quarta-feira, 30 de março de 2011

Tecnologia, onde estava você quando precisamos?

Vou trazer a discussão algo que talvez já tenha pensado, ou nunca passou pela sua cabeça... Ou talvez já tenha pensado, mas ainda não leu ou discutiu sobre o assunto...

Depois que aconteceu o terremo de proporções gigantescas no Japão, comecei a pensar sobre todas as tecnologias que temos disponíves hoje. São muitas, em número cada vez maior.

Hoje temos carros com ABS/EBD, Airbags, GPS, Bluetooth e tantas outra siglas e nomes que tem por trás um dispositivo de conforto ou de segurança. Temos um carro mais seguro que o outro... O Volvo que já foi eleito por várias vezes o carro mais seguro do mundo...

Agora pensa comigo: Um ônibus leva em viagem até 40 pessoas. em uma cidade grande como São Paulo, estando lotado leva mais de 60 pessoas. E se for um ônibus articulado, leva um número maior ainda...
Você já ouviu alguma notícia de ônibus com dois airbags por passageiros?! Ou com pelo menos metade dos ítens de segurança que tem em um carro moderno?!

Hoje temos aviões particulares que tem paraquedas gigantes que podem ser acionados pelo piloto em caso de pane no aparelho. Já ouviu falar de algum dispositivo de segurança que consiga salvar as pessoas em um avião como os 747-300 da Boeing em caso de falha na aeronave?!

Da mesma forma, nos hospitais mais modernos temos tanto aparelho para diagnosticar um problema de saúde, usando as tecnologias mais avançadas que já se tem conhecimento. Temos robos para auxílio cirúrgico e tudo mais...


O Japão é o pais que mais tem tecnologias e o que mais cria novas tecnologias, tem até tecnologia para fazer movimentação de braços mecânicos com os pesamentos, robos que tocam pianos e que leem partituras musicais, que ajudam na limpeza da casa e até robos acompanhantes.


Com tudo isso, onde estavam todas estas tecnologias aplicadas para ajudar a resolver o problema de vazamento nuclear das Usinas de Fukushima?! Cadê os robos que pode ser controlados remotamente através do pensamento humano?! Ou mesmo uma tecnologia que possa desativar o processo de fusão nuclear nos reatores danificados?!




Este vídeo mostra a chegada do tsunami no Japão. Ele me fez lembrar do filme 2012, onde construiram barcos gigantescos para salvar as pessoas no momento do cataclisma. E não tinha nenhum barco daqueles ou coisa parecida no Japão para evitar que mais de 10.000 pessoas morressem... Sabemos que muitas pessoas não perderam suas vidas graças as tecnologias de previsão de terremotos e tsumani. E foram avisadas a tempo. Mas ainda sim, morreram muitas pessoas... Percebe a distância que estamos da teoria e da prática?

Não temos uma tecnologia que possa fazer o salvamento de grandes massas, mas temos uma tecnologia para matar grandes massas.

Tudo que temos de tecnologia, em sua grande maioria serve para o conforto individual ou de um pequeno grupo... Não temos nada para salvar um número grande de pessoas da mesma forma que temos para matá-las.

Evoluimos muito em tecnologia em todo o mundo, mas em muitos aspectos ainda estamos na idade da pedra quando a questão é salvar vidas em grande quantidades em momentos de emergência.

Não estou com isso afirmando que as tecnologias desenvolvidas até o momento não são úteis, mas que precisa fazer o uso direcionado para estas novas situações. Alteramos o curso da natureza e ela reagiu e vai continuar até que se acomode novamente. Eu sinceramente, não acredito que isso venha a acontecer...

Fique a vontade para comentar...
Até meu próximo texto.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Destralhar-se


Dias atrás recebi um e-mail da minha amiga Mercedes Ramos que esta morando na Espanha, já a mais de 13 anos. Você não vai acreditar! Mercedes estudou comigo no primeiro grau... Isso faz muito tempo mesmo.

Quando li o título do e-mail achei engraçado: Destralhar-se.

Após ler o e-mail, achei o texto muito... mas muito bom mesmo... E resolvi repassar. Recebi tantas respostas de volta comentando do texto. Que achei legal colocar ele aqui no meu Blog. Assim aqueles que se sentirem a vontade, poderam compartilhar suas mensagens com todos que fizerem a leitura do texto no Blog.

O texto é de Carlos Solano, tenho certeza que você vai gostar.

