sexta-feira, 30 de abril de 2010

Twittando se vai ao longe...

Tenho observado que as pessoas mais comuns, em sua grande maioria, não tem apego a longos textos. Seja sobre qual assunto for.

Como a maioria das pessoas não tem apego a logos texto, ou mesmo não tem muito tempo, acredito que por este motivo o grande sucesso do mini-blogs.

São textos com no máximo 140 caracteres que passam a idéia desejada de uma maneira muito rápida. O famoso "Jogo Rápido". 

Imagine o quanto é difícil passar uma idéia, uma msg para uma grupo de pessoas com caracteristas específica em 140 caracteres... Ou não!!!!

O twitter vem com essa idéia:Passar uma informação rápida,precisa e simplíssima.Não posso afirmar que essa tenha sido a idéia de quem criou.

Talvez nem quem criou o twitter tenha imaginado o sucesso que seria... eu mesmo não pesquisei isso. Você já pesquisou?

Vc começa escrevendo o que esta fazendo.Fazendo mesmo!No sentido de escrevendo:Indo pra casa.Com o passar do tempo vc escreve mais que isso.

Começa a vislumbrar que pode passar um msg subliminar,uma msg para uma pessoa ou grupo de pessoa em específico,uma msg em código,enfim tudo!

Tudo o que vc desejar passar as pessoas ou a um grp,pode ser quebrado em minitextos,de forma em que as idéias fiquem concatenadas..twittando

Acredito que o mais díficil é quebrar uma mensagem ou uma idéia em vários minitextos e mais ainda... tornar a leitura interessante...

Afinal é manter o texto e o contexto interligado em vários minitextos de até 140 caractéres não deve ser algum muito simples de fazer...

No Orkut, Facebook, Linkedin tem um espaço reservado para minitextos.Twittando em todos e tem mini-aplicativos que ligam tudo! Uma festa!

Diria que este deve ser um novo desafio para quem gosta de escrever em blogs. Escrever em minitextos e dar sentido,ou seja,chamar a pensar.

Qd vc vai twittando,vc vai percebendo o qt deve ser criativo com 140 caracteres.Altera a forma de escrever, mas deve manter a base da idéia.

Tudo o que esta acima deste paragrafo, eu foi escrevendo no twitter de tempo em tempo, as frases estão exatamente como escrevi no twitter.

Fiz o texto primeiro, depois quebrei as idéias em minitextos, ou melhor em twitters.

Algumas vezes escrevi tanto no twitter, quanto no Facebook e no Orkut.

Como o LinkedIn esta linkado com o meu Twitter, tudo que escrevi você consegue ver lá em Atividades do Adalberto (Adalberto´s Activity).

Minha idéia era mostrar o que esta no texto, ou seja, twittando se consolida uma idéia, uma mensagem longa...

Em resumo: Twittando se vai ao longe.

Eu gostei disso... Legal!


domingo, 25 de abril de 2010

Um periodo que mudou minha vida... Um momento que tocou minha historia...

Num feriado prolongado de 12 de Outubro de 1998, jogando uma partida de futebol na Praia, na Vila Tupi em Praia Grande, São Paulo, sofri um acidente em uma entrada mais dura na dividida de uma bola, que me rendeu uma ruptura ligamentar no meu joelho esquerdo.

Sabe aquelas partidas de futebol na Praia, então?!! Uma dessas...

Coisa bem feia mesmo... a parte de baixo da minha perna saiu do lugar completamente ficando apenas um ligamento segurando a perna.

Eu mesmo coloquei a parte de volta no local, mas não teve jeito... Não consegui mais andar.

Meu filho William estava assistindo a partida, me lembro de ter chamado ele, porque ele estava muito assustado e eu queria dizer pra ele que estava tudo bem.

Resumindo, acabou meu feriado e na volta para São Paulo começou meu processo a caminho da cirurgia.

Vou dizer um caminho longo e dolorido emocionalmente e fisicamente.

Posso afirmar com certeza que depois disso, minha vida começou a mudar. Comecei a ler mais a Biblia e minha fé mudou nesse período.

