segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mais que um simples “Alô”


Quando você é criança, seus pais preocupados com você... E você não esta preocupado com nada... Nem se dá conta das preocupações deles.
Com o passar dos anos, a vida começa a ficar corrida e você continua na mesma pegada... Até reconhece a preocupação dos seus pais, mais não tem tempo pra parar... são as provas da facul... é a balada... e a viagem com os amigos da facul... e por ai vai.
Sua vida vai passando... Você conhece alguém... tem filhos e agora... Você é pai ou mãe!
Todas preocupações do princípio que eram dos seus pais agora são suas  e você vai torcer para que o ciclo se repita... e mais: Que tudo dê certo!
Agora seus pais são velhos (talvez nem tanto)... Você continua filho... Mas agora também é pai ou mãe...
Você vai perceber que aquele som do “Oi Pai!” que vem no telefone... Que era o mesmo “Oi Pai!” que você dá (ou dava) ao telefone... Agora tem um som diferente!
Hoje como pai ou mãe, você não só presta atenção no som do “Oi Pai” ou “Oi Mãe”... Já observou que você fica ouvindo atentamente o som destas simples palavras na tentativa de captar a emoção de quem emite o som?!
Quando você sabe que seus filhos estam te ligando, você se prepara para ouvir além do “Oi Pai” ou “Oi Mãe”... de acordo com o tipo de som que acompanha as palavras, a entonação, você sabe se seu filho (a) está bem... Se tem alguma coisa errada... E na maioria das vezes eles tentarão te enganar, mas raramente conseguirão...  Essa preocupação que é sua agora, foi um dia de seus pais...
Que hoje já velhos vão precisar da mesma atenção... E ainda avôs tem o mesmo tino ao ouvir o “Alô” dos netos e filhos com a mesma percepção de verdadeiros “maestro dos corações”.
Já tentou captar o som dos seus pais, além do “Alô”?  Quem sabe eles estão precisando de ajudar, quem sabe atrás daquele simples “Alô” não esta um pedido de ajuda? Ou esta tentando dizer: “Filho(a), passa aqui pra gente conversar um pouco...”
Nesta minha vida, já vi algumas pessoas perderem este link e depois tentar trazer ele de volta, mas não dá mais tempo... Se é uma opção, se foi uma opção... Não sei.
Eu posso estar errado, mas acredito que este mesmo sentimento... esta mesma percepção... você pode extender a seus irmãos e amigos mais chegados... É o que muitas vezes eles querem que você ouça... Além de um simple “Alô”.
Obrigado por ler Meu Blog!
E até meu próximo texto.

2 comentários:

  1. Adalba, muito legal compartilhar esses sentimentos. :-)
    Minha fase de não me preocupar com nada, foi encerrada muito prematura aos 09 anos e principalmente depois as 13 com o falecimento de meu Pai, ser o homem da casa e cuidar da mãe e do irmão mais novo, é uma experiência muito válida, para quem deseja viver a vida de forma inversa!!

    Abraços

    Bruno

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  2. E aí Adalba, estes textos estão ficando sem graça, não tá dano polêmica,
    neste caso, tu já disse tudo e sou obrigada a concordar e parabenizá-lo, pois,
    é tudo muito verdadeiro!
    Não estou mito satisfeita , mas vá lá, Parabéns!

    bjks
    Sandra Regina Miguel

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