Pular para o conteúdo principal

Você sabe de onde vem a expressão: "Feito nas coxas" ?

Não faz muito tempo, conversando  com Roosevelt Nascimento, alias trabalhamos juntos e por conta dos sobrenome semelhante,  costumamos a nos chamar de primo.

Além de outras confusões que acontece no dia-a-dia. Principalmente em reuniões, onde pensam que estão falando com o Roosevelt e na verdade estão falando comigo.

Trabalhamos com Best Shore e por conta disso conversamos com pessoas que estão fora do país e como a ferramenta de comunicação interna faz a indexação pelo sobrenome... ai além das confusões, aparecem perguntas do tipo: Você é parente do Pelé? Edson Arantes do Nascimento? Ou Você tem algum parentesco com o Roosevelt?  Entre outras... É coisa comum.

Certa vez em uma conversa informal falando a respeito... Não me lembro bem sobre o quê?  Surgiu a expressão: “Feito nas Coxas”. Foi então que ele me perguntou:

- Você sabe de onde vem a expressão: “Feito nas coxas”?

Respondi que não sabia. Foi então que ele me explicou:

A expressão “feito nas coxas” veio do tempo da escravidão. Os escravos mais fortes, com as coxas mais grossas eram colocados para fazer as telhas usando as coxas como molde. Assim, como cada escravo tinha as coxas diferentes um dos outros ficava uma telha de cada tamanho, assim quando se disse: “feito nas coxas” é como dizer tudo bagunçado, sem padrão.

Então pesquisei mais uma pouco e descobri o seguinte:

Essas telhas eram conhecidas como telhas coloniais. Como em meados do séculos 16 e 17, ainda não existiam as máquinas, as telhas eram moldadas nas coxas dos escravos. Como as telhas eram desiguais devido ao porte físico diferente, as peças não se encaixavam e isso acabava por produzir um telhado disforme e mal acabado. Com a industrialização do processo de produção de telhas, obviamente elas passaram a ser iguais e quando as telhas apresentavam defeitos eles usavam a expressão “feito nas coxas”, numa alusão as telhas feitas pelos escravos. Apartir dai ficou classificado como “feito nas coxas” qualquer coisa mal feita.

É conversas informais no trabalho também é cultura!

Fique a vontade para comentar...

Até meu próximo texto.


Comentários

  1. Vagner Jose Rossini13 de março de 2011 20:58

    Esta versão eu achei mas bonita e romântica,
    mas Eu conheço a versão sexual da coisa....rs


    Um abraço.

    Vagner

    ResponderExcluir
  2. Eu tb conheço essa versão sexual, e ela nunk saiu nem sai da minha cabeça, axei q a origem da expressão fosse essa, heheheheheh!

    ResponderExcluir
  3. OBRIGADA QUERIDO POR SUA ATENÇÃO E TEMPO,PARABÉNS POR DIVIDIR SEUS NOVOS CONHECIMENTOS,VOCÊ TEM RAZÃO,EM MOMENTOS DE DESCONTRAÇÃO TAMBÉM PODEMOS ENCONTRA CULTURA E CONHECIMENTO,BEIJOS

    ResponderExcluir
  4. Uma pesquisa mais aprofundada é melhor caro colega, na verdade essa expressão representa o racismo, assim como "isso é trabalho de preto", etc. Veja esse artigo de um pesquisador e arqueólogo.

    “ERAM AS TELHAS FEITAS NAS COXAS DAS ESCRAVAS?”

    Hoje, mais uma vez, presenciei a lenda de que as telhas do tipo “capa-canal” ou colonial eram feitas nas coxas dos escravos.

    Bom, para aqueles que continuam a perpetuar este mito, indico vivamente o artigo do arquiteto Prof. José La Pastina Filho (superintendente do IPHAN no Paraná), intitulado “Eram as telhas feitas nas coxas das escravas?” (disponível em: www.culturaespanha.org.br/download.php?codigoArquivo=40 ).

    Segundo La Pastina, a comparação ocorre, pois há semelhança na forma tronco-cônica entre o formato das telhas tradicionais e a parte superior das pernas dos humanos. Entretanto, possuindo o “know-how” de mais de três décadas restaurando as coberturas de edifícios, o autor expõe claramente, por meio de um estudo de caso, de que tal associação entre coxas humanas e telhas não passa de uma lenda histórica, sendo as telhas produzidas sobre moldes de madeira.

    “Para confirmar nossa convicção das inconsistências da assertiva popular – telhas feitas nas coxas dos (as) escravos (as) – tomamos as medidas das coxas de um homem de 1,80m de altura e verificamos que, usando-a como molde, só seria possível a fabricação de uma minúscula telha de 36cm de comprimento. Sem maiores preocupações com aspectos de anatomia humana, se estabelecermos uma simples regra de três, poderemos verificar que, para fabricar uma telha de 77 cm, precisaríamos contar com um escravo de 3,95m de altura. Além disto, em termos de otimização de força de trabalho, mesmo numa sociedade escravocrata, teríamos uma perda substancial na força de trabalho: um escravo imobilizado, com lâminas de barro sobre suas duas coxas, e pelo menos dois outros para remover cada uma delas e transportá-las ao estaleiro.” (La Pastina Filho, 2006).

    Pois então, será mesmo que os escravos possuíam mais de 3 metros de altura ou será que a nossa sociedade sempre quis enxergar o lado pejorativo da expressão “feito nas coxas”?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostaria de pontuar de maneira respeitosa apenas sua colocação no primeiro paragrafo de seus comentários, mais especificamente a frase: "uma pesquisa mais aprofundada é melhor caro colega". Fazendo uma leitura adequada do texto verás que o mesmo não tem propósito cientifico, nem mesmo é propósito desde blog. NO entanto, quando o texto foi escrito, pesquisei a historia antes de colocá-la no blog. E por fim o artigo ao qual você sugere a leitura “ERAM AS TELHAS FEITAS NAS COXAS DAS ESCRAVAS?” o autor Prof. José La Pastina Filho, coloca uma questão, não é afirmativo. E uma telha colonial tem por média 38cm as vendidas atualmente tem por volta de 40cm. A questão quanto a uma telha de 77cm para a época é de fato intrigante e dai a pergunta do autor. Assim feito deixo meu ponto de vista.

      Excluir
  5. Enfim para todo ditado popular há uma lenda que justifique...essas são as delícias da diversidade cultural!!;

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Você não gosta de ser fotografado.

Não poderia deixar de escrever esse texto... É mais um registro para pequenas coisas que acontecem em nossas vidas que merecem um registro para posteridade, ainda mais que temos tantas e tantas formas de manter nossas vidas registradas e compartilhadas. Oscar Niemeyer viveu 104 anos e faltando 10 dias para completar seus 105o. Aniversário, veio a falecer e deixou a seguinte mensagem: “... Porque eu acho que a vida é assim. A gente tem que separar as coisas. A vida é chorar e rir a vida inteira. Aproveitar os momentos de tranqüilidade e brincar um pouco. Depois, os outros é aguentar. A vida é um sopro né?”. Antigamente tirar uma fotografia era coisa tão cara que as fotografias eram póstumas. Essas fotos se chamavam Post Mortem. A foto era tirada da pessoa morta como se estive viva. Eles vestiam o morto e colocava em uma posição, como se estive vivo e fotografavam. Com o passar dos anos e a evolução tecnológica qualquer celular básico tem uma câmera. E os smartphones tem capacidade de tira…

Você sabe o que é miopia de alto grau? Fale como o Ramiro Diz.

Tenho um amigo que trabalha comigo que usa óculos desde de os sete anos de idade. Como ele morou  em Portugal... Seus parentes são portugueses.. Oras pois!

Ramiro Diz pá! é o nome do gagio!


Hoje, ele usa 22,0 graus de miopia. Me contou que usa óculos desde os 7 anos de idade. Seu grau de miopia nesta idade já chegava aos 12 graus.

Quando foi ao oftamologista pela primeira vez, este receitou inicialmente um grau abaixo do que ele usava para que se acostumasse com o óculos. Um pouco de psicologia infantil para ajudar o menino a enxergar e brincar.

Eu também sou miope, uso 4 graus de miope em ambos os olhos, comecei a usar óculos aos 18 anos  de idade, mas nestes números o Ramiro saiu na frente disparado logo ao 7 anos de idade... 12 graus! é muita coisa!

Mas graças a tecnologia podemos enxerga com tranquilidade, usando um belo e estiloso de um par óculos.

Hoje óculos é item de moda, tem muitas pessoas que usam a armação apenas como adereço... Isso mesmo! Usam o óculos sem grau! Só pra f…

MATANDO UM LEÃO POR DIA...

Eu gosto de escrever meu próprios artigos, mas algumas vezes recebemos alguns emails que trazem consigo uma lição de vida tão interessante, que alguns que recebo, passei a colocá-los no Blog. 
Eu estava na casa da Minha Elaine, quando ela começou a ler o texto em voz alta, estando ela sentada no chão na sala. Não posso negar que ela me conhece bem, tenho certeza que ela o fez sabendo que isso iria me chamar a atenção. Pensei... Por traz deste texto tem algo interessante. Assim que ela terminou o texto, falei: Manda pra mim por favor?
Bom... Veja o texto na integra...

MATANDO UM LEÃO POR DIA ... Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu. Por Pierre Schurmann
Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.
Depois de um almoço longo, no qual falamos…