Quando o médico me disse que meu caso era muito grave e que se fosse dois anos antes, talvez eu não andaria mais. Mas graças a uma nova técnica cirurgica, que consistia em pegar um pedaço do músculo da coxa e faz um implante no local do ligamento, eu ficaria bom. Mas que talvez eu não conseguiria dobrar mais minha perna.

Fiquei mais ou menos um mês andando entre o hospital e a minha casa no primeiro período de tratamento, afinal depois viriam as várias idas e vindas as clinica de fisioterapia.

Contei tudo isso porque me lembrei que em uma dessas idas e vindas ao Hospital Beneficiência Portuguesa, na saída do Hospital havia um senhor caminhando e pegando os papéis que as pessoas haviam jogado no jardim.

Observei que ele estava bem vestido e que não se tratava do pessoal da limpeza. Fiquei atento observando, quando pensei: Conheço aquele homem.

Olhei mais atentamente e concluí: Conheço sim. É o Sr.Antônio Ermírio de Moraes.

Naquela época eu me interessava por conhecer administração, afinal havia me formado em administração e sabia quase tudo sobre os grandes administradores da época.

Sabia inclusive que naquele ano, não sei se exatamente naquele ano, o Sr. Antônio Ermírio de Moraes havia sido eleito pela oitava vez seguida o premio de Melhor Administrador da America Latina.

Me aproximei dele, estava usando muletas ainda, devido a cirurgia. Valdete, minha ex-esposa e mamãe dos meus lindos filhos William e Caroline, estava me acompanhando naquele período difícil da minha vida.

Apertei a mão do Sr. Antônio Ermírio e falei:
- O senhor é Antônio Ermírio de Moraes. Foi eleito oito vezes "O Melhor Administrador a America Latina", tenho uma admiração muito grande pelo Senhor. Eu me formei em Administração.

Ele me deu uma resposta simples e muito bem colocada, tanto que me lembro até hoje.
Falou ele:
- Não fiz nada filho... Só trabalhei. Se as pessoas trabalhassem um pouquinho mais já faríamos a diferença. Mas tem é muita gente preguiçosa neste país.

Tomei aquilo como um conselho e fiquei muito feliz por aquele encontro.

Não posso afirmar que apenas aquele conselho contribuiu no construção da minha vida, mas com certeza foi como uma pedra no alicerce de minha construção moral e intelectual.

Contribuiu muito para que eu continue acreditando no trabalho e passando para meus filhos que o caminho do trabalho pode mudar a vida deles e a vida da geração seguinte.

Tive outros encontros ilustres, mais isso é outra história.


sábado, 10 de abril de 2010

Que foto cara!

Viajamos para a Costa do Sauípe na Bahia para curtir um pouco e conhecer novos lugares.
Desembarcamos no aeroporto de Salvador, pegamos o traslado para Costa do Sauípe.
A Guia de Turismo era uma senhora baiana, com certeza, com sotaque bem gostoso de ouvir e um português muito correto.
Nesse tipo de viagem o Guia vem pontuando os locais por onde vamos passando, contando sobre a população e informações importantes dos locais.

Quando chegamos na entrada da Costa do Sauípe, a guia fez um comentário sobre uma estátua bem grande que fica na entrada da portaria, como eu não estava prestando muita atenção, não sei a que altura do comentário ela falou que haviam oito daquelas distribuídas pelo local.

Antes de chegar no Hotel, a Elaine, comentou:
- Aqui tem duas olha a outra lá!

Não sei se no dia seguinte, ela acordou e falou:
- Vamos pegar as bikes e sair para tirar as fotos das estátuas?

Falei:
- Elaine, não tem nada haver com a nossa fé. São estatuas de Orixás.
- Mas, nós somos turistas e temos que tirar as fotos. Falou ela.

Tomamos café, pegamos o micro-ônibus circular, fomos até o bicicletário e feito. Saimos para tirar as fotos.
A primeira estátua foi fácil, estátua do Orixá Oxalufan ou Oxalá Velho, foi a primeira.
Ela muito entusiasmada.
- Vamos agora lá na portaria tirar a foto da outra estátua.

Saimos pedalando.
Percebi que não era muito perto como acreditavamos, ou eu acreditava ser.
E pedala... e pedala... e pedala.

Resolvi investir numa possível desistência por parte dela e falei:
- Amor, esta muito longe e você já esta cansada. Vamos voltar... é melhor...
- Não já andamos tudo isso vamos até lá, deve já esta perto.
- Então tá. Vamos peladar mais rápido então, pois temos apenas 1 hora de uso.

Comecei a forçar uma pedalada mais rápida. E só subida, nada de descida ou trechos planos mais longos.
Numa das subidas, ela desceu da Bike e me falou:
- Bebê, estou passando mal. Vou andar um pouco.
- Elaine, vamos voltar. Se você passar mal aqui vai ficar complicado.

Confesso que aquela altura já estava preocupado com ela, estava ficando cansado e pensei: Se forçar um pouco ela desiste. Mas para minha supresa:
- Não. Eu vou andar um pouco e levo a Bike andando. Assim descanso um pouco. Deve esta perto.
- Amor Meu, não esta perto. Eu não estou vendo a portaria.

Eu mudei as marchas da bike e fiquei devagarzinho pelando atrás, enquanto ela andava a frente carregando a bike dela.

Quando vi um trecho em descida e foi possível avistar a portaria. Ela subiu na Bike e descemos pelando para ganhar velocidade. Comecei a me preocupar com a possibilidade de um dos dois cair e se machucar falei:
- Presta atenção para não cair!
Na verdade o alerta era pra ambos.
Depois de 3500m de subida, chegamos a "bendita" estátua: Orixá Oxum. Deus das águas.

Falei:
- Etá foto cara essa! Ufa! Vou tirar duas fotos para ter certeza que não vai falha. Esta ficou caro.

Ela falou de pronto:
- Bom já temos duas, vamos perguntar onde estão as outras.

Perguntei para o motorista do micro-ônibus e nos disse que ali tinha apenas duas.
Depois ficamos sabendo que realmente, ali tinha apenas duas. Começamos a nos perguntar: Onde estão as outras?

Elaine já estava empolgada e falava:
- Legal! Agora temos um motivo turistico para encontrar as outras estatuas.

Quando fomos para Salvador, eu entendi o que aconteceu. Na verdade ouve um erro de entendimento do que a Guia nos falou. As oito estátuas de Orixas, a qual ela comentou estão em um local em Salvador, chamado Dique do Tororó. Trata-se de um Lago Artificial localizado no Bairro de Tororó. Uma artista plastica chamada Tati Moreno fez oito esculturas de Orixas, sobre o espelho d´agua do lago, idealizando um sonho que ela teve. E o prefeito da época apoiou a idéia e este local passou a ser um dos cartões postais de Salvador-BA.
Inclusive o prefeito perdeu, não sei se votos ou a eleição, por as igrejas evangêlicas de Salvador, retiraram o apoio a sua candidatura, segundo o "Tom de Ivete", O Guia que nos acompanhou em Salvador.

Respeito a Fé de todos, mas fico com a minha.
E essa história não poderia ficar sem contar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Simplesmente Meu Pai, Sr. Amâncio.

Meu Pai nasceu em Buique, uma cidade do Estado de Pernanbuco. Quiz o destino que esta também fosse a cidade da minha ex-sogra, ambos já falecidos.

Contava Meu Pai que sempre vinha a São Paulo fazer juntamente com meu avô e outros tios, o arrendamento de fazendas para fazer o plantio de algodão.

Quando terminava a safra, faziam o pagamento do arrendamento e voltavam para Pernambuco e assim viviam. Contava também que a vida era sacrificada, mas sempre valia a pena. Meu avô voltava para Pernambuco e lá comprava e fartava em grande quantidade as coisas para todos. Sempre voltavam felizes para casa.

Numa destas vindas a São Paulo, Meu Pai contou que ouve uma grande praga de gafanhos na plantação de algodão do vizinho. Neste mesmo dia chovia muito e meu avô deu ordem para que Meu Pai e os meus tios fossem combater a praga, caso contrário, se perderia todo o trabalho feito. Entraram no galpão e pegaram as bombas com veneno para matar os gafanhos. Eram daquelas bombas que prendiam nas costas e tinha uma alavanca ao lado, com uma mão direcionava o spray e com a outra fazia o bombeamento.  E sairam cobrindo a plantação com veneno. Como chovia e tudo ficou uma nuvem só, a ponto de não saber o que era chuva e o que era veneno, contava Meu Pai que um dos meus tios inalou muito veneno.

