quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A Senhorinha de Mauá - Tia Tê

Quantas não são as histórias que ouvidos de nossos amigos, quando saimos para almoçar, principalmente no trabalho ?
Passamos maior parte do tempo de nossas vidas no trabalho. Já imaginou quantas histórias você já contou e já ouviu e nem se lembra de muitas dela?

Já faz um tempo que me lembrei de uma dessas historias dentre tantas outras, que achei considerei contar...

Algum tempo atrás estamos almoçar quando o Vitor Rocha que trabalha comigo contou uma historia interessante e para mim uma daquelas histórias que aquece o coração.

Contou ele que a tia da namorada: Tia Tê, como era conhecida. Tinha o hábito de deixar a porta aberta e os portões sem tranca. Já uma senhora de idade. Morando na Cidade de Maúa-SP, muito tranquila e de fácil conversa, segundo ele, uma senhora daquelas que você passa o dia conversando e nem vai precisar ficar procurando por assunto, a conversa flui tranquilamente e o relogio gira macio e sem pressa.

Certa vez estando ela em casa, dois indivíduos adentraram na casa dele para praticar um assalto. Quando ela percebeu eles entrando em casa, simplemente virou para eles e disse:
- Oi Senta ai na mesa, vou fazer um café pra nós.

Eles ficaram sem ação e sentaram na mesa. Então a senhorinha foi fez o café, pegou biscoitos e serviu aos marginais que a esta hora já não sabiam mais o que fazer. Foi quanto resolveram contar a ela que a intensão deles era assaltá-la.

De repente a senhorinha passou de vítima à conselheira e no processo de aconselhamento ambos começaram a chorar. Não posso afirmar se de maneira convulsiva, mas eu pessoalmente acredito que sim.
Depois deste fato, os rapazes passaram a frequentar a casa da Tia Tê e a auxiliá-la na entregar comida aos meninos e meninas de rua. Um trabalho que Tia Tê fazia diariamente.
Os dois rapazes, a ajudavam semanalmente, só não todos os dias, pois ouviram o conselho daquele dia e conseguiram emprego, simples mas digno.
Quando Tia Tê veio a falecer, ambos foram ao enterro dela.

Ela partiu para o eterno, deixando uma lição sem igual: Tudo o que o ser humano precisa é de amor.
Uma atitude inexperada que mudou a vida de duas pessoas diretamente e de muitas outras indiretamente.

Para o Vitor Rocha este história finalizaria assim... Lembre-se: Não queira o mal a ninguém pois “Sentir rancor é o mesmo que tomar veneno e esperar que o outro morra!”

Eu achei esta historia fantástica...Sensacional!
Bom... Fiquem a vontade de para comentar...

Um Abraço e até meu próximo texto!


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