“- Bom dia, como tá a alegria"? Diz dona Francisca, minha faxineira rezadeira, que acaba de chegar.
- Antes de dar uma benzida na casa, deixa eu te dar um abraço que preste! e ela me apertou.
Na matemática de dona Francisca, "quatro abraços por dia dão para sobreviver; oito ajudam a nos manter vivos; 12 fazem a vida prosperar".
"Vida nenhuma prospera se estiver pesada e intoxicada". Já ouviu falar em toxinas da casa?
Pois são:
- objetos que você não usa,
- roupas que você não gosta ou não usa há um ano,
- coisas feias,
- coisas quebradas, lascadas ou rachadas,
- velhas cartas, bilhetes,
- plantas mortas ou doentes,
- recibos/jornais/revistas, antigos,
- remédios vencidos,
- meias velhas, furadas,
- sapatos estragados...

Ufa, que peso! "O que está fora está dentro e isso afeta a saúde", aprendi com dona Francisca. "Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa!", ela diz, enquanto me ajuda a 'destralhar', ou liberar as tralhas da casa...

O 'destralhamento' é a forma mais rápida de transformar a vida e ajudar as outras eventuais terapias. Com o destralhamento:
- A saúde melhora;
- A criatividade cresce;
- Os relacionamentos se aprimoram...

É  comum se sentir cansado, deprimido, desanimado, em um ambiente cheio de entulho, pois "existem fios invisíveis que nos ligam à tudo aquilo que possuímos".
Outros possíveis efeitos do "acúmulo e da bagunça":
- sentir-se desorganizado;
- fracassado;
- limitado;
- aumento de peso;
- apegado ao passado...

No porão e no sótão, as tralhas viram sobrecarga; Na entrada, restringem o fluxo da vida; Empilhadas no chão, nos puxam para baixo; Acima de nós, são dores de cabeça; Sob a cama, poluem o sono.
"Oito horas, para trabalhar; Oito horas, para descansar; Oito horas, para se cuidar."

Perguntinhas úteis na hora de destralhar-se:
- Por que estou guardando isso?
- Será que tem a ver comigo hoje?
- O que vou sentir ao liberar isto?

...e vá fazendo pilhas separadas....
- Para doar!
- Para jogar fora!

Para destralhar mais:
- livre-se de barulhos,
- das luzes fortes,
- das cores berrantes,
- dos odores químicos,
- dos revestimentos sintéticos...
e também...
- libere mágoas,
- pare de fumar,
- diminua o uso da carne,
- termine projetos inacabados.

"Se deixas sair o que está em ti, o que deixas sair te salvará.. Se não deixas sair o que está em ti, o que não deixas sair te destruirá", Arremata o mestre Jesus, no evangelho de Tomé.
"Acumular nos dá a sensação de permanência, apesar de a vida ser impermanente", diz a sabedoria oriental. O Ocidente resiste a essa idéia e, assim, perde contato com o sagrado instante presente.

Dona Francisca me conta que "as frutas nascem azedas e no pé, vão ficando docinhas com o tempo". A gente deveria de ser assim, ela diz: "Destralhar ajuda a adocicar."

Se os sábios concordam, quem sou eu para discordar...”

Gostou do texto... Fique a vontade para comentar.
E até o meu próximo texto.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Firme que nem Geléia

Estava voltando do almoço, quanto encontrei Edenilson Duéla. Trabalhamos na mesma empresa faz alguns anos e como sempre acontece quando você encontra alguém, vem aquela pergunta básica:
- E ai?! Como você tá?

Edenilson quase sempre me responde:
- Fique que nem Geleia!

E durante a conversa falei a ele. Se você esta firme como geleia você esta bem. Não se convenceu. Então deu início a filosofia de butéco... Como se eu frequentasse um...

Falei a ele que escreveria sobre o assunto, achou engraçado e passamos a discutir sobre o tema.

Vou apresentar os argumentos para provar que quanto alguém fala pra você que esta firme como geleia, de fato ele esta firme. Só não se dá conta disso.

Como nunca se especifica qual é a geleia, vou pegar a Geléia de Mocotó.

Se você pegar um prato seco e colocar um pedaço de Geléia de Mocotó, com a parte do corte em contato com o prato, pode balança e até inclinar o prato que ela não cai.
E dependendo da qualidade da geléia... Pode até virar o prato. Não cai nem a pau!

Considerando que se você balançar o prato a Geléia não cai: Logo quem esta firme como geléia esta firme de fato. Não cai!

