido. Assim foram chegando os pares homos no ambiente. E como estávamos na entrada. Tudo tranquilo.
Quando nosso pedido saiu, decidimos que deveríamos entrar e sentar a mesa. Feito.
Logo de cara, um casal homo masculino se beijando. Ele me olhou e sacou o que estava acontecendo. Eu olhei pra ela e disse: Bom... Eu achei que você sabia.
E quando ela olhou ao redor entendeu claramente onde estávamos. Senti vontade de dar risadas, mas acho que iriam entender errado, afinal éramos o único casal hétero no local naquele momento. Mas quando saímos do lugar, eu dei muitas risadas. Não pelo lugar, mas pela cara que ela ficou. Imagine se ela resolve levar os pais para um lugar legal e leva os pais para esse lugar?! Acho que talvez eles não entendessem... Rsss.
É bom se informar para evitar situações constrangedoras... Mas a pizza é realmente uma delícia e o lugar já foi premiado por diversas vezes.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Bruno José Patrussi – O Crítico do Blog


Este blog tem um leitor crítico que já foi mencionado no Blog “Memórias de um Sessentão” no texto Carta aberta a Bruno José Patrussi.
Tive o privilégio de conhecer Bruno pessoalmente, trabalhamos juntos. Ele sempre estava pronto e disposto a uma discussão aberta. Não se trata de brigar, não! Discutir mesmo! Gostava de discutir profundamente um assunto e não tinha o menor problema em simplesmente dizer “Você esta certo” ou “Concordo com você” quanto percebia que seu ponto de vista não estava correto.
Hoje graças ao Blog, devido à distância e caminhos diferentes tomados em nossas vidas, ele continua a ler meus textos e algumas vezes sugerir que escreva sobre algum tema, para que possamos discutir.
Veja na integra o texto legal e a sugestão de postagem que ele me mandou...
“O assunto: Vi o texto abaixo e na hora me lembrei de você!
Vi o texto abaixo e na hora me lembrei de você, rss
Como você bem sabe sou um cara muito chato, rss pelo menos é o que os amigos sinceros me dizem, e lendo esse texto, me lembrei de alguns pensamentos que costumo ter ao ler alguns dos seus blog´s, não os relacionados ao conteúdo os quais considero o máximo e dou meus parabéns, mas sim por alguns erros ao usar a norma culta da língua, eu nunca comento nada, por e-mail é claro, pois sei o quanto é corrido o nosso dia, e esses percalços são devido a pressa.
Porem se ao invés de guardar para mim esses meus pensamentos, eu os enviasse por e-mail para você, não ficaria nada surpreso se um dia o retorno fosse um texto como esse que envio abaixo, e para piorar incluindo o último paragrafo. rss  
 “Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre  pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos  vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último “Quarto de Badulaques”. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” – do verbo “varrer”. De fato, trata-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário, aquela que tem, no topo, a fotografia de uma “varroa”(sic!) ( você não sabe o que é uma “varroa”?) para corrigir-me do meu erro. E confesso: ele está certo. O certo é “varrição” e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim porque nunca os vi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostra-lhes o xerox da página do dicionário com a “varroa” no topo. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção” quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela mas reclama sempre que o prato está rachado.”
Autor: Rubem Alves.
Sou um grande Fã do seu Blog!
Um grande abraço.”

Eu gostei do texto e principalmente da sinceridade perspicaz do meu amigo Bruno.
Obrigado Brunão.
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Você não gosta de ser fotografado.


Não poderia deixar de escrever esse texto...
É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas.
Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem:
“... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”.
Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam.
Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tirar fotos com qualidade impressionante e ainda dar um acabamento com edição que deixa a foto mais bonita ainda... Conhece o Instagram?!
Sua vida é registrada nas fotos que são tiradas pelos seus amigos e marcadas no facebook nos álbuns e na linha do tempo de seus amigos. Se não tem facebook ou não participa de alguma rede de “intriga” social, não tem problema. Suas fotos, seus registros estarão nas câmeras e álbuns impressos de seus parentes e amigos.
Se você não se vê nas fotos de seus parentes e amigos ao longo dos anos, do meu ponto de vista tem algo errado com você. Imagine uma criança perguntando: “Ueee não tem foto sua aqui?! Onde tem?!”.
Você pode não concordar comigo, mas saiba que uma criança não vai ter o mesmo senso crítico que você. Não tem a foto, não tem uma imagem é isso. E pronto!
Já sei! Você não gosta de ser fotografado.
Você não é tão feio que não possa ser fotografado! Se valorize e deixe as pessoas que estão a sua volta registrar sua curta passagem pela terra e manter a sua lembrança na memória delas, pelo simples reforço de ver sua foto com o passar dos anos.
Você não gosta de foto e não deixa as pessoas tirem fotos sua em eventos onde estão seus familiares, seus amigos, seus colegas de trabalho e até mesmo aquele vizinho que insiste em tirar uma foto sua... Saiba que no final sua lembrança ficará apenas na memória daqueles que te conhecem e que com o passar dos anos não se lembrarão de você. Só se lembraram de que você corria das fotos como o inimigo corre da cruz e que você não gostava de ser fotografado.
Isso se não ficar marcado pelas confusões que você andou arrumando por não querer que as pessoas te fotografem.
Do meu ponto de vista, com todo respeito as pessoas que não gostam de tirar fotos, eu particularmente acho isso muito chato! Não deixar tirar uma foto!!!
Vou ficar por aqui...
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até me próximo texto!
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Meus comentários... Ser Chique Sempre...


Recebi este e-mail da Maria Cecília. O título do texto é Ser Chique Sempre e segundo o e-mail a autora do texto é Glória Kalil.
 Li e achei muito gostosa a leitura. Aquele tipo de texto que você gosta de ler, principalmente quando quer só ler coisas boas e gostosas. Mas já durante a leitura percebi que o texto não poderia ser de glória Kalil. Decidi pesquisar e de fato o texto não é dela, segundo as informações que encontrei na internet.
E por que acho que o texto não é de autoria dela, independente de ter pesquisado ou não na internet?
Tem uma passagem no texto, que como cristão, não acho que seja desvio de caráter, alguém não acreditar nas coisas em que acredito. A ponto de ser colocado no mesmo nível de outros adjetivos como: incompetência, mentira e mesmo agressão.
“Quando se pretende corrigir o caráter: Não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo... falsidade.”
Acreditar que um ateu é um completo ignorante pelo fato de não acreditar em Deus, do meu ponto de vista beira a intolerância. Uma pessoa não deve ser agredida ou desrespeitada por não acreditar em Deus. Como cristão vejo em uma situação com essa a oportunidade de apresentar meu ponto de vista e conversar a respeito do Deus que acredito. O mesmo Deus de Albert Einstein, de Louis Pasteur e quem sabe o Seu Deus... O Nosso Deus...
E confirmando isso, no texto tem outro trecho...
“Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!”
Embora eu ache superchique acreditar em Deus, não posso dizer que outra pessoa que não acredite nas mesmas coisas que eu não seja chique.
Há outras passagens no texto que sinceramente desvia muito do que costumo ler nos textos de Glória Kalil.
Mas ainda assim a leitura do texto é bem gostosa. Já que você leu até aqui... Vamos ao texto:
Ser Chique Sempre
Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.
O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é ser discreto.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... Quando se pretende corrigir o caráter: Não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo... Falsidade.
Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.
Lembre-se: O diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... Mas, Amor e Fé nos tornam humanos!
GLÓRIA KALLIL

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domingo, 28 de outubro de 2012

Eu sou mãe, doutor.


