sábado, 10 de abril de 2010

Que foto cara!

Viajamos para a Costa do Sauípe na Bahia para curtir um pouco e conhecer novos lugares.
Desembarcamos no aeroporto de Salvador, pegamos o traslado para Costa do Sauípe.
A Guia de Turismo era uma senhora baiana, com certeza, com sotaque bem gostoso de ouvir e um português muito correto.
Nesse tipo de viagem o Guia vem pontuando os locais por onde vamos passando, contando sobre a população e informações importantes dos locais.

Quando chegamos na entrada da Costa do Sauípe, a guia fez um comentário sobre uma estátua bem grande que fica na entrada da portaria, como eu não estava prestando muita atenção, não sei a que altura do comentário ela falou que haviam oito daquelas distribuídas pelo local.

Antes de chegar no Hotel, a Elaine, comentou:
- Aqui tem duas olha a outra lá!

Não sei se no dia seguinte, ela acordou e falou:
- Vamos pegar as bikes e sair para tirar as fotos das estátuas?

Falei:
- Elaine, não tem nada haver com a nossa fé. São estatuas de Orixás.
- Mas, nós somos turistas e temos que tirar as fotos. Falou ela.

Tomamos café, pegamos o micro-ônibus circular, fomos até o bicicletário e feito. Saimos para tirar as fotos.
A primeira estátua foi fácil, estátua do Orixá Oxalufan ou Oxalá Velho, foi a primeira.
Ela muito entusiasmada.
- Vamos agora lá na portaria tirar a foto da outra estátua.

Saimos pedalando.
Percebi que não era muito perto como acreditavamos, ou eu acreditava ser.
E pedala... e pedala... e pedala.

Resolvi investir numa possível desistência por parte dela e falei:
- Amor, esta muito longe e você já esta cansada. Vamos voltar... é melhor...
- Não já andamos tudo isso vamos até lá, deve já esta perto.
- Então tá. Vamos peladar mais rápido então, pois temos apenas 1 hora de uso.

Comecei a forçar uma pedalada mais rápida. E só subida, nada de descida ou trechos planos mais longos.
Numa das subidas, ela desceu da Bike e me falou:
- Bebê, estou passando mal. Vou andar um pouco.
- Elaine, vamos voltar. Se você passar mal aqui vai ficar complicado.

Confesso que aquela altura já estava preocupado com ela, estava ficando cansado e pensei: Se forçar um pouco ela desiste. Mas para minha supresa:
- Não. Eu vou andar um pouco e levo a Bike andando. Assim descanso um pouco. Deve esta perto.
- Amor Meu, não esta perto. Eu não estou vendo a portaria.

Eu mudei as marchas da bike e fiquei devagarzinho pelando atrás, enquanto ela andava a frente carregando a bike dela.

Quando vi um trecho em descida e foi possível avistar a portaria. Ela subiu na Bike e descemos pelando para ganhar velocidade. Comecei a me preocupar com a possibilidade de um dos dois cair e se machucar falei:
- Presta atenção para não cair!
Na verdade o alerta era pra ambos.
Depois de 3500m de subida, chegamos a "bendita" estátua: Orixá Oxum. Deus das águas.

Falei:
- Etá foto cara essa! Ufa! Vou tirar duas fotos para ter certeza que não vai falha. Esta ficou caro.

Ela falou de pronto:
- Bom já temos duas, vamos perguntar onde estão as outras.

Perguntei para o motorista do micro-ônibus e nos disse que ali tinha apenas duas.
Depois ficamos sabendo que realmente, ali tinha apenas duas. Começamos a nos perguntar: Onde estão as outras?

Elaine já estava empolgada e falava:
- Legal! Agora temos um motivo turistico para encontrar as outras estatuas.

Quando fomos para Salvador, eu entendi o que aconteceu. Na verdade ouve um erro de entendimento do que a Guia nos falou. As oito estátuas de Orixas, a qual ela comentou estão em um local em Salvador, chamado Dique do Tororó. Trata-se de um Lago Artificial localizado no Bairro de Tororó. Uma artista plastica chamada Tati Moreno fez oito esculturas de Orixas, sobre o espelho d´agua do lago, idealizando um sonho que ela teve. E o prefeito da época apoiou a idéia e este local passou a ser um dos cartões postais de Salvador-BA.
Inclusive o prefeito perdeu, não sei se votos ou a eleição, por as igrejas evangêlicas de Salvador, retiraram o apoio a sua candidatura, segundo o "Tom de Ivete", O Guia que nos acompanhou em Salvador.

Respeito a Fé de todos, mas fico com a minha.
E essa história não poderia ficar sem contar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário