sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Quando Mamãe conheceu Papai...

No dia 7 de setembro de 1962, a Mocidade da Igreja Congregação Cristã do Brasil na sede do Brás, havia marcado uma reunião por conta do feriado nacional.

Naquela época, Rafaela (Minha Mamãe) trabalha na Vila Mariana como empregada doméstica. E para ir ao encontro da mocidade, tinha que tomar um ônibus para a Praça da Sé e fazer baldiação para outro ônibus com destino ao Brás.

Quando voltava desceu na Praça da Sé para aguardar o ônibus com destino a Vila Mariana. Rafaela estava em companhia de sua amiga Tonica, que trabalhava perto do local onde ela trabalhava.

Amâncio (Meu falecido Papai) estava dando voltas na praça da Sé, meio que assim, segundo conta Rafaela: Ele estava procurando uma namorada (Ohhh! Informação dificil de arrancar).

Quando Rafaela e Tonica estavam no ponto de ônibus, Amâncio... Assim de galã... Foi na direção das moças.

Imaginando a situação e sempre questionando Rafaela... Vamos cenarizar o encontro...

Os membros da Igreja Congregação Cristã do Brasil, como nos dias de hoje, se vestem muito bem. Como diz minha mãe: - Muito Chic!

Se você tiver a oportunidade de observar os membros desta Igreja irem para o culto, vai achar que se trata de um casamento, formatura ou estão indo para um desfile de modas. Imagine então em 1962!

Mulata bem vestida, cabelo alisado, metida em uma saia pregueada bege, de meia fina, de salto alto, usando bolsa bege... Uma princesa do ébano, metida em um conjunto bege... Que na época era moda.

Amâncio todo bem arrumando usando terno preto, cabelo bem cortado, sapato preto bem engraxado. Cidadão de cor branca descendente de espanhol. Segundo conta Rafaela: Um cidadão bem apessoado, bem arrumado e muito bonito!

Amâncio observando que elas estavam aguardando o ônibus, se aproximou das moças para conversar. Puxou conversar com Rafaela. Ela se fazendo de difícil, não querendo conversar. Quando sua amiga, a Tonica lhe disse: Vai dá uma chance pra ele. Aceita!

Rafaela aceitou. E a conversa pegou rítmo. Ele não perdeu tempo, assim que o ônibus chegou, subiu no ônibus, cheio de boas intenções, para levar Rafaela e a Tonica para a Vila Mariana. Chegando no destino, Amâncio... Pessoa distinta... Levou Tonica até seu destino. E ficou conversando com Rafaela na esquina do local onde ela trabalhava. Um pouco de conversa e Amâncio saiu de lá com o número do telefone do serviço.

Dai pra lá, encontros e mais encontros... E então começaram a namorar. Foram 3 meses de namoro e ficaram noivos.

Nesse periodo, conta Rafaela que Amâncio comprou um terreno em Guaianazes na Vila Nanci, subúrbio de São Paulo, onde construiu uma casa e depois um e meio se casaram. E foram morar em Guaianazes.


E começou ai outras historias...

Até meu próximo texto!

2 comentários:

  1. MUITO LEGAL PAI !!! bom conhecer a s origens rs

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  2. Conheço Dna Rafaela (vovó dos meus nenens) e Sr. Amâncio (o vovô) há muito tempo, e nunca tive a curiosidade de perguntar como foi que se conheceram... Interessante...Parabéns Beto

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