mamãe pinguim imperador
Quando você ouve uma pessoa falar que mãe tem o poder de saber e sentir o que o filho tem ou esta sentindo ao ouvir a voz do filho, você se pergunta como pode ser isso?
Se você nunca se perguntou, posso afirmar a você que já me fiz e ainda me faço essa pergunta por várias vezes. E ainda hoje, quando ligo pra minha mãe percebo que ela esta sondando minha voz para saber se esta tudo bem, mesmo antes de me perguntar.
Quando a mãe recebe o filho pela primeira vez nos braços em estado consciente após o parto, a primeira coisa que ela faz é desembrulhar o pacotinho para ver se esta tudo no lugar... Se o filho esta perfeito.
E depois ao longo da vida vai acompanhando o crescimento e continua observando... É um vergão nas costas do tombo que levou... E ai vai... Até o vermelhão no pescoço da chupada que o namorado ou a namorada deu. E fora outras coisas que ela saber de olhar no filho ou filha... E faz de contada que não percebeu nada e deixa a alma rir...
Fora quando pega o bichinho no pulo... Não mãe! Não fiz nada não!
Se a vida de mãe tem suas alegrias (deixe me fazer jus aos pais: Pai também) as preocupações da mãe muitas vezes nem os pais (os homens) não conseguem traduzir.
Tive a oportunidade ao longo dessa minha vida de ver uma mãe, que olhando para seu filho tomar banho, achou que algo estava errado com ele. Não conseguiu entender em si mesma, o porquê daquele sentimento. Conversou com muito carinho com a criança pra entender se ele estava bem... Ele disse que estava. Então sem ter mais argumento para investigar, decidiu mudar a forma de investigação.
Com muito carinho e brincando... Afinal a criança tinha entre 4 e 5 anos, disse que iria brincar de dar banho nele. E assim investiu na brincadeira: "Nenem vamu toma banhu com a mamãe!".
A criança adorou a brincadeira. E no meio dessa brincadeira... Naquela de passar sabonete no bebê... Começou a apalpar o menino... Até que chegou aos testículos do menino e percebeu que tinha alguma coisa errada. Percebeu que um dos testículos não estava aparecendo. Avaliou bem a situação e concluiu que algo ali estava errado.
Marcou o médico e levou o bebê. Exames pra lá... Exames pra cá e médico pra lá e mais médico pra cá... Conclusão: Um dos testículos do menino estava sendo absorvido pelo organismo e esta em estado cancerígeno. O médico conversou com a mãe e falou que o caminho mais rápido para não prejudicar a saúde do menino e mesmo sua futura fertilidade, seria remover o testículo defeituoso e fase biópsia. A cirurgia seria simples e rápida e a criança não sentiria muitas dores pós-cirúrgica. Cirurgia simples e rápida.
Data marcada, cirurgia feita e na hora em que a mãe foi pedir alta ao médico, ele disse: Mãe, se você não tivesse observado isso, seu filho poderia vir a desenvolver um câncer maligno nos testículos. Teríamos que removê-los e muito provavelmente teria que fazer uma bateria de quimioterapia. Como fui que você descobriu isso?!
Eu não me lembro do que foi respondido, mas acredito que a resposta deve ter saindo mais ou menos assim: Eu sou mãe, doutor.
Tem explicar isso? Fique a vontade para deixar seu comentário.
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Ps: Eu coloque a imagem da mamãe pinguim porque se você já assistiu ao filme "A marcha dos pinguins" vai entender o sacrifício que eles fazem para ter um filhote.
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Calça cansada


Calça suja
Quase sempre que viajo ao interior ouço cada história... Umas mais engraçadas que outras...
Mas as histórias mais intrigantes que ouço são aquelas histórias antigas. Aquelas histórias que você não consegue entender por meio de ciência alguma como foi que o ser humano teve tal ideia.
Já contei a história do Frango Vidente que sinceramente está mais pra mandinga que para simpatia...
E uma história sobre Crendices que certa vez ouvi em uma padaria...
Essa história que vou contar é baseada em um fato real (Se é um fato... É real. É um vício de linguagem.).
 Vamos à história...
Estava almoçando quando em meio a conversa ouviu algo assim:
- Ele não sabe nem cuidar dele mesmo... Saiu correndo atrás de mim pedindo a calça para dormir... Pra colocar embaixo da cama para dormir...
Opa! Parei a conversa. Perguntei:
- Como assim?! Que história é essa?
- Você nunca ouviu falar disso não?!  (Bom... observar link assim...)
E ela continuou a explicação: Quando a criança é bebê pequeno (Hummm.. Olha o link de novo! ). Com uns quatro meses mais ou menos e não consegue dormir. Os antigos pegavam a calça que o pai trabalhou o dia inteiro dobrava e colocava debaixo do travesseiro do bebê. Assim o cansaço da calça passa para o bebê... E ele dorme. Já fiz isso e funciona.
Agora vamos usar a imaginação ou o realismo como queira... Imagine se o pai da criança é um lixeiro... Ou açougueiro... Nem vou dar mais ideia!
Bom... Até aqui esta tudo bem. Mas quem pediu a calça para colocar embaixo da cama tem mais de 50 anos de idade. E detalhe: A calça era dele.
Parei e pensei: Talvez seja mais um caso do "Adauto Chupetinha" da Novela Avenida Brasil... Em outra versão é claro!
Vou ficar por aqui (Rindo muito)...
Isso é muito pra cabeça de qualquer um, não acha? Bom... Fique a vontade para deixar seu comentário.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Erro de cálculo


Tem coisas que nos fazem lembrar situações que você jamais lembraríamos espontaneamente. Essa história é sobre uma dessas situações.
Estava no banheiro quando olhei para o ralo do chuveiro e me lembrei disso...
Há alguns anos atrás conheci um garoto que tinha, segundo a mãe, um comportamento diferente dos outros. Fato que ele estava sempre às voltas nas seções de terapia por imposição da mãe.
A mãe dele se irritava muito com os comportamentos inesperados que ele apresentava, e por vezes ficava muito perturbada a respeito e meio perdida.
Eu não conseguia ver essas coisas nele. Eu achava que ele pensava diferente dos outros, tinha uma maneira diferente de enxergar as coisas e que precisa ser ensinado usando métodos alternativos. Bom, antes que isso vire outra história, me deixa voltar à história.
Como faz mais muitos anos não me lembro de muitos detalhes. Mas isso foi muito engraçado...  (risos).
A mãe dele gritou com ele para que fosse tomar banho logo, pois esta demorando muito para ir. Ele, depois de alguma resistência, entrou no banheiro. Estava demorando muito e a mãe dele foi verificar se estava tudo bem. Ele prontamente respondeu que estava e ligou o chuveiro. Aqui você pode fazer uma pausa para pensar o que um garoto estaria fazendo em silêncio no banheiro.
Tomou banho e saiu do banheiro. A mãe dele foi verificar se estava tudo em ordem para que o próximo entrasse no banho e percebeu que o boxe estava cheio de água. Como costumamos dizer... "O banheiro estava nadando"... (risos).
Quando a mãe abriu o boxe, sentiu um cheiro muito forte de merda... Isso mesmo de fezes... Olhou no ralo do boxe e percebeu que o garoto havia defecado no ralo do boxe.
Ficou furiosa! Chamou ele e pediu para ele se explicar já sentando a mão nas orelhas do moçolho. Ele ficou como os olhos mareados e ficou estático. Com a insistência veio a resposta:
- Ahhh! Calculei errado só isso! Como sei que quando agente usa o banheiro e dá descarga vai tudo para o esgoto. Eu pensei em usar o ralo do banheiro, já que a água aqui vai pro mesmo lugar. Quando eu entrei no banheiro, no meio do banho me deu vontade de usar o banheiro. Não quis sair do chuveiro. Então tirei a tampa do ralo e fiz lá mesmo. O problema é que eu não sabia que o ralo era estreito e que eu ia cagar tanto... Foi só isso calculei errado! (Saiu do estado de choro e começou a rir...)
Ela ficou sem saber o que fazer: se batia... Se ria... (Já em meio a muitas gargalhadas). Aproveitou e explicou pra ele que não funcionava daquele jeito.
Só sei que por muito tempo sempre que me lembrava disso eu ria muito... (risos).
Vou ficar por aqui.
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sábado, 20 de outubro de 2012

Lição de vida


Há muito tempo fui a um culto onde o pastor, pregando sobre relacionamentos, falava para as mulheres usarem os presentes que ganhavam de seus maridos imediatamente, ou o quanto antes. Nada de deixar guardado ou ficar acumulando presentes nas gavetas para usarem algum dia... Em um dia especial ou coisa assim.
A argumentação foi simples e direta: Não seja trouxa Minha Irmã! Use mesmo todos os presentes que você ganhar do seu marido. Você fica guardando e quando morrer, ele vai colocar outra no lugar e ela vai usar tudo no seu lugar. Não pense que será diferente. Não se engane! O dia especial é hoje!
Veja como a vida nos surpreende...
Estava com minha esposa passeando e comprando algumas lembranças em Porto de Galinhas - PE quando, não me lembro por qual motivo, ela fez o seguinte comentário: Eu não guardo presentes que ganho não.
Quis saber o motivo e por incrível que pareça, ela me contou uma história que foi de encontro ao que o pastor pregou alguns anos atrás.
Uma tia dela tinha mania de guardar tudo o que ganhava. Estocava presentes e nunca os usavam. Quando ela veio a falecer. A mãe dela foi visitar o viúvo depois de um tempo. Ele já estava com outra mulher. Ela ficou surpresa ao perceber que tudo o que a outra havia ganhado e guardado estava sendo usado pela nova esposa. Depois desse dia nem ela, nem a mãe dela guarda presente que ganha.
Uma lição de vida que foi passada na prática.
Bom... Fico por aqui. Muito Obrigado por ler Meu Blog e até meu próximo texto!
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Frango Vidente

Frango Adivinho
Estávamos todos conversando na sala descontraidamente quando começamos a falar de gravidez e filhos. Quando o Seu Paulo contou que precisou vender 100 frangos só pra comprar uma bendita de uma boneca chamada “Bate Palminha" pra sua filha Katia quando essa era criança.
Em meio a conversa, ele lembrou que havia comprado um frango na semana pra fazer a tal simpatia do "Frango". Foi então que fiquei curioso e quis saber do que se tratava.
Queria saber o que a era e de onde veio essa simpatia do "Frango"...
Seu Paulo contou que em São Simão-SP havia uma única parteira a qual segurou a ele e a todos os 13 irmãos. Essa senhora se chamava Jeroma. E em homenagem a ela, segundo ele contou, o prefeito da cidade na época de nome Celão, fez um berçário e a homenageou, dando o nome de Berçário Dona Jeroma. Pesquisando na internet, verifiquei que o nome correto é “Jeronyma Ignacia de Jesus Esteca Dona Jeroma Berçário”.
Essa senhora, quando uma mulher grávida entre quatro e seis meses a procurava, ela fazia uma simpatia com um frango para saber o sexo da criança da qual nunca falhou ao longo de sua vida de parteira.
Essa simpatia ela ensinou a mãe de Seu Paulo que por sua vez ensinou a ele. E hoje muitas mulheres grávidas na cidade que o conhecem, o chamam pra fazer a tal simpatia.
Minha mãe conta que essa simpatia é muito antiga e que essas simpatias antigas não falham, mas não se explicou muito. A mãe de Seu Paulo viveu mais de 90 anos então acredito que essa simpatia deve ser centenária.
O povo brasileiro e crédulo em sua constituição: índios, negros e brancos. E seus agregados que viram depois fizeram essa nação que é um misto de crendices, crenças e religiões. Onde cada qual segundo seu entendimento busca sua salvação onde melhor lhe agradar. Assim se firma a nossa democracia e o respeito pela liberdade de religião. Já escrevi sobre Crendices um tempo atrás.
Ele contou que certa vez fez a tal simpatia em secreto, por que a mãe não queria saber o sexo da criança, sendo ele amigo da família, escreveu em um papel e guardou. Quando a criança nasceu antes que o pai falasse alguma coisa ele falou: "Nasceu o Cauê?!". O pai perguntou como sabia, foi então que contou que havia feito a tal simpatia a muito tempo atrás e entregou o papel ao pai.
Um outro feito que ele contou foi que uma senhora lhe pediu a simpatia, ele fez. No entanto, para garantir o resultado, ela pediu para repedir a simpatia. Ele não quis fazer e disse a ela que poderia vir gêmeos. Não repetiu a simpatia.
O confiança na simpatia é tal que quando uma de suas filhas estava grávida ele fez a simpatia e disse a ela: "Pode comprar azul, Filha”. E de fato nasceu um menino.  Sua filha contou que comprou de fato tudo azul, mas fez cinco ultrassons que confirmaram o sexo de menino.
Entre ou casos que contou da tal simpatia, contou que certa vez uma senhora o chamou pra fazer a tal simpatia, mas já lhe havia comentado que gostaria muito que fosse uma menina. Ele fez a tal simpatia e ficou aguardando o resultado, quando foi dar uma olhada no frango estava sinalizando ser um menino. Ele ficou preocupado em falar pra ela o resultado, mas tinha que falar. Então saiu do local onde estava o frango e foi até a cozinha. Quando voltou viu que o frango sinalizava uma menina e de fato nasceu uma menina.
Curioso por saber como era a tal simpatia, perguntei como ele fazia. Veio a explicação:
Você tem que comprar um frango vivo. Não pode ser galinha, nem galo.
Senta em uma banco e segura o frango pelo pescoço.
Fala o nome da mulher grávida e mentaliza a imagem dela em sua mente.
Em seguida pergunta o sexo da criança e destronca o pescoço do frango.
Larga o frango no chão, vira as costa e sai do lugar.
Não pode ver o frango morrendo.
Aguarda o frango morrer.
Quando voltar, se o frango estiver com as costas no chão e os pés pra cima: é menina. Se estiver de lado é menino.
Coisa bem estranha! Não?!
Do meu ponto de vista é mais simples fazer um ultrassom, Não?! Mas naquela época não era tão fácil como hoje e por este motivo as pessoas apelavam para esse tipo de simpatia.
A discussão a partir daqui pode ficar extensa, pois quem usa animal em simpatia, esta fazendo oferenda e no caso só não sabe que esta fazendo isso... Tô certo?! Ou tô errado? Me ajuda ai Ohhh. E faça seu comentário!
Bom... Vou ficar por aqui.
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domingo, 9 de setembro de 2012

