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Evolução Humana – Questões religiosas


Sempre encontramos pessoas que não são tão, nunca foram e quase sempre odeiam religião e tudo o que esta vinculado a ela. Do meu ponto de vista são pessoas, sem querer generalizar obviamente, que não tem conhecimento da religião em si, seja ela, islâmica, judaica, cristã entre outras. Toda religião tem um princípio inviolável que deve ser aceito e respeitado. Questioná-lo te coloca fora do contexto religioso. Um dos princípios mais básicos é o livre arbítrio. 
Você escolhe, ainda que você tenha nascido judeu, ou em algum país islâmico, ou dentro de uma família católica, ou em berço evangélico... ainda assim, quando você tomar consciência tem o poder de fazer a escolha: A sua escolha.
Parece muito simples falar assim, obviamente que é, mas apenas quem nasceu nesta condição sabe o que significa aceitar o que já escolheram para elas. E se por algum motivo a pessoa decide mudar de uma religião para outra, isso é visto como uma traição. Quem nasce e tem religião secular saber o que significa isso.
Religião em si é um conjunto de regras que estabelecem o convívio coletivo, no entanto, a religiosidade tem por princípio a fé. A fé é definida na bíblia como:  “... a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” Hebreus 11:1
Quem vai a religião, busca religiosidade e a alcança através da fé. Este é um dos princípios invioláveis da religião cristão. Através da fé se chega a Deus... “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Hebreus 11:6
Em relação a definição de religião, Meu Irmão Luiz Ricardo, fez o seguinte comentário:
"O que nos leva a Deus é a nossa fé, nosso relacionamento com Deus. A religião são conceitos e normas criadas consciente ou inconscientemente pelo homem. (...) Em algumas igrejas ou crenças, (...) as "normas" são mais importantes que a nossa crença em Deus.  “Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” Colossenses 2:8
Já conversando com Meu Irmão Alessandro Moraes sobre este texto ele considerou comentar sobre o processo de fecundação “in vitro” no contexto de nossa fé, usando as palavras escritas por ele, fez o seguinte comentário:
“Deus enviou a Jesus justamente para religar o homem a Deus, para preencher a lacuna que foi aberta pelo pecado e Jesus não falou em religião, mas disse "Amai a Deus sobre todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo", aceitando e entendendo o sacrifício de Jesus por nós e crendo que o Espírito Santo, o Consolador, é o único que pode nos orientar através da palavra de Deus e de seu agir o que é certo ou errado para as nossas vidas (...) essa é a única religião e a única maneira de agir de acordo com a vontade de Deus, não discriminando a tudo e a todos (... ).
Portanto, se fecundação “in vitro” e outras coisas são certas ou erradas, vai depender de pessoa para pessoa, de situação para situação, de acordo com o querer de Deus e a busca pelas respostas, pela palavra rhema que Deus tem para cada um de nós.”
Estas questões vão além... Você deve esta se questionando sobre os tratamentos clínicos, as transfusão de sangue entre outras tantas questões em tantas outras religiões...
É um tema complicado e só tentei dar a minha, a nossa contribuição, referente as questões que coloquei.
Fique a vontade para criticar de maneira civilizada, respeitando nossos diferenças.
Muito Obrigado por ler Meu Blog e até meu próximo texto!

Comentários

  1. Adalba... meu irmãozinho..gosto da coragem que voce demonstra para colocar certos assuntos que as pessoas tem medo de polemizar.. Sou cristã e estou vivendo um momento em que meu filho talvez faça com a esposa uma fertilização "in vitro" e temos nos aconselhados bastante com nosso pastor sobre o assunto. Chegamos a conclusão que o que vale é o amor na concepção e na criação desta nova vida...bjs. Ana

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  2. Acrescentando algumas palavras de um estudioso sobre o assunto.

    Abraços e boa leitura :-)

    Bruno José Patrussi

    PARTE I

    O Poder do Mito – autor: Joseph Campbell (1904-1987)

    Trechos de Joseph Campbell em entrevistas com Bill Moyers)

    MOYERS: Mas alguns dos grandes santos não se aproveitaram de todas as fontes à sua disposição? Tiraram daqui e dali e construíram um novo programa.

    CAMPBELL: Isso é o que se chama desenvolvimento de uma religião. É como se vê na Bíblia. No início, Deus era apenas o mais poderoso entre vários deuses. Era apenas um deus tribal, circunscrito. Então, no século VI, quando os judeus estavam na Babilônia, foi introduzida a noção de um Salvador do mundo, e a divindade bíblica migrou para uma nova dimensão. A única maneira de conservar uma velha tradição é renová-la em função das circunstâncias da época. No tempo do Velho Testamento, o mundo era um pequeno bolo de três camadas, que consistia de algumas centenas de milhas em torno dos centros do Oriente Próximo. Ninguém tinha ouvido falar dos astecas ou dos chineses. Quando o mundo se altera, a religião tem que se transformar.

    MOYERS: Mas parece me que é exatamente o que estamos fazendo.

    CAMPBELL: Isso é, de fato, o que deveríamos fazer. Mas minha idéia do horror verdadeiro é o que se vê em Beirute. Você tem lá as três grandes religiões do Ocidente, judaísmo, cristianismo e islamismo; e como as três têm nomes diferentes para o mesmo deus bíblico, não são capazes de conviver. Cada uma está fixada na própria metáfora e não se dá conta da sua referencialidade. Nenhuma permite que se abra o círculo ao seu redor. São círculos fechados. Cada grupo diz: “Somos os escolhidos, Deus está conosco”.
    Veja a Irlanda. Um grupo de protestantes foi removido para lá no século XVII, por Cromwell, e nunca se abriu para a maioria católica que ali encontrou. Católicos e protestantes representam dois sistemas sociais totalmente distintos, dois ideais diferentes.
    MOYERS: Cada qual necessitando de um novo mito.