A geléia é resiliente. Se você emburrar ela como o dedo, espere um pouco que ela volta a condição normal. Logo quem esta firme como geléia é resiliente.

Sendo assim, se você esta firme que nem Geléia, mas quem nem uma Geléia de Mocotó... Você é Resistente e Resiliente. Esta de fato firme e forte... Só não sabia disso!

Fique a vontade para comentar.
E até o meu próximo texto.

sábado, 12 de março de 2011

Você sabe de onde vem a expressão: "Feito nas coxas" ?

Não faz muito tempo, conversando  com Roosevelt Nascimento, alias trabalhamos juntos e por conta dos sobrenome semelhante,  costumamos a nos chamar de primo.

Além de outras confusões que acontece no dia-a-dia. Principalmente em reuniões, onde pensam que estão falando com o Roosevelt e na verdade estão falando comigo.

Trabalhamos com Best Shore e por conta disso conversamos com pessoas que estão fora do país e como a ferramenta de comunicação interna faz a indexação pelo sobrenome... ai além das confusões, aparecem perguntas do tipo: Você é parente do Pelé? Edson Arantes do Nascimento? Ou Você tem algum parentesco com o Roosevelt?  Entre outras... É coisa comum.

Certa vez em uma conversa informal falando a respeito... Não me lembro bem sobre o quê?  Surgiu a expressão: “Feito nas Coxas”. Foi então que ele me perguntou:

- Você sabe de onde vem a expressão: “Feito nas coxas”?

Respondi que não sabia. Foi então que ele me explicou:

A expressão “feito nas coxas” veio do tempo da escravidão. Os escravos mais fortes, com as coxas mais grossas eram colocados para fazer as telhas usando as coxas como molde. Assim, como cada escravo tinha as coxas diferentes um dos outros ficava uma telha de cada tamanho, assim quando se disse: “feito nas coxas” é como dizer tudo bagunçado, sem padrão.

Então pesquisei mais uma pouco e descobri o seguinte:

Essas telhas eram conhecidas como telhas coloniais. Como em meados do séculos 16 e 17, ainda não existiam as máquinas, as telhas eram moldadas nas coxas dos escravos. Como as telhas eram desiguais devido ao porte físico diferente, as peças não se encaixavam e isso acabava por produzir um telhado disforme e mal acabado. Com a industrialização do processo de produção de telhas, obviamente elas passaram a ser iguais e quando as telhas apresentavam defeitos eles usavam a expressão “feito nas coxas”, numa alusão as telhas feitas pelos escravos. Apartir dai ficou classificado como “feito nas coxas” qualquer coisa mal feita.

É conversas informais no trabalho também é cultura!

Fique a vontade para comentar...

Até meu próximo texto.


domingo, 6 de março de 2011

Um café ruim como desse... mas nem catando latinha!!!

Não faz muito tempo, minha mamãe estava em São Paulo e ela queria voltar pra São Simão.

Como a Elaine havia combinado de ir ver a Mamãe dela em Mococa, combinei com a Dona Rafaela que a levaria para São Simão e de lá iriamos para Mococa.

Quando vamos para o inteirior de São Paulo, sempre vamos pela Rodovia dos Bandeirantes. E no caminho já virou padrão parar no Serra Azul. Eu gosto de um cafézinho expresso... Então virou quase uma regra pra tomar uma cafézinho naquele local.

Neste dia paramos e como sempre fomos tomar um cafezinho. Fiz o pedido três cafezinhos... Café servido! Vamos tomar nosso café...

Minha Mamãe tomou o primeiro gole que falou:
- Nossa que café ruim... Esse não dá pra tomar não. Tá ruim demais!

A Elaine nem quis experimentar o dela, não me lembro se por insistencia ela tomou um pouco do cafézinho dela e confirma:
- Esse esta ruim mesmo.

Eu estava a fim de tomar café. Então comecei a tomei o café... é o café esta ruim mesmo.
Pensei como assim?! O café esta ruim mas dá pra tomar...
Vou dar uma lição de moral na minha mamãe e na Elaine, pois estão ficando muito metidas...
Comecei a discursar:

- É mãe, quando a gente melhora nossas vidas ficamos cada vez mais exigente, não?
Se fosse antigamente a senhora tomaria o café...

Nem terminei de falar ela me disse:

- Filho, um café ruim como desse... mas nem catando latinha!!!

A risada foi geral... Resumindo não tive jeito! Minha Mamãe matou a pau!