O cachorro e a lata

Eu não sei como, nem porque vim parar aqui nesse quadrado. Minha dona chama isso de varanda. E daqui não consigo enxergar nada, a não ser estas paredes ao meu redor e a porta por onde ela entra. E tem uma abertura no alto cheio de telas por onde vejo o sol.
Ela sai pra trabalhar... Sai pra passear... Eu... Bom... Eu fico aqui. Algumas vezes ela me leva pra passear também.
Até que não é triste não! Ela me dá carinho, comida e me leva pra passear algumas vezes.
Eu ouvi ela conversando com o marido dela e eles falaram que eu sou um tipo de estágio para que eles tenham filhos... Isso aqui esta bem legal.
Certa vez eles falaram em fazer um churrasco para os amigos, para comemorar o aniversário de um amigo muito antigo. E todo mundo feliz!
Eu estava tranquilo em meu quadrado, quando ela entrou com alguns pacotes de lata. Como a festa seria no final de semana, colocaram mais algumas coisas lá também.
Meu quadrado que não é grande, ficou menor.
Quando ela saiu de casa. Trancou a porta. Fiquei olhando pro pacote e parece que ele também estava olhando pra mim. Não gostei muito da atitude dele e comecei a latir pra ele. Ele ficou parado. Considerei ele muito petulante e parti pra cima dele. Numa das minhas investidas um dos pacotes caiu no chão.
Fiquei invocado com aquela atitude do pacote em querer me agredir... ahhh ai sim foi que o bicho pegou! Parti pra cima dele. Mordidas e arrastos e uma das latas saiu do pacote... Começou a rolar. Tentei pegar... Ela escapou... Ai não deu! Parti pra cima dela também... Escapou. Sai pra cima dela com vontade desta vez... E ela escapando... Ai não deu! Dei-lhe uma mordida bem dada e la começou a fazer um barulho muito estranho e alto... Parecia minha Dona me pedindo para ficar quieto! Que insulto!  Xiiiiiii Que “Xiiiii” o quê!
Ai que foi uma confusão daquelas e começou a espirrar em mim e eu a latir pra ela... e era líquido para tudo quando é lado... Eu latindo e ela correndo... Até que eu cansei e ela parou com aquele barulho. É coloquei as coisas no lugar. Aqui no meu quadrado quem manda sou eu.
Fiquei tão cansado, já tinha tomado toda a aguá... Olhei pro chão e tinha aquele líquido lá... Ufa! Comecei a tomar ele mesmo para matar minha cede. Hummm... Não sei se foi a briga que me abateu... mas o líquido tinha um sabor diferente... Não era água!
Tomei tudo e fiquei meio devagar entrei na minha casinha!
Quando de repente ouvi Minha Dona me chamar e parecia bem loooonnnge... “Preto! Preto!”. Achei que estava sonhando... quando ouvi mais forte...Opss! Era ela mesmo!
Levantei e percebi que minhas patas não estavam muito boas... não estava nada firme... e parecei que eu estava com um soriso bobo na fuça. Quando ouvir ela gritando:
- Olha o que você fez?!! Esta tudo sujo de cerveja! Olha o teto... Nossa que fedo!!!
Eu só sei que depois disso minha vida mudou. Hoje moro em uma casa grande, tem espaço pra eu correr... Ahhh! Ela chama a minha nova dona de “Mamãe”.

Nota do autor: Eu escrevi na perspectiva do cachorro porque seu donos poderiam omitir os fatos.

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Comportamento infeliz


Se não aconteceu na empresa em que você trabalha, certamente aconteceu com alguém ou tem um amigo que já passou por situação semelhante... É o que eu vou chamar de comportamento infeliz.
Quantas vezes você já não deixou um suco, um iogurte na geladeira do seu trabalho para tomar mais tarde e quando vai até geladeira... Cadê?!! Sumiu.
Isso não é um comportamento infeliz ao que se espera?! Não é um comportamento completamente aveso ao que você considera coerente?!
A certeza de impunidade é algo tão comum à sociedade brasileira que algumas pessoas tem esse tipo comportamento. Elas acreditam que por causa de um biscoito, um copinho de iogurte... A porcaria que for... Não vai acontecer nada. Isso é do meu ponto de vista algo completamente inaceitável. Mas é uma coisa que acontece de maneira comum em muitos escritórios por esse Brasil a fora. Não posso afirmar que isso não aconteça em outros países, mas ainda que, isso não será diferente lá e em nenhum lugar do mundo... Se apropriar do que não é seu é qualquer coisa assim... Completamente fora do padrão... É roubo.
No livro de Ana Beatriz Barbosa Silva, Mentes Perigosas. Você vai encontrar uma página que inicia com o seguinte parágrafo:
“Eles vivem entre nós, parecem fisicamente conosco, mas são desprovidos deste sentido tão especial: a consciência.”
Existem sim. Criaturas que são completamente desprovidas desse item: consciência.
A autora ainda coloca... “Admitir que existem criaturas com essa natureza é quase uma rendição ao fato de que o  “mal” habita entre nós, lado a lado, cara a cara”.
Primeiro é preciso entender que nem todo psicopata é exatamente aqueles que vemos nas telas de cinema. Nem todos são assassinos em séries e nem mesmo teria coragem para matar uma pessoa. Existem os psicopatas que vivem de fazer essas intrigas sociais: Roubar biscoitos, fazer fofoca... e se divertir com as intrigas que conseguem. E no Brasil, esse tipo de pessoa tem espaço... Nossas leis e nossas heranças sociais... “Se ele faz também posso fazer”... Dão espaço para esse indivíduos.
Fala Sério !? É complicado não?!  Mas essas figuras estão soltas por ai... Você com certeza conhece alguma. Não?!
Não quero de maneira alguma dizer aqui que todos que agem dessa maneira são psicopatas. Mas se age de maneira consciênte, só por sacanagem... Não é normal. É um psicopata social com baixíssimo grau de agressividade, mas com alto grau de sacanagem... Ahhh fala sério?! Ladrãozinho de galinha!
São pessoas que tem uma doença que não tem cura, mas são inteligentes para saber que se a lei puni... ou se punisse... seriam punidas!
Parei.

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sábado, 1 de setembro de 2012

O ladrão de bolachas


Isso com certeza já deve ter acontecido com um amigo de um amigo seu...
Esse jargão é de um desenho animado... Nunca assistiu?! Eu não me lembro o nome do desenho. Bom... Se você se lembra coloque o nome no comentário... Vamos ao texto....
Um amigo tinha por hábito levar um pacote de bolachas para o serviço. Não sei precisar se todos os dias ou dia sim, dia não. O fato é que sobrava sempre um pouco de bolacha, o qual ele deixa na gaveta.
Passado um tempo já com esse hábito de deixar a sobra de bolachas na gaveta, de uma hora para outra as bolachas começaram a sumir... Isso mesmo... O pacote de bolachas, ou as sobras das bolachas, começaram a ser roubadas.
Meu amigo ficava indignado com o roubo do pacote de bolacha. Motivo: A gaveta ficava trancada. O ladrão abria a gaveta. Roubava o pacote de bolacha e fecha a gaveta como senão tivesse acontecido nada! A indignação era total.
Ele chegava já falando: Quero ver se esse ladrãozinho de bolacha me roubou de novo!
Comentava comigo e com os demais, o que estava acontecendo e todos davam uma ideia sobre como resolver o problema. Pede para ver as câmeras... As câmeras não estão funcionando... E por ai vai.
Ele decidiu então deixar um recado: “O que você vai roubar hoje? Eiimm Seu ladrão safado!”
No dia seguinte abriu a gaveta. O papel não estava lá! Resumindo: Roubou o papel.
Ele parou de deixar o pacote de bolacha. 
Resolvido o problema.

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A Bisnaguinha Engraxada


Nunca sabemos como e nem porque esse tipo de coisa acontece... mas elas acontecem... E nos locais onde você não acredita que poderia acontecer.
Fui ao escritório de amigos e enquanto conversávamos passado um tempo começamos a falar entre outros assuntos sobre alguns comportamentos estranhos que acontecem em escritórios que normalmente nos irritam... Quando não nos deixam assim... Sem entender!
Veja que estranho isso que aconteceu em um escritório de um amigo de um amigo meu...
Todos os dias ele deixava na geladeira uma pacote de bisnaguinha para tomar café durante o dia. Por vezes quando chegava pra pegar o pacote, estava aberto e como se não bastasse uma meia-bisnaga mordida no pacote. Algo como que se o meliante quisesse dizer: “Hehehe Comi  sua bisnaguinha mesmo! Comi mesmo!”.
E isso não só acontecia com o pacote de bisnaga que ele deixava. Certa vez uma colega de trabalho deixou um lanche para tomar café no dia seguinte, quando voltasse da academia. Quando foi pegar o lanche... O lanche estava pela metade e com as mordidas deixadas de propósito. E assim o meliante ria da cara de todos.
O mais incrível e óbvio... Não poderia ser outra pessoa que não do escritório. Afinal não entrava nenhum estranho no ambiente. E certamente o gatuno participava das conversar como se fosse uma vítima também daquele indesejado comportamento que deixava suas vítimas indignadas!
Esse amigo de uma amigo meu já estava indignado com a situação e sabia mais ou menos quando o crime acontecia. Resolveu então criar uma estratégia para pegar o meliante.
Comprou um pacote de bisnaguinha e uma bisnaga de graxa. Isso aqueles de injetar em dobradiças que tem uma ponta aguda para alcançar os cantinhos. Limpou adequadamente a ponta do injetor. Pegou uma por uma das bisnaguinhas e injetou graxa nas bisnaguinhas. De maneira que não aparecesse o conteúdo. Teve o trabalho de fechar o pacote adequadamente e colocou na geladeira próximo ao horário em que o meliante agiria. Subiu para o andar do escritório onde trabalhava e lá ficou aguardando... Crueldade!
Não demorou muito, quanto todos começaram a conversar novamente sobre o assunto... Uma das pessoas que estava conversando começou a cuspir e enjoar... Ahhh Rahhh Pegaram o meliante!
Antes de ser mandado embora, o agora desmascarado meliante, ouviu um monte... Poucas e boas.
Esse é uma historia  verídica que foi ficcionada propositalmente para ocultar a identidades dos envolvidos... E aconteceu com um amigo de uma amigo meu!
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sábado, 11 de agosto de 2012

Seu Noé Miranda


Quando sai de Guaianazes (Um bairro distante na Zona Leste de São Paulo-SP) e passei a morar com meu pai no centro da cidade, em um prédio que hoje não existe mais,  chamado São Vitor. Uma das primeiras pessoas que conheci foi Alexandre Miranda. Passamos a ser amigos inseparáveis. Tão que quando perguntavam para nós se eramos parente, logo respondia: Ele é meu primo.

Não sei precisar exatamente o ano, mais isso foi por volta de 1976. Na época eramos muito parecidos quanto a situação de nossos pais. Pais separados que tinham outras companheiras. No meu caso eu passei a morar com meu pai e ele com a mãe. Que com o tempo a mãe dele, do agora meu primo, veio a ser minha madrinha, minha conselheira, minha orientadora e até conciliadora em um momento complicado antes do meu primeiro casamento, mas isso é outra história. Eramos “unha e carne”. Nossas vidas veio a se separar depois que começamos como o ativismo (trabalho, faculdade, casamento e tudo mais).

Como eramos filhos de pais separados, ele tinha que ver o pai dele e eu por vezes tinha que ir até Guaianazes ver minha mãe. Eu quase sempre estava com ele e o pai dele. O Seu Noé Miranda.

Seu Noé, do meu ponto de vista infantil (tinha mais ou menos 14 anos) e até hoje não apareceu ninguém e nenhuma história que contrariasse tudo vi e ouvi a respeito dele, me parecia uma pessoa bem sucedida que ganhava muito bem, pois morava em Moema enquanto nós morávamos no Parque Dom Pedro II em um prédio... vamos assim dizer... Simples.

Quando saíamos eu,  meu primo Alexandre e ele para almoçar. Era sempre um banquete. E ele fala quase sempre assim: Quer comer, pede! Pega ai. Bebia o whisky dele a “under rock's” e sempre bem vestido e num carro que pra mim era bem bonito.

Ao final de nossos encontros, ele chamava o Alexandre e dizia: Toma sua mesada. E dava a ele por volta de  Cr$ 10,00 (Dez cruzeiros). E foi exatamente num dia desses que Seu Noé marcou minha memória... O que me levou a contar tudo isso...

Certa vez ele sacou da carteira Cr$10,00 e deu ao Alexandre. Olhou pra mim e pegou outra nota de Cr$ 5,00 e veio com ela em minha direção e falou:
- Toma é pra você também.
- Não Seu Noé, muito Obrigado. Respondi a ele.
- E por quê você não quer? É dinheiro!
- Não quero porque não fiz nada pro senhor pra  merecer seu dinheiro.
Ele colocou o dinheiro de volta na carteira  e falou:
- Bom não quer não quer.

E ai começou o sermão.
Vocês tem que estudar para ser alguém na vida e não ser um Fudido! (Me desculpe pelo palavreado, mas ele falava assim mesmo).  Tem que trabalhar e estudar conseguir alguma coisa na vida e não ficar dependendo dos outros... Ficar como um Fudido por ai pedindo as coisas pros outros.

Foram poucas as palavras dela, porque não aguentávamos de tanto dar risadas pelo jeitão dele falar.
Do ponto de vista dele um “Fudido” é uma cara sem futuro. Hoje me lembro daquelas histórias  e me lembrei dele. Resolvi escrever este texto como uma homenagem a ele, uma vez que eu não estava tão perto quando ele passou.

Hoje eu e meu primo Alexandre quase não nos falamos, mas por culpa mesmo da correria. Mas que Deus nos conserve em vida para que possamos desfrutar de nossas aposentadorias sentados contando histórias... E nossos papais hoje vive em nossos corações.

Bom essa história fica para “a posteridade” como li certo dia em um blog por ai...

Obrigado por ler meu blog! Obrigado mesmo.