    CAMPBELL: Cada qual necessitando de seu próprio mito, durante toda a trajetória. Ama teu inimigo. Abre te. Não julgues. Todas as coisas têm a natureza do Buda. Está ali, no mito. Já está ali.

    MOYERS: Você se lembra da primeira vez que se defrontou com o mito? Da primeira vez que uma história chegou, viva, até você?

    CAMPBELL: Eu fui educado no catolicismo romano. Ora, uma das grandes vantagens de ser educado no catolicismo romano é que você é ensinado a encarar o mito corri seriedade, a deixar que ele atue em sua vi da; você é ensinado a viver em função desses motivos míticos. Fui educado em termos das relações sazonais ligadas ao ciclo de Cristo vindo ao mundo, ensinando no mundo, morrendo, ressuscitando e retornando ao Paraíso. As cerimônias ao longo do ano fixam sua consciência na substância eterna de todas essas mudanças no tempo. Pecado é simplesmente a perda de contato com essa harmonia.

    E depois me apaixonei pelos índios americanos, porque Buffalo Bill costumava vir ao Madison Square Garden todos os anos, com seu maravilhoso Wild West Show. E eu quis saber mais sobre os índios. Meu pai e minha mãe eram muito generosos e me deram todos os livros escritos para crianças, até aquela época, sobre índios. Então comecei a ler sobre os mitos do índio americano, e não demorou muito para que encontrasse, nessas histórias, os mesmos motivos que as freiras me ensinavam na escola.

    Fonte: http://www.culturabrasil.org/campbell.htm

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  3. Acrescentando algumas palavras de um estudioso sobre o assunto.

    Abraços e boa leitura :-)

    Bruno José Patrussi

    PARTE II

    O Poder do Mito – autor: Joseph Campbell (1904-1987)

    Trechos de Joseph Campbell em entrevistas com Bill Moyers)


    MOYERS: Qual é a verdade assinalada por esses rituais?

    CAMPBELL: A natureza da vida deve ser compreendida nos atos da vida. Nas culturas caçadoras, quando um sacrifício se dá, isso representa uma oferenda ou um suborno em relação à deidade que está sendo instada a realizar algo por nós ou a nos conceder algo. Mas quando uma figura é sacrificada, nas culturas do plantio, essa figura, em si mesma, é um deus. A pessoa que morre é enterrada e se transforma em alimento. Cristo é crucificado e do seu corpo surge o alimento do espírito.

    A história de Cristo envolve uma sublimação daquilo que originariamente era uma imagem vegetal muito sólida. Jesus está na Cruz Sagrada, a árvore, e ele próprio é o fruto da árvore. Jesus é o fruto da vida eterna, que estava na segunda árvore proibida do Jardim do Éden. Quando o homem comeu o fruto da primeira árvore, a árvore do conhecimento do bem e do mal, foi expulso do Paraíso. O Paraíso é o lugar da unidade, da não dualidade entre macho e fêmea, bem e mal, Deus e seres humanos. Comendo a dualidade, você se põe no caminho da expulsão. A árvore que leva de volta ao Paraíso é a árvore da vida imortal, através da qual você aprende que eu e o Pai somos um.

    Voltar àquele Jardim é o objetivo de muitas religiões. Quando expulsou o homem do Paraíso, Jeová colocou dois querubins na entrada, com uma espada de fogo entre eles. Ao se aproximar de um relicário budista, com o Buda sentado sob a árvore da vida eterna, você vê dois guardiães na entrada – são os dois querubins – e passa entre eles, na direção da árvore da vida eterna. Na tradição cristã, Jesus crucificado está numa árvore, a árvore da vida eterna, e ele é o fruto da árvore. Jesus na cruz. O Buda sob as árvores são as mesmas figuras. E os querubins da entrada, quem são eles? Nos relicários budistas, você verá que um tem a boca aberta, outro a boca fechada – medo e desejo, um par de opostos. Quando você se aproxima de um jardim como esse, e essas figuras lhe parecem reais e o ameaçam; quando você tem medo em relação à vida, ainda está fora do jardim. Mas se você já não estiver mais ligado à sua existência de maneira egoísta, se você encarar a vida individual como função de uma totalidade mais ampla, eterna, e valorizar o maior acima do menor, então não terá medo das duas figuras e passará direto por elas.
    Somos mantidos fora do Jardim por nosso próprio medo e desejo em relação ao que julgamos serem as coisas boas da nossa vida.

    Fonte: http://www.culturabrasil.org/campbell.htm

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  4. Adalba,

    Relendo esse post novamente, me veio a lembrança de um dos episódios do Dr. House, onde ele questiona um dos candidatos a sua equipe de médicos, cuja religião preserva os sábados para descanso, com a seguinte pergunta "Você salvaria um burro que caiu em um poço num sábado?, ou o deixaria morrer?"

    Ou seja, siga o que seu coração mandar e tudo dará certo!

    Parabéns pelos excelentes Posts, e um Feliz Natal.

    Abraços

    Bruno José Patrussi

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