Quando foram guardar as bombas, pediu meu avô a todos que tomassem leite para cortar o veneno, mas este meu tio estava muito cansado e não quis tomar. Decidiu ficar descançando um pouco. Contou Meu Pai que ao voltar pro galpão viu que meu tio estava passando mal, chamou meu avô e quando ele chegou infelizmente já era tarde, vindo a falecer nos braços de Meu Pai.

Ficaram muito triste, largaram tudo e voltaram para Pernambuco sem nada e sem o tio, que enterraram em São Paulo mesmo. 

Contava Meu Pai que ao chegar em Pernambuco, ele não queria mais ficar por lá e meu avô não queria mais voltar a São Paulo, ambos pelo mesmo sentimento de falta do meu tio falecido. Meu Pai decidiu conversar com minnha avó que deu apoio a ele disse para voltar então para São Paulo.

Subiu Meu Pai em um caminhão pau-de-arara e veio para São Paulo.

Chegando aqui foi trabalhar na construção civil.

Este era o destino certo de quem vinha do norte-nordeste para São Paulo naquela época: Trabalhar na construção civil. Por esta época Meu Pai tinha 18 anos, segundo ele mesmo, então o ano era 1958.

Nunca tive a oportunidade de conhecer, nenhum dos parentes de meu pai para saber a versão deles dessas historia. Meu Pai sempre foi muito orgulhoso e acreditava que por ter vindo a São Paulo, sozinho deveria voltar para Pernambuco com muito dinheiro para que seus parente tivessem orgulho dele. Infelizmente Meu Pai faleceu e não conseguiu realizar este sonho, mas realizou muitos outros. Teve três filhos e viveu pra ver seus netos.





quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ou Pedra Ou Bala

Eu me lembro quando criança, íamos em turma pedir balas (guloseimas) aos comerciantes do bairro ou melhor da vila, pois naquela época eu morava no subúrbio em Guaianazes na Vila Nancy.

Era muito legal, apesar de agressivo. O bordão que gritávamos era 'OU PEDRA OU BALA'. O comerciante não tinha alternativa... Ou pedra... Ou bala... Era isso mesmo.

Se não nos desse balas, atirávamos pedra. Isso gerava cada confusão. Ainda mais no subúrbio onde naquela época era terra sem lei. Se bem que acredito não ter mudado muito a violência no lugar.

A brincadeira começava na sexta-feira santa.

Pegávamos sapatos e roupas velhas de nossos pais, produzíamos um boneco ao qual dávamos o nome de Judas. Isto mesmo!! Judas era o nome dele e representava o Iscariotes, aquele quem traiu a Jesus. Amarra o Judas no poste e lá ficava ate o dia seguinte... O sábado de Aleluia.

A meninada acordava cedo, cheio de sentimentos de tristeza, por ter assistido a paixão de Cristo no dia anterior. Se armavam de pedaços de paus e cabos de vassouras, E... Desciam o cacete no Judas. Era só pedaços de Judas voando para todo lado. Alguns se exaltavam e ateavam fogo no boneco, gritam QUEIMA NO FOGO DO INFERNO SEU TRAIDOR. Era engraçado e violento. Sobravam algumas pauladas de um colega no outro.

Ah... Detalhe tinha um Judas em cada poste e uma turma para cada Judas. Quando uma turma acabava de malhar um Judas ia logo procurando outro. Quando chegavam ao ultimo Judas, a turma estava grande... Coitado do ultimo Judas. Era de dar dô... Tamanha quantidade de pauladas que levava.

A turma aquecida e toda concentrada... Então começava o famoso PEDRA OU BALA.

Aqui entram as questões para fazer você cristão (e não-cristão, mas que se interessa pelo assunto) a pensar:
O que a garota fazia (ou ainda faz. Não sei.) ao Judas esta religiosamente correto ? E politicamente ?

Sem querer ofender a crença de ninguém, JESUS CRISTO e só AMOR, violência não cabe nas coisas que vem de DEUS.

Feliz